E aí guys! Cá estou eu comentando mais uma estreia da temporada de Janeiro: Circlet Princess. Fiz uma referência a Bakugan no título, mas é porque em si o anime parece tratar exatamente disso, garotas do ensino médio que são lutadoras e batalham entre si pelo título de mais forte num esporte totalmente novo.

A ideia central é bem genérica, eu sei, as personagens também vão pelo mesmo caminho, mas acho que ainda é possível chegar num saldo final fora do vermelho. A primeira questão é a resposta que precisávamos sobre o porquê da invenção desse esporte de luta chamado Circlet Bout, as suas origens e o que se ganha com isso. Deu pra ver que existem patrocinadores e grupos por trás da prática e divulgação, influenciando em algumas coisas, mas de resto nada sabemos.

Ela pode acessar do mapa da cidade a pesquisas na internet com o relógio hi-tech, super prático

Outra coisa que já entendemos sobre esse pequeno universo é que o Circlet Bout existe numa época mais a frente, em algum tempo futurístico em que a tecnologia é avançadíssima, permitindo que as pessoas usem isso ao seu favor no dia a dia e das formas mais variadas possíveis – uma sacada bem interessante se considerarmos a eficiência e praticidade da coisa, a protagonista por exemplo nos deu uma pequena mostra disso quando se perdeu na cidade.

Yuuka, a nossa protagonista central, é a típica garota animada e gente boa que se muda pra estudar e se aventurar pelas novas experiências. Ela se encanta com a ideia do Circlet Bout e a imagem imponente de Chikage o representando, e assim vai até a fonte pra entender o que é aquilo. E por um acaso do destino ou de roteiro se preferirem, ela se encontra justamente com a musa do esporte.

Chikage já é mais oposta à primeira, ela é uma garota séria, idealista mas também simpática e que deseja elevar o patamar do Circlet Bout encontrando pessoas que realmente almejem lutar com tudo o que tem, assim como também alguém que possa rivalizar com a sua vontade e força. Ela se vê completamente controlada por quem comanda o negócio e de certo modo sufocada, mesmo amando bastante ao esporte.

Já fica óbvio que uma complementa o que falta na outra e ambas vão se tornar boas rivais e realizar seus sonhos, fato. E é desse encontro inusitado entre elas que surge a oportunidade pra que ambas deem logo o pontapé inicial, e numa outra coincidência premeditada pelo roteiro, Yuuka por acidente se vê repentinamente num campo de batalha como a oponente de sua musa.

O brilho no olhar de quem protagoniza a bagaça e consegue triunfar numa boa

A animação em geral tava ok, a arte é bonita, mas a parte da luta ficou bem meia boca. A movimentação estava estranha e por momentos até dura teve uns quadros estáticos também. Apesar dos pesares, a batalha deu uma leve empolgada e o esporte conseguiu transmitir uma aura divertida, embora eu tenha achado muito conveniente Yuuka ter se saído tão bem na sua primeira tentativa contra uma oponente poderosa – até “poderes” especiais ela conseguiu destravar na hora, mas eu tentei relevar e absorver numa boa.

Conseguir manipular tão facilmente suas habilidades físicas e a espada que usava, a ponto de criar um equilíbrio de poder com Chikage, pareceram fora de ordem olhando a situação realisticamente – mesmo com a justificativa da mudança de campo e todos os aparatos tecnológicos que eles dispuseram na produção da arena, auxiliando na movimentação e técnica delas.

Ainda na segunda metade, tivemos a apresentação de mais três do grupo principal pra fechar essa estreia. Elas conseguem levantar uma lebrezinha pra nos manter curiosos em relação ao que seria a extinção do antigo clube de Circlet Bout da escola, e pareciam também bem interessadas (exceto a morena com a fita no cabelo) em reaver ele usando todas as armas necessárias, incluindo a “popularidade” ascendente da Yuuka – a Miyuki mesmo parecia se esgotar bastante, mas tava tentando chamar atenção como podia com a ajuda da Ayumu.

Bom, posso dizer que a estreia foi bem mediana, mas conseguiu manter um certo nível de interesse em mim pelo que pode vir a explorar e por ter protagonistas simpáticas. Com sorte espero que a animação melhore, embora estatisticamente isso seja quase impossível.

Eu espero que fique bem interessante mesmo

Circlet Princess é o tipo de obra que tem potencial pra ser um bom divertimento no final, desde que trabalhem bem as personagens e consigam ao menos destrinchar esse esporte que criaram em algo bacana.

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