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Quinto artigo de primeiras impressões da temporada de abril de 2016, com mais três animes. Os artigos anteriores foram:

  1. Mayoiga, Terra Formars Revenge, Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu
  2. Jojo’s Part 4: Diamond is Unbreakable, Kuma Miko, My Hero Academia
  3. Endride, Ushio to Tora, Gundam Unicorn RE:0096
  4. Bakuon!!, Joker Game, Seisen Cerberus

Estou tentando, juro que estou tentando escrever artigos com gêneros os mais variados possíveis, e acho que nesse artigo eu ainda consegui, mas está ficando difícil. Essa temporada simplesmente tem comédia e slice of life demais! Não que isso seja de todo ruim, eu gosto bastante desses gêneros, só me atrapalha os planos na hora de escrever esses artigos de primeiras impressões mesmo, hehe.

Nesse artigo conto minhas experiências e impressões com Age 12, um slice of life sobre a vida de uma garota pré-adolescente que está começando a passar pelas mudanças da idade, Bungou Stray Dogs, um anime de ação e mistério sobrenatural, e Unhappy, uma comédia quase nonsense sobre uma turma de alunas onde todas são de alguma forma azaradas, sofrem algum infortúnio frequentemente ou simplesmente possuem um defeito pessoal que normalmente permitiria a qualquer pessoal viver como qualquer outra mas que no caso delas é elevado à décima potência.

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Crianças...

Crianças…

Age 12, episódio 1 – Nem menina nem adulta

O anime tem uma base sólida no romance, com o primeiro amor de Hanabi, a protagonista, como tema central logo no primeiro episódio. Ela nunca amou antes, ela sequer tem como saber se o que sente agora é amor, mas por um conjunto de razões acabou se aproximando de Kazuma, um garoto, e eles se beijaram, e agora ainda no primário já são namorados em uma idade em que nem garotos nem garotas costumam ser maduros o suficientes para isso. Será que estão mesmo apaixonados, em primeiro lugar? A verdade é que nenhum dos colegas de classe deles parecem entender muito sobre o assunto, ainda estão em uma idade em que apenas imitam o comportamento dos pais e de outros adultos. O que é o amor? Eles não sabem porque nunca sentiram, mas eles “sabem” o que os outros contam para eles e o que eles veem. Hanabi e Kazuma veem acidentalmente dois de seus professores se beijando, e isso provoca algo neles. Estavam sozinhos, e por impulso se beijaram também. No dia seguinte nenhum dos dois conseguia esquecer disso, e nenhum dos dois conseguia falar sobre isso. A Hanabi chegou a acreditar que o Kazuma não se importasse – ele é tão bonito e popular, deveria estar acostumado com isso, não é? Não era. Ele apenas estava tão inseguro, envergonhado e sem saber o que fazer quanto ela. Tudo terminou bem para os dois.

Romances nos quais o casal se forma logo no começo tendem a ficar chatos, não é? Ainda bem então que Age 12 não é um romance. Ou não é só um romance. Junto com os primeiros passos do relacionamento entre Hanabi e Kazuma o anime também mostra um pouco sobre a personalidade de garotos e garotas dessa idade, como são imaturos, vingativos, como meninos e meninas ainda se separam de forma imbecil, como garotas são ligeiramente mais maduras no que diz respeito ao romance do que garotos (e não acho que isso seja predisposição genética, mas resultado da criação diferenciada que meninas recebem mesmo; o anime não tocou nesse ponto mas pela representação verossímil do resultado acredito que a autora do mangá original concorde comigo). Além disso, mostra também as mudanças físicas pelas quais os pré-adolescentes começam a passar nessa idade, com destaque para as meninas porque suas mudanças são mais profundas.

A qualidade da animação não é a melhor do mundo mas o anime nem tenta parecer diferente, é bastante honesto com relação a seu baixo orçamento. A história é muito interessante. Foi escrita para garotas dessa idade, se esse for o seu caso talvez possa se identificar com esses personagens e aproveitá-la de uma forma totalmente diferente, mas qualquer um com interesse em pessoas e seus pequenos dramas cotidianos pode se divertir com Age 12.

Ele realmente não sabia disso

Ele realmente não sabia disso

Bungou Stray Dogs, episódio 1 – O Tigresomem

A sinopse não revelava mas não tentava esconder também, não é? Garoto expulso de orfanato e tigre aparecem em uma região exatamente ao mesmo tempo em uma história sobrenatural. Entre as tantas possibilidades, a pura coincidência era a primeira que deveria ser descartada: não teria sido escrita uma sinopse dessa forma, dando destaque para a sincronia dos fatos, se eles fossem realmente não relacionados. Fora isso poderia ser um tigre perseguindo-o? Uma maldição, um espírito, uma vingança? Me pareceu mais simples supôr que o garoto se transformasse em tigre. Isso daria a ele um poder, o que permitiria que ele entrasse na agência de detetives também mencionada na sinopse, com a qual ele se envolveu sem querer e que estava atrás do tigre. Um pequeno arco inicial apenas para apresentar cenário e personagens, mas sem ser totalmente expositivo, tendo um bocado de ação e um pequeno mistério (por previsível que fosse) para mostrar a que veio Bungou Stray Dogs.

Todos os personagens apresentados são interessantes e peculiares, e há os personagens ainda não devidamente apresentados da agência de detetives, mas vou apostar que todos sejam pelo menos peculiares. A animação é bonita, com um traço único que me agradou bastante e uma animação que parece um pouco com Kekkai Sensen, mas menos exagerado. E menos colorido também, o anime é muito mais sombrio, as cores são muito mais pasteis e o tom dominante é o sépia, tudo bastante adequado a uma história de mistério. A dublagem merece comentário positivo, especialmente o protagonista metamorfo Atsushi e o detetive suicida Osamu

Botan, Hanako e Hibari

Unhappy, episódio 1 – O que é sorte?

Hanako é azarada e animais em particular a odeiam, Botan vive doente, e Hibari, que pelo menos nesse primeiro episódio pareceu ser a protagonista, parece bastante normal à primeira vista. Apenas à primeira vista. Ela tem um amor secreto e impossível, o que não é tão incomum assim para garotas da idade dela, e por causa disso invade canteiros de obras para bisbilhotar seu amado. Até aí, ficou um pouco mais esquisito mas ainda é possível. Ignorando o absurdo que é uma colegial bisbilhotar sozinha em um canteiro de obras, vá lá, né, ela pode se apaixonar por qualquer um, até por um peão de obras. Mas não por um personagem fictício usado em placas em obras para transmitir mensagens de segurança no trabalho. Hibari, suas amigas são apenas azaradas, mas você é bizarra, completamente esquisita!

E ela se acha muito esquisita mesmo, o que contrasta com suas amigas, principalmente com Hanako, que parece ignorar o fato de que todos os animais do mundo parecem querer ferrar com a vida dela e que ela é um grande atrator de má sorte ainda por cima. A Botan pelo menos sabe que seus múltiplos e imprevisíveis problemas de saúde a impõe muitas dificuldade e ela vive se desculpando e se chamando de inútil por isso, mas a verdade é que ela pelo menos não parece se envergonhar de sua condição nem se deixa limitar por ela. A Hibari, que percebe o quanto suas amigas são ferradas na vida, também percebe dolorosamente bem o quanto ela própria é uma pessoa estranha. Mas no final Hanako diz a ela que é justamente por ser essa pessoa “com azar” que ela pôde conhecer Hibari e Botan, e por isso ela se considera na verdade uma pessoa sortuda. Hibari parece ter aprendido algo e começado a mudar a forma como ela própria se vê.

Mas não se deixe levar muito: Unhappy é uma comédia de absurdos e é nisso que vai investir até o fim, sem a menor sombra de dúvidas. Esses pequenos momentos de leveza sentimental são importantes para que nos importemos com as personagens, mas é a comédia que dirá se no fim esse anime foi bom ou não. A animação é barata também, com alguns cenários bastante simples e excesso de cenas com as personagens em modo chibi. Mas combina com o clima do anime e não ficou feio.

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