Joran se passa em um Japão alternativo no qual a história tomou um rumo diferente e muito disso se deve a uma nova fonte de energia encontrada por lá. Honestamente, adoro história, mas não estou com saco de pesquisar e comentar o período histórico abordado no anime com apuro até porque, na real, não acho que isso foi tão relevante assim nesse primeiro episódio da série.

Joran me pareceu somente, e isso é apenas uma constatação, uma historia de vingança na qual a protagonista Sawa está atrás de Janome, que faz parte de uma organização antagônica a sua. O conflito político envolve o governo do país e seres chamados “metamorfos”, monstros que não têm sua origem lá muito bem explicada. Sawa também tem poderes sobrenaturais que adquiriu em um ritual e os usa em suas missões.

Enfim, vamos falar um pouquinho sobre Joran The Princess of Snow and Blood?

Não gostei muito de algumas minúcias desse anime, mas talvez tenha sido um pouco de má vontade minha. A heroína Sawa, que assume o nome Yuki em sua vida de fachada, é bem reservada e parece muito centrada, até resignada, em sua vingança, mas é fato que o piloto mostra pouco dela para simpatizarmos ou não. A única certeza é dos elementos sobrenaturais base que compõem a obra, esses compareceram.

A missão desse primeiro episódio ocorre para demonstrar isso, que ela não é a única que faz o serviço sujo em sua organização, mas parece gostar de trabalhar sozinha e é tão ou mais eficiente que os colegas. Além disso, a forma como ela se relaciona com sua irmã de mentirinha (que parece ser uma agente inimiga) e trata o cara que a corteja reforçam essa impressão. Sawa é autocentrada, vive apenas para sua vingança.

Isso significa que a heroína será sem graça? Ela já foi e deve continuar sendo e esse é só um dos muitos perfis de personagens que vemos por aí, e no caso de uma vingança talvez seja o mais comum deles. Funciona para o que parece que será a história? Sim, mas se ela é assim e mesmo que mude, o que deve demorar bastante, resta a outros elementos e personagens tornarem o show interessante e não foi bem isso que ocorreu…

O conceito dos metamorfos não foi explicado e dada a abordagem nem acho que precisava agora, mas quem sabe não seria bom alongar um pouco mais a luta da heroína com o metamorfo ou apresentar alguma cena que contextualizasse melhor o uso e as características desses seres? Pelo que eu entendi, e me corrija se eu estiver errado, a heroína fez uma espécie de pacto e se tornou um deles, mas ela claramente é diferente.

Ele se tornou um metamorfo a força, ela para lutar e realizar sua vingança. Aliás, até como luta em si o clímax dessa estreia não foi grande coisa. Não que esperasse demais de um estúdio praticamente novo, o Bakken Record, mas achei que poderia ter sido melhor. Para fazer um mea-culpa, achei a luta dos colegas da Sawa bem bacana principalmente pelas armas disfarçadas de objetos, e a animação no geral foi bem decente.

Aliás, o nível tecnológico desse mundo é uma questão interessante a comentar, mas me reservo a escrever que gostei das coisas não serem assim tão diferentes do que imagino que seriam se o mundo não fosse outro. Agora, o que mudou por causa da fonte energética? Só os transportes? Acho que é importante contextualizar melhor as coisas, afinal, a magia não tem a ver com a tecnologia, ou na verdade tem?

Isso também não fica claro, mas sei lá, a cor azul esteve presente em ambos, né, na transformação da heroína e nessa fonte de energia, deve ter a ver, não? A verdade é que a sinopse não diz muito e nem o primeiro episódio o fez, mas ele mostrou o suficiente para eu achar que Joran tem potencial para ser um bom anime, só precisa se explicar um pouco mais. Além disso, pode, diria até que deve, investir mais na ação.

Por fim, fica a curiosidade de que a abertura (Exist) e o encerramento (Embrace the light) são da mesma banda, a RAS (RAISE A SUILEN), uma das muitas bandas maravilhosas da franquia BanG Dream!, cujo anime indico muito. Aliás, a Bushiroad, empresa por trás da franquia musical, é uma das produtoras de Joran.

O que posso escrever mais? Que achei essa estreia mediana, tem um conceito interessante e tudo mais, mas a execução não o explorou tão bem. Porém, há espaço para melhora, e não pelo passado triste da heroína mostrado no finzinho, mas por seu futuro incerto.

Até a próxima!

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