Você acredita em destino? Realmente é uma pergunta com apenas dois tipos de respostas, o sim e o não. Acontece que para mim, o destino é algo tão vago quanto a pergunta que o cerca, mas neste caso, eu prefiro acreditar.

Bleatless parece poético, já na sinopse se mostra vago e, por isso, interessante. Admito que o estúdio peca na animação, em uma outra obra deste estúdio, senti um leve desapontamento, mas como me interesso por android, resolvi conferir. Trata-se de um garoto comum que tem uma grande qualidade: ele gosta de ajudar os outros, e não importa se é ser humano ou hIE, ele ajuda sem problemas. Quando ele precisa ser ajudado, surge Lacia, uma android de batalha que acata seu pedido, e a partir daí sua vida muda. Arato tem uma empatia fora do comum para com os androides, coisa que o resto da sociedade não aprecia, nem mesmo seus amigos. Em meio a caças à androides de batalha, Arata acaba virando proprietário de uma, no entanto, seu passado ainda é um mistério. Vamos ver como isso vai se desenrolar.

No primeiro episódio não foi apresentada uma abertura, no entanto, há um encerramento que eu particularmente não gostei. A trilha sonora em si não fede nem cheira, mas devemos dar mais algum tempo para dar algum tipo de veredito sobre a mesma. A animação não está tão ruim como eu imaginei que estaria, mas ainda deixa muito, mas muito a desejar.

O protagonista foi bem apresentado, já sabemos sua personalidade e como o mesmo age em momentos de pressa. A irmã dele é aquela clássica irmãzinha fofinha, comilona e coisas do tipo. Lacia é uma android sem alma – evidentemente, e claro, nas palavras dela mesma – e misteriosa; não sabemos por quem ela foi criada, nem para quê, nem o motivo exato de estarem caçando ela e as demais iguais à ela, no entanto, devo dizer que ela já me conquistou com poucos minutos, se mostrando muito útil até mesmo nas coisas mais simples como fazer um chá, e para mim que não vou dormir sem um achocolatado ou chá, seria bastante útil. O design dos demais personagens é padrão, não tem nada novo, no entanto, os androides de batalha mostrados têm um visual que eu particularmente gostei muito de ver, principalmente a de vermelho e a Lacia.

Em nenhum momento Beatless se mostrou entediante, ele me pegou bem com a alternância de cenas do Arato e da Lacia e dos outros hIE, até que eles puderam se encontrar por obra do destino – também conhecido como autor – e fazer um “contrato”.

O ponto mais “alto” de Beatless parece que deve ser o roteiro mesmo – de resto… -, então, vou esperar que o mesmo seja algo realmente legal de se ver, ainda mais para mim que já me interessei. É só torcer para que saia algo bom daí.

Obrigado por ler até aqui. Boa semana e até a próxima!

  1. Quando assisti a Betless revivi as emoções que tive ao assistir chobtis de clamp, isso é o futuro, androids garotas super gostosas que serão as companheiras perfeitas para homens que precisam de uma companheira que satisfaça seus desejos sexuais sem reclamar todos os dias 24 horas. nota episódio 1: 10/10

  2. Este anime terá 24 episódios de puro trash e de coisas desnecessárias. Logo no primeiro episódio, nada no anime me convenceu, que sairá algo que se aproveite dele. Começando pela parte técnica, está está bem abaixo dos padrões actuais de animação aceitável (o estúdio Diomédia ainda não melhorou nada neste quesito) e não vai ser o facto dos designs dos personagens serem feitos pelo designer de Guilty Crown que vai disfarçar a animação fraca. Quanto aos personagens só a Lacia se aproveita, o protagonista é um inútil, a irmã dele é o ser mais fútil daquele mundo, os amigos do protagonista são bem melhores que ele (as outras hIE também parecem interessantes). Quanto à história, esta poderá ser boa ou pelo menos mediana, mas nem preciso prever muito, para saber que o protagonista vai protagonizar cada cena cliché e alguns momentos de conveniência.
    Nota do episódio 1: 3/10.
    Excelente artigo de primeiras impressões de Beatless, Carlos Sousa.

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