Um episódio de preparação para a ofensiva da Aliança contra o império que manteve a qualidade e consistência desse remake, mas não foi tão interessante quanto os anteriores. Se serve de consolo, tudo indica que Yang Wen-li enfrente Reinhard no campo de batalha de novo. Com um buscando a vitória e o outro querendo perder, mas não perder tanto, como se desenrolará mais uma batalha?

O episódio começa com um vazamento de informação do ambicioso Adrian Rubinsky para alguém do Império, ação que deve reajustar a guerra para o equilíbrio que o interessa, fazendo com que os dois lados não tenham massivas vantagens um sobre o outro e acabem por arrastar o conflito pelo maior tempo possível. Ele busca resultados que tragam mudanças de poder passiveis de serem controladas e não vitórias muito unilaterais, porque nem a paz e nem a supremacia de qualquer lado o interessa.

É assim que se ganha de verdade com a guerra, com o conflito em curso e sem envolvimento direto, apenas se valendo da inteligência para manipular informações e poderio financeiro para encontrar, controlar e maximizar os espólios. O Adrian ter a informação e repassá-la implica que possui contatos no alto escalão de ambos os lados, o que não parece estranho vendo a atitude de certos indivíduos da Aliança. Além disso, a proximidade da Eleição na Aliança caiu como uma luva para os seus planos.

Eleição essa que o Yang sabe muito bem que é o que está por trás dessa ofensiva em grande escala, mas, é agora que eu questiono, se ele tinha um plano para conquistar Iserlohn sem derramamento de sangue do seu lado, compensaria articular outro plano de vitória menos engenhoso e mais difícil só para quem sabe evitar mais guerra? Acho que não, ainda mais com gente de fora manipulando os acontecimentos para dar continuidade ao conflito. No fim, evitar a morte de pessoas parece melhor.

Muitas vezes o inimigo está ao lado.

O Yang é genioso e deve ter ideia de que existem pessoas como o Adrian, mas, independentemente disso, ele também quer sair do exército e viver a sua vida, então entendo a insatisfação dele por ter que continuar lutando, mas foram justamente a sua inteligência e ousadia no campo de batalha que o tornaram digno da confiança do seu superior, alguém capaz de evitar que a Aliança seja jogada ao precipício por completo, minimizando as suas perdas e salvando o maior número de vidas possíveis.

Depois de uma longa reunião estratégica baseada mais em especulações e desejos ideológicos cuja beleza não costuma sair das palavras ou do papel, o que restou foi um plano tendencioso e arriscado que se vale mais da possibilidade de ser posto em prática do que da necessidade em si. Aliás, atender à necessidade ele atende, mas é a de um grupo ínfimo em comparação aqueles que deveriam ser os interesses do povo. Em um pais supostamente igualitário eles não são comtemplados e não levar em conta que o povo do outro lado possa pensar diferente e não desejar uma falsa liberdade e igualdade foi mais um erro cometido pela Aliança. Erros que custarão a sua derrota? Acho que ela está quase certa, ainda mais porque estarão lidando com a contraparte de Yang Wen-li, Reinhardt, na história.

Estou ansioso para ver mais do intelecto brilhante dele em ação.

Tenho certeza de que se fosse a situação inversa o Yang também pensaria em várias formas bastante inteligentes de lidar com a situação para conseguir a vitória, e quero que que os planos do Reinhardt deixem a trama mais interessante não só no que diz respeito a estratégia de guerra, mas também no que toca ao desenvolvimento dos personagens e do que eles buscam em meio a essa guerra sem fim.

Um momento de preparação para a guerra, seja ele longo ou breve, nunca será para melhor, apenas para pior, porque o ato de guerrear em si já é uma perda grave para ambos os lados da humanidade.

Que ao menos esses três sobrevivam, por favor!

  1. Excelente artigo do episódio 10 de LOGH Die Neue These Kakeru17.
    Começando pelo inicio do artigo o Adrian Rubinsky é uma espécie de mal menor, do que ainda está por vir. O Adrian Rubinsky parece apenas um ambicioso e um manipulador, que só pensa em dinheiro e em influência, mas ele é bem mais que isso (provavelmente, se os filmes rusharem bem a história. os reais motivos do Rubinsky irão ser desvendados).
    Passando à Aliança dos Planetas livres, nos últimos episódios já deu para ver, o quão podre está democracia e os seus políticos nesse lado da galáxia, mas neste episódio é que deu para ver, como as forças militares também estão a ser impregnadas pela podridão dos políticos. Na série antiga o Comodoro Falk, era a representação da ambição desmedida e burra, e este remake captou bem essas características estúpidas desse personagem, o Comodoro Falk é a representação dos primeiros sinais de podridão nas forças armadas da Aliança. Esse mesmo Comodoro Falk, nunca deve ter lido sobre a importância da logística numa incursão em grande escala a um território inimigo e ele também não deve ter visto um mapa, para saber que o lado do Império é muito mais vasto que o território da Aliança, logo, como o grande Mago Yang disse, as linhas de suprimentos serão estupidamente grandes e demoradas e que basta o lado inimigo cortar as linhas de suprimentos, para a ofensiva da Aliança ir pelo cano abaixo, Salvo erro, será no próximo episódio, que se verá o quão mal planeada foi a incursão da Aliança dos Planetas livres, onde o espectador verá como os soldados da democracia tratam os povos conquistados (conquistados não, segundo a lógica podre dos políticos da Aliança, povos libertados).
    Por fim, aquele final focado no planeamento da defesa do Império encabeçado pelo Reinhart foi muito bom e foi nesse momento, onde se viu os verdadeiros homens e soldados, nessa parte não se viu insultos nem brigas, como no lado da Aliança. É por estes pequenos detalhes, desde dos OVA e filmes de LOGH, que eu sempre me identifiquei mais com o lado do Império. Não sei se notaste Kakeru, mas o Oberstein vai dar aso, a muitos problemas (basta ver as caras do Mittermeyer e do Kircheis quando o Reinhart chamou o Oberstein para explicar os planos de defesa do Império).

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