Durante essa jornada de doze episódios aconteceram muitas coisas, e Latina foi crescendo e amadurecendo. Não deu tempo de mostrar a fase adolescente e nem a fase adulta, mas mesmo mostrando tão pouco tempo da infância da garota, deu tempo para apresentar o desenvolvimento da menina.

O décimo episódio foi o encerramento do arco da viagem do Dale á sua vila de origem. O episódio mostrou a despedida dos protagonistas na vila e acompanhamos a viagem de volta para casa. Numa viagem, geralmente, a ida parece mais divertida por ser uma descoberta (ou uma redescoberta), e a vinda é meio sem graça, porém temos a sensação de durar menos tempo.

Todos os lugares nos quais Dale e Latina passaram, foram revistos mas sem tanto impacto, e só com um detalhe ou outro mais interessante. O ponto alto da volta foi a nova visita à Maya (a pequenina meio-fera). a garotinha se afeiçoou muito a Latina, que dá até pena quando a jovem garota meio-demônio foi embora de volta para seu lar, deixando Maya. O caso dessas duas personagens lembra muito bem quando visitamos um primo (a) (ou um primo (a) nos visita), e esse acaba se apegando muito a nós, ou a gente se apega muito a ele (a) de tal forma que não queremos mais se desgrudar do parente (ou ele (a) não quer sair de perto da gente). Por mais que Maya goste de Latina, a jovem garota tem a sua vida num outro lugar, assim como Maya tem sua rotina naquele vilarejo.

No décimo primeiro episódio, a calmaria e a fofura, como sempre, deram o tom do episódio, O reencontro da Latina com os coleguinhas de classe foi legal. Ver o fascínio da garotinha por felinos foi fofo, mas o que mais me chamou a atenção foi a conversa do Dale com o comerciante que é dono de vários gatos que Latina estava brincando. Baseando-se no quimono que ele vendeu ao aventureiro, a ilha de origem do comerciante é o Japão, ou um país com outro nome, mas com a mesma cultura.

No derradeiro episódio, o destaque vai para a vontade da protagonista crescer. Crianças sentirem ciúmes de seus pais é normal, mas esse sentimento foi mostrado de forma meio exagerado, passando uma impressão ambígua que poderia ser interpretada como se a Latina tivesse algum interesse no Dale.

Pensando no ponto de vista de que o núcleo familiar principal do anime era composto somente pela Latina e o Dale, a presença de uma outra pessoa do sexo feminino poderia ser um incômodo para a menina meio-demônio caso o Dale, hipoteticamente, tivesse interesse romântico pela elfa. Acho que ele já teve interesse nela no passado, mas foi rejeitado, por isso o mesmo se sente tão incomodado com a presença dela. A diferença de tempo de vida é algo bastante complicado, mas com relação a Latina, já é tarde, pois a mesma já está completamente apegada emocionalmente ao aventureiro.

O nascimento do filho do casal Rita e Kenneth foi um dos momentos mais agradáveis do episódio final desta série.

No geral, esse anime foi fofo e vagaroso, salvo o episódio quatro que teve um tom dramático, fora da curva do que o anime proporcionou durante a temporada. Não é um anime marcante, mas deu para passar o tempo.

Obrigado a todos que leram este artigo, e até a próxima!

 

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    Uchi no Musume foi um anime razoável, sem grandes destaques ou algo que o tornasse uma das animações mais memoráveis desta temporada. Confesso que estava empolgada com o início do anime, mas conforme a história progredia e o Dale se tornava mais “grudento” com a Latina, passei a achar o enredo um tanto chato, previsível e repetitivo. Outro fator que influenciou minha opinião negativa da história, foi perceber a sutil mudança no relacionamento de Dale e Latina (pelo menos aos olhos desta) dando uma impressão que o relacionamento paternal não será mantido, podendo ser futuramente transformado em um relacionamento romântico.

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