Há quem diga que a batalha final do Squad Jam foi desigual, para as adversárias de nossa coelho de uniforme rosa, pois a LLENN tinha ao seu favor o protagonismo. Entretanto, qual o mal de haver protagonismo? A história é sobre a LLENN/Karen, então ela tem que brilhar.

Em muitos filmes de ação temos, geralmente, um personagem principal muito forte que luta praticamente sozinho contra uma organização criminosa, e isso é muito divertido para quem gosta ação e cenas eletrizantes a todo instante. Nesse episódio de Sword Art Online Alternative: Gun Gale Online não faltou momentos tensos digno de um conflito derradeiro.

Esse anime não é daqueles para criarmos teorias e filosofarmos sobre, mas sim curtir bons momentos de ação e estratégia como se estivéssemos dentro de um jogo online. Se a protagonista ganhou a competição foi porque de algum jeito ela mereceu, e aí entra a questão da suspensão de descrença, ou seja, temos que aceitar os fatos acontecidos mesmo que seja fantasioso ou até mesmo contraditórias. Porém isso não nos impede de julgarmos a obra em questão, e se tais elementos fantasiosos e não coerentes com a realidade estão sendo bem aplicados na história ou se está atrapalhando o desenvolvimento da mesma.

A direção do anime se esforçou para que o combate decisivo fosse empolgante, e conseguiu. Nossa heroína não teve uma extrema facilidade para ganhar o jogo, tão tal que até dependeu de ajuda para vencer o torneio.

A arma falante foi um detalhe cômico à parte, pois quem conhece a pessoa por trás da light novel, vão associar esse fato a uma outra obra dele (Kino no Tabi) onde a personagem principal conversa com uma moto que realmente fala. Mas no caso da LLENN, eu quero acreditar que foi a imaginação dela mesma, e não que a P90 dela, carinhosamente chamada de P-chan tenha ganhado vida.

A arma ganhou vida para ajudar a heroína

O que me desagradou profundamente no desenrolar do anime, foi a atitude do M, pois foi extremamente covarde e que mancha com toda a imponência e seriedade que o mesmo apresentara no começo desta história. Antes gostava dele, mas agora perdeu meu total respeito por um motivo bobo, para não dizer ridículo, pois creio que a Pitohui não iria mata-lo de verdade.

Sobre a velocidade da protagonista e sua vestimenta única e chamativa, voltamos a questão da suspensão de descrença. A cor do uniforme dela não passa de um simbolo de fofura, pois a cor rosa está ligado a delicadeza e feminilidade, justamente as duas coisas que Karen mais queria, pois com a sua elevada estatura, a mesma se considera fora dos padrões de beleza que ela própria acredita serem ideais para uma menina.

Ela não parece ser uma jogadora de nível pró, mas venceu o jogo e não foi por ter uma habilidade que, aparentemente, ninguém mais tinha, foi porque ela teve sorte, tinha um companheiro bom, soube usar as habilidades de combate por ela adquiridas durante seu tempo se dedicando a esse jogo, e claro, uma dose de protagonismo que não pode faltar a qualquer personagem principal (dependendo do tipo de história).

Embora haja contestações sobre a vitória de nossa heroína, é inegável que o GGO ajudou ela a lidar com o seu complexo de altura, permitindo-a até fazer contato com pessoas reais graças ao um jogo de realidade virtual.

Duelo em longa distância

  1. Este episódio não foi bom. Eu não importo com o plot armor, mas neste episódio o protagonismo esteve muito descarado e forçado.
    Tudo neste episódio, esteve a favor da Llenn, até teve o momento ridículo da P-chan falante, nessa altura, a minha vergonha alheia em relação ao protagonismo da LLenn era mais de 8000.
    Para mim, a LLEEN e o M deviam ter perdido, o grupo inimigo era muito superior em termos de habilidades e estratégias, mas o poder do supreme Plot armor faz milagres.
    Pior ainda, foi quando o M entrou em acção, afinal o vira-casacas tinha que ter um momento de atenção.
    Deste episódio, só a cena final valeu a pena, afinal aquele grupo de garotas, tinha um interesse na Karen e não a olhavam de lado. E melhor ainda nessa cena, foi descobrir que essas garotas jogaram contra a Karen e isso foi bem interessante e engraçado ao mesmo tempo.
    Como sempre, mais um excelente artigo Flávio. Este artigo foi muito melhor que o episódio em si.

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