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Bom dia!

Para quem está chegando agora, o Café com Anime é um bate-papo sobre alguns animes da temporada entre mim, pelo Anime21Gato de Ulthar (Dissidência Pop), Diego (É Só Um Desenho) e Vinícius Marino (Finisgeekis). Cada blog irá hospedar as transcrições das conversas de um anime: ao Anime21 caberá publicar os artigos sobre Violet Evergarden; ao FinisgeekisCardcaptor Sakura Clear Card; ao É Só Um DesenhoKokkoku; e ao Dissidência PopMahou Tsukai no Yome e Junji Ito: Collection.

Sem mais atraso, leia a seguir a conversa que tivemos sobre o episódio 4 de Violet Evergarden.

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Fábio "Mexicano":
A Iris é uma moça do interior! Tudo na história pessoal dela é terrivelmente comum e poderia ter acontecido em qualquer lugar do mundo, seja no país fictício estilo europeu de Violet Evergarden, seja no Japão, ou mesmo aqui no Brasil. Ela é filha única e foi embora para a “cidade grande”. Seus pais (sua mãe em particular) querem que ela volte para casa, abandone tudo, se case e continue a tradição da família. Mas ela não quer voltar, quando ela fugiu talvez nem estivesse pensando nisso, mas agora ela tem sonhos próprios e eles não cabem mais naquele vilarejo rural enfiado nas montanhas. O motivo da fuga em primeiro lugar? Foi rejeitada pelo rapaz que amava.

É tudo tão simples e tão fácil de compreender, tão verossímil, que não precisa de grandes explicações ou desenvolvimentos. Apenas aceitamos por aquilo que é enquanto o episódio usa essa familiaridade a seu favor para contar a história que ele realmente quer contar: Iris amou. Iris disse as palavras que a Violet quer entender o significado. Provavelmente através da colega de trabalho ela está agora mais perto de entender o Major Gilbert.

Gato de Ulthar:
Que episódio lindo, Violet Evergarden continua aquecendo o meu coração e aumentando o meu desejo de que os seus críticos com seus comentários vazios sejam empalados e enfileirados na frente da sede KyoAni.

Sempre me surpreendo com a incapacidade da Violet em mentir socialmente e guardar segredos quando conveniente, mas a medida que ela vai entendendo os sentimentos humanos, eventualmente ela irá se dar conta da ambiguidade humana.

E outra coisa que me chama a atenção desde o começo do anime, o país onde se passa a história é claramente baseado nalguma nação europeia, mas é costume comer com palitinhos. Não digo que isso seja um problema, mas é muito curioso. Como também é curioso o fato de tanto a Iris como a Violet foram batizadas por causa de flores.

Vinícius Marino:
E o fato do “interior” ser pontuado por arrozais. Esses terraços são típicos das nações da Ásia.

Enfim, foi de fato um episódio incrível, que mostra como Violet é um anime excepcional. Parece que a história está caminhando pelos rumos que nós supúnhamos. Não só a Violet está crescendo como pessoa, como a personagem tem sido usada para escancarar dramas e hipocrisias sociais.

Diego:
Eu vou pagar de do contra e dizer que realmente detestei esse episódio. Provavelmente o pior até aqui, e meus problemas com ele variam de nitpickings a problemas bem mais fundamentais mesmo.

Do primeiro: a cena da Violet se apresentando é completamente desnecessária. É um show off bonitinho? É, mas também não passa disso. Sabem onde que uma cena como aquela teria sido fenomenal? Ou no primeiro episódio quando víssemos a personagem pela primeira vez, ou no último, quando nos despedíssemos dela. Aqui, no quarto episódio do anime, ela simplesmente parece uma oportunidade desperdiçada.

Mas entrando no que realmente me desagradou no episódio. A história da Iris é comum? De fato: comum até demais. Contada e recontada mil vezes, e depois ainda mais mil vezes. Sinto dizer: não é interessante. Em boa parte do episódio é um conflito apenas frustrante, que só me fez perguntar de novo e de novo porque a Iris não simplesmente pegou as próprias coisas e deu o fora de casa logo que soube das reais intenções da sua mãe. E eu acho incrível que o anime faz bem pouco em termos de condenar a atitude da mãe, que no final soa como apenas preocupação e tals. Tudo bem: para a mãe era isso mesmo. Mas uma preocupação controladora desse tipo é simplesmente nociva para todos os envolvidos. Não é a Iris que precisava se desculpar, e o anime não reconhecer isso realmente me irrita.

Também me irrita o motivo da Iris de ter deixado a cidade: desilusão amorosa. Sabem o que essa motivação faz parecer? Que a mãe dela estava certa o tempo todo. Que ela devia mesmo arrumar um macho e ficar em casa. E que foi ela falhar nisso que a fez fugir para a cidade. Mas que moral horrível da p0&&@! Ok, tudo bem, provavelmente não é nenhuma moral proposital, mas é o tipo de mensagem intrusiva que mostra o quão pouco foi pensado na hora de escrever essa história.

Sinceramente, pra mim foi um episódio sofrido de assistir.

Fábio "Mexicano":
Você está certo (ainda que seja bastante mais negativo do que eu) ao analisar o relacionamento entre mãe e filha e o que ele fez nesse episódio. Acho que talvez não tenha captado nuances dele e por isso não entendeu algumas coisas, mas isso não importa. O que eu realmente quero destacar é: o episódio foi uma história da Iris, mas o anime é uma história da Violet. Não importa tanto as histórias sobre quem ela escreve. Não tanto quanto elas servem à sua própria história pessoal, ao seu crescimento como personagem, ao quanto elas a ensinam a compreender sentimentos humanos. E estou só chutando, mas é provável que outras histórias bastante simplórias passem pelas mãos metálicas dela. Talvez outras que você acabe com grandes reservas morais contra o comportamento de seus sujeitos. O anime precisa encerrar todas essas pequenas histórias em um episódio apenas, afinal, quanto mais fáceis elas forem de entender, melhor.

E gostaria de saber o que o Vinícius e o Gato acham dessa minha interpretação da estrutura narrativa de Violet antes de passarmos para outro tópico ou antes de você replicar. Vamos acessar em que posição todos estamos antes de prosseguir com um debate tão potencialmente polêmico.

Diego:
O anime é a história da Violet: ok. Mas isso não significa que ele tenha passe livre para ser clichê (no mal sentido), tedioso ou mesmo puramente cringe só porque isso de alguma forma se conecte vagamente com o drama da Violet. Essas histórias individuais precisam ser interessantes em si mesmas também, do contrário não há ponto algum nessa estrutura narrativa: melhor estaríamos com um anime mais linear e menos episódico.
Vinícius Marino:
Eu acho que todo o ponto de Violet (o anime) é que as histórias sejam “erradas”. Violet (a personagem) é perfeitamente capaz de entender pessoas racionais, que agem segundo uma coerência maquinal que só existe na cabeça do Diego. O difícil (no anime e na vida) é interpretar pessoas que fazem cagadas, que cedem ao mimimi, que tomam decisões contrárias aos seus interesses, que ferem as pessoas que querem ajudar.

Foi a maneira mais graciosa de demonstrar isso? Não, não foi. Foi a história de pessoas fodidas mais interessante de todas? Também não. Mas cumpriu o seu papel.

E um adendo: a Iris e a mãe podem ser duas babacas batendo a cabeça a troco de nada. Mas elas vivem no interior, onde todo mundo se conhece. Em comunidades face a face, rejeições, desfeitas e coisas do tipo têm um peso muito grande. Já se perguntou por que a Malévola da Bela Adormecida ficou tão puta por não ter sido chamada à festa? Pois é, nesses mundinhos pequenos, uma mera recusa de mandar o convite pode resultar em uma rixa entre famílias.

Se EU escrevesse o episódio focaria mais na dicotomia campo vs cidade e coletivo vs indivíduo. Mas tenho a ligeira impressão que uma história competente sobre isso levaria mais que 25 minutos. É preciso jogar com as cartas que se têm.

Gato de Ulthar:
Analisando o contexto social da aparente época em que se passa o anime, não vejo como criticar a atitude da mãe. Como foi visto, é uma família de agricultores, e não lembro dela ter um irmão, assim, a subsistência da família no campo dependia de um bom casamento da filha. É perigoso fazer anacronismos. É difícil para os pais entenderem facilmente que a filha tentou ganhar a vida sozinha numa cidade grande. Entretanto, penso que os pais dela entenderam um pouco mais a filha no final do episódio.

E sim, essa é uma história sobre a Violet, e foi um “caso” feliz, onde ela conseguiu escrever mais uma carta competente, conseguindo expressar bem os sentimentos que a Iris queria transmitir, estando um passo mais próxima de descobrir o que é o “eu te amo”.

Diego:
Eu entendo o ponto de vocês, mas para todos os efeitos eu penso que o problema do episódio já está em querer abordar esse tema do conflito geracional para começo de conversa. É um daqueles temas que, como eu disse, já foi explorado à exaustão. Quando você está diante de um tema do tipo, você precisa fazer algo absurdamente excepcional para torná-lo interessante, e Violet Evergarden não o fez. É funcional? É. Faz sentido em contexto? Faz. Mas segue sendo uma história que eu só queria que acabasse logo – e isso nunca é um bom sinal. Um problema comigo? Talvez em parte, mas o fato de que ninguém dentre nós tentou defender a abordagem do tema como particularmente inovadora ou interessante, acho que também tenho alguma razão na minha crítica 😛
Vinícius Marino:
Se for por aí, que acabem os animes. Nada (ou quase nada) nos animes é original. São os mesmos esteriótipos, as mesmas convenções repetidas desde o Genji Monogatari. Viu um battle shounen, viu todos. Viu um shoujo de romance, viu todos. Agora, por que Violet é malhado por causa disso e TODOS os animes da história dos animes não? Nem Freud explica.
Diego:
Isso na verdade é bem fácil de explicar: eu estou assistindo Violet, não todos os animes da história 😃 Sim, toda história já foi contada e todo tema já foi explorado, mas vamos e venhamos, alguns temas já foram bem mais explorados do que outros. Fora que certamente há aí um bias pessoal: por ser um tema que eu não goste, é claro que se torna bem mais difícil do episódio me agradar, daí eu ter dito que parte da culpa é muito mais minha do que do anime em si. Ainda assim, não muda que foi uma experiência frustrante de ver.
Vinícius Marino:
Ok, você não gosta do tema e não gostou do episódio. Direito seu. Todo o resto não procede. Se eu não posso mobilizar todos os outros animes como argumento de força, você também não pode. O fato de um tema ser “superexplorado” se torna irrelevante.
Diego:
Ok, deixa eu perguntar uma coisa então: você diria que todo anime a explorar um dado tema o explora de maneira igual em qualidade e profundidade?
Vinícius Marino:
Vamos constatar na prática. Quais animes fizeram melhor, em 25 minutos, o que Violet fez nesse episódio?
Diego:
Francamente falando: eu não me lembro. Mais francamente ainda: eu nem tenho certeza se eu já vi algum anime tratar desse conflito de forma minimamente interessante. Então enquanto eu mantenho que foi executado de maneira rasa eu realmente não tenho como fundamentar com exemplos contrários, admito.

Mas vou aproveitar pra apontar uma coisa: foi o próprio anime que decidiu executar esse conflito em 25 minutos. Vocês falam como se a obra estivesse baixo um tempo limite por conta de alguma imposição externa, mas até onde sei não há nenhuma lei impedindo o anime de dedicar mais de 1 episódio para os conflitos que apresenta. Então realmente não vejo o mérito desse argumento.

Fábio "Mexicano":
Aí retornamos ao meu argumento central: é uma história da Violet, não uma história da Iris. A história da Iris só existe e só é priorizada na medida em que serve à história da Violet. A Violet aprendeu um pouco nesse episódio. Você poderia dedicar a série inteira à Iris que a Violet cresceria esse mesmo pouco. Você exploraria todas as nuances da relação da Iris e sua mãe, explicaria o papel do pai, o contexto da rejeição dela, daria um panorama da sociedade daquela cidade, exporia mais a fundo o estado mental tanto da Iris quanto de sua mãe para que pudéssemos rastrear seus processos de raciocínio e decisão. E a Violet continuaria aprendendo o mesmo miserável pouquinho, só que demoraria muito mais. Seria, como uma história da Violet, não importa por qual ângulo se analise, bem pior.

Para todos os efeitos foi uma história curta, na qual apenas alguns poucos eventos em poucos dias foram realmente importantes. O anime não quer contar uma incrível história de uma mãe e sua filha separadas pela distância entre o campo e a cidade. Não é isso o que assistimos. O que assistimos foi a Violet assistindo essa curta sequência de eventos entre mãe e filha.

Gato de Ulthar:
Concordo plenamente com o Fábio. E mesmo assim, achei uma história curta bem competente, eu não esperava uma grande reviravolta de enredo, mas o suficiente para dar mais um panorama das relações humanas que tanto a Violet precisava conhecer.

E foi justamente isso que tivemos.

Diego:
Vamos e venhamos, a história da Iris só existe porque os responsáveis pelo anime querem que ela exista. Se não havia tempo ou espaço para trabalhar com o tema de forma interessante, que dessem então outro background para a menina: simples assim. Mesmo porque, do que eu vejo o pessoal comentando, até aqui Violet Evergarden está sendo um gigantesco filler, com muito mais conteúdo original da KyoAni do que realmente conteúdo adaptando a novel.
Fábio "Mexicano":
Talvez porque o conteúdo da novel servisse ao propósito da novel, que por tudo o que eu sei é mais um mistério “por-que-a-Violet-é-assim-e-quem-é-o-major-e-onde-ele-está” do que realmente acompanhar a Violet aprendendo.

E você está apenas assumindo que os desconhecidos capítulos da novel podem ser adaptados em um episódio de 25 minutos e serão muito mais incríveis do que esse episódio.

Vinícius Marino:
Se ele dedicasse 70 episódios ao tema seria interessante para você, Diego? Você já disse que detesta esse tipo de história. Isso nunca iria te agradar.
Diego:
Se em mais tempo conseguissem fazer algo melhor: sim. Eu acho que conseguiriam? Duvido. Mas foram vocês que começaram com o argumento de que tem que relevar porque o ep só teve 25 minutos.
Fábio "Mexicano":
Eu não disse exatamente isso. Eu disse que você está dando atenção demais ao que é menos importante. Por ser menos importante é que tem apenas 25 minutos.
Gato de Ulthar:
Eu não tenho nada contra o tema, mas acho que não gostaria de assistir 70 episódios dele 😛, mas entendo o ponto do Vinicius. Creio que seja muita atenção para algo secundário no anime, o importante é a Violet afinal das contas.
Vinícius Marino:
Eu explicitei os 25 minutos para deixar claro que há uma diferença entre o que se pode esperar de um episódio (i.e. um capítulo de uma proposta maior) e uma obra inteira. Nenhum dos dois é “pior”, da mesma forma que um conto não é “pior” que um romance. Mas se você ler um conto esperando um romance, irá se decepcionar. Repare, no entanto, que minha condição se mostrou irrelevante, pois você não foi capaz de nos dar um exemplo de anime, de qualquer duração, que lhe parecesse interessante trabalhando essa temática. Então o problema não está na execução. Está na concepção.

Aí caímos numa questão filosófica: um anime pode ser considerado ruim se trabalhar uma temática que não nos interessa? Por um lado, há uma questão de gosto, e gosto não se discute. Por outro, há quem diga que boas obras precisam transcender seu tema e atingir a todos, “buscando a universalidade humana no específico” e blábláblá.

Eu gosto do segundo paradigma, mas tenho que concordar que a cultura pop, no geral, nem sempre está disposta a isso.

Gato de Ulthar:
“Boas obras precisam transcender seu tema e atingir a todos.” Para mim isso é balela. Não tem como nada agradar todo mundo, mas creio que há obras que são boas mesmo que todo mundo as odeie, seriam boas em “si mesmo”, mas isso é mais filosófico ainda 😛
Fábio "Mexicano":
Eu acho que ela é impraticável. Nunca irá existir algo que absolutamente todo mundo goste, em algum nível, de alguma forma, por algum motivo. Claro que existem coisas que chegam bem perto disso, mas tenho a impressão que não são as mais geniais: são as mais popularescas.
Diego:
Eu sou da opinião de que se uma obra trabalhar seu tema de forma excepcional, no mínimo quem assistir poderá reconhecer o esforço e a novidade do que vê, mesmo que talvez não venha a gostar. Por outro lado, quando a obra se limita ao “mais do mesmo” me parece evidente que isso só irá potencializar a reação negativa de quem já não gosta do tema.
Fábio "Mexicano":
Eu também acho que uma obra deve tratar seu tema da melhor forma possível. E Violet Evergarden está tratando o seu tema muito bem.
Vinícius Marino:
A questão não é agradar a todos, mas ser maior que seu tema. Ex: você não precisar curtir as Guerras Napoleônicas para curtir Guerra e Paz.
Gato de Ulthar:
Eu posso reconhecer a grandeza de Tosltoi em Guerra e Paz, mas acho ele muito superestimado.

Podemos reconhecer a qualidade da coisa, mesmo que não gostemos.

Fábio "Mexicano":
Para isso é preciso repertório, e acho que não existe um repertório universal mínimo suficiente para que todas as pessoas consigam reconhecer algo em uma obra. E bom, se existir, ele será como eu disse: o mínimo. O mínimo múltiplo comum dos repertórios de todas as pessoas. O que me leva de novo às obras populares, não necessariamente às boas obras.
Diego:
Aliás, um exemplo prático recente que eu tive foi com a série Aria. Os temas e ideias que a obra explora são extremamente clichê, mas o anime faz com tanto “coração” que nem soa como clichê.
Vinícius Marino:
Você pode dizer o que for de Violet, mas não pode negar que a série tenha “coração”.
Fábio "Mexicano":
Enfim, a bomba foi lançada e discutimos loucamente sobre a história da Iris, se deveria ou não existir, se foi boa ou ruim, etc. Vamos tentar mudar de assunto agora? O que acham que a Violet aprendeu, e o que acharam do processo de aprendizado dela essa semana?
Gato de Ulthar:
Creio que o aprendizado mais importante que a Violet tirou desta pequena viagem com a Iris foi justamente conhecer um pouco mais as nuances do amor. Ela conseguiu comparar o eu te amo que recebeu do Major Gilbert com o eu te amo que a Iris deu para o seu amado, claro que se tratam de situações diferentes, mas serviu bem como um “laboratório” sobre os sentimentos humanos.
Diego:
Adicionaria também que a Violet já se mostra um pouco mais autoconsciente sobre a sua inaptidão em entender os outros, o que é legal. Mas ela ainda precisa aprender quando ficar quieta 😃 lol
Gato de Ulthar:
Principalmente ela precisa aprender a mentir socialmente.

Ela entregou a Iris na cara dura 😛

Fábio "Mexicano":
Eu tenho uma teoria de porque ela é assim, mas é alta especulação, vou deixar pra tratar disso no próximo artigo, talvez. Mas basicamente tem a ver com o Gilbert – como tudo na vida dela.
Diego:
Bom, toda essa situação da Violet não deixa de levantar a interessante discussão de como a mentira é importante para o convívio em sociedade 😛
Vinícius Marino:
Acho que ela aprendeu que, às vezes, ajudar pessoas pode acabar por feri-las. E que “amar” implica em bastante dor.
Fábio "Mexicano":
Ok, para encerrar então, algumas palavras finais sobre esse episódio, algo sobre o que gostariam de ter falado mas não tivemos tempo ou falamos muito pouco.
Vinícius Marino:
Eu AMO o vestido da Violet. Fez bem o episódio gastar um minuto só para mostrar quão lindo e fluffy ele é.

Cosplayers, não me decepcionem. Quero ver muitas violets nas convenções esse ano!

Gato de Ulthar:
Eu gostei bastante desta apresentação da Violet.
Diego:
Essa apresentação dela é bem legal visualmente, mas insisto que foi uma tremenda oportunidade perdida ☹️ Imaginem encerrar o anime com essa cena, depois já de todo possível desenvolvimento da Violet, seria absurdamente mais impactante do que ter essa cena jogada aqui.

Ah, mas em termos de considerações finais… eh, espero que o próximo episódio seja melhor do que esse foi ^^’

Fábio "Mexicano":
Não acho que o vestido, que é só um uniforme de trabalho, represente tanto assim para a Violet. É muito mais estética mesmo, e foi essa a sua função nesse episódio, inclusive ofuscando (e irritando) a Iris. Mas bom, eu também sempre espero que cada episódio seja melhor que o anterior, então temos algo em comum 😃

Até semana que vem!

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