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Eu sei que a Rin estava cismada com a ideia do Archer querer se aliar à Caster, mas ainda assim foi uma ideia muito estúpida ir enfrentá-la sem seu servo. Claro que azedou. Ninguém ali morreu porque Fate/Stay Night é um anime que ladra mas não morde. Era apenas esperado que desse tudo errado, principalmente considerando que a série está apenas na metade. Por que então eu disse que foi surpreendente? Em parte, fui irônico. Mas outra parte de mim falou sério mesmo, porque o anime construiu a situação tentando passar a sensação de que o plano era bom, no que obteve sucesso então acho que é um mérito, talvez? E também porque estamos (mal) acostumados a ver planos idiotas darem certo em animes de luta só porque o protagonista está envolvido. Então esse é outro mérito de Fate? Mais ou menos. Diria que Fate/Stay Night obteve sucesso em não ser medíocre. Não é muita coisa, mas é bastante comparado à maioria dos animes por aí. Dito dessa forma, é compreensível que uma série com tantas falhas tenha um número tão grande de fãs, embora número de fãs nunca tenha sido indicador de qualidade, e duvido que seja esse o caso. Sempre lembrando também que ser diferente não significa ser bom.


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Foi um bom episódio, no geral. Um pouco de exposição além da conta, mas bem menos do que em outros episódios. E uma parte da exposição foi de informação inédita realmente relevante! Me refiro ao novo servo do Shinji. Ele é um Rider também, para substituir a Rider que teve o pescoço rosqueado? Qual a característica de um Rider? (Eles dão férias para meus pés?) Quero dizer, todos os outros servos estão vivos ainda, podem haver dois servos simultâneos da mesma classe? Suponho que se um servo pode invocar outro e se alguém que não seja um mago participante pode arranjar um servo para outra pessoa, então tudo é permitido. A conversa que ele teve com o Shinji dá a entender que ele foi poderoso durante a antiguidade, só não entendi se ele quer escravizar ou matar a humanidade. Talvez ambos. Talvez ele queira regredir o estágio de civilização do mundo. Ah, isso não importa porque ele vai perder mesmo. Pensando dessa forma, não é assim tão relevante ele ter aparecido. Quero dizer, é só mais um inimigo para o Shirou e a Rin eventualmente derrotarem e assim esticar a série um pouco mais. A única coisa realmente incomum dele é que já andava por aí antes do torneio começar, como visto naquela cena dele assediando sexualmente a Sakura na rua à noite no começo da série. Aliás, ele já vivia com o Kotomine, suponho, e se o suposto juíz do torneio está engendrando planos malignos assim começo a crer que talvez o padre seja o vilão final.

Essa foi a única coisa importante que aconteceu no episódio além do combate contra Caster e seu mestre. E como apontei no artigo sobre o episódio anterior, ele é mesmo aquele professor misterioso. Quando Rin e Shirou descobrem que todas as pistas apontavam para ele prepararam um plano para testá-lo. Um plano que, como eu já disse, tinha tudo para dar errado. Eles já sabiam da extensão do poder da Caster, sabiam que ela pode não ser uma grande combatente mas é sim uma maga poderosa. Provavelmente a ideia deles era maga contra maga, guerreira contra, bem, professor. Ou seja, Rin deveria derrotar Caster enquanto Saber acabaria com seu mestre, e o Shirou seria um coringa ajudando quem precisasse. O primeiro erro foi subestimar a Caster. Rin nunca lutou contra ela diretamente, mas já sabia o que ela é capaz de fazer e que ela havia absorvido muita energia. O segundo erro foi esquecerem da existência de Assassin. Pena que isso acabou não tendo consequência nenhuma já que ele não apareceu mesmo, talvez Caster não tenha tido tempo para invocá-lo? Talvez ele não obedeça? Talvez ela não tenha se dado ao trabalho porque sabia que seria desnecessário? O terceiro erro foi subestimarem a força de alguém sobre quem não tinham informação nenhuma, e esse foi o erro fatal. Saber já sabia que o cara é muito bom em respirar, sabia que ele não era uma pessoa normal, então por que assumiram que seria fácil assim derrotá-lo? Que inesperado, não só ele é forte, como ele é muito forte! Depois dele pegar Saber de surpresa e tirá-la da batalha só não matou Rin e Shirou porque o roteirista não quis.

Por tudo isso é inconcebível que Rin não tenha levado o Archer junto. Eram tantas as incertezas que eles tinham o dever de no mínimo jogarem seguro. Se não precisasse, bem, melhor sobrar do que faltar. Mas faltou! O combate essa semana até foi bem animado, mas não foi tão divertido de assistir porque foi unilateral. O professor deu uma sova na Saber, depois deu uma sova na Rin, depois deu uma sova no Shirou mas como ele é o protagonista ele ativou seu poder especial de protagonista e, embora não fosse suficiente para salvar o dia, foi o suficiente para lembrar o vilão que ele era o protagonista afinal de contas, e por isso o professor recuou embora pudesse ter vencido. Porque é isso que vilões fazem diante de protagonistas. Espero que Archer dê uma bronca na Rin quando ela voltar e contar tudo para ele. Ele disse que ela estava sendo mole demais, e ele estava certo. Não, a Rin não precisa matar o Shirou, mas também não deveria se matar. Observação final, desvinculada de qualquer assunto até agora: ninguém duvida mais que o Shirou é o Archer, duvida? Será que a Rin viu isso em seu sonho também, ou só viu o Archer já adulto e não reconheceu sua paixonite?

  1. Bem, foi só eu falar que não estavam mostrando os sonhos da Rin para já pularem a abertura do epi em nome de mostrar um dos sonhos dela. No mais, considero sim muita ingenuidade da Rin não trazer o Archer. Apesar de a razão demonstrada no plot ser que a Rin não quer o Archer perto da Caster (e principalmente do Shirou…), todo mundo sabe que no final isso foi feito para termos a cena do Shirou projetando as espadas do Archer quando a própria Rin (aliás, a Rin levando uma voadora de uns 50m e não se machucando… a menos que ela tenha se reforçado, mas na VN não foi dito isso) ficou em perigo. É apenas mecanismo de plot para o protagonista poder fazer algo. Eu gostaria muito de ver um anime onde o autor tivesse coragem de fazer algo semelhante às Crônicas do Gelo e Fogo, onde quem não for esperto, vai morrer mesmo que tenha sido um personagem importante por 4 livros inteiros. Seria uma boa experiência, mas este definitivamente não é o caso de FSN. Depois quando eu falo que o Shirou é um protagonista Shounen tem gente que teima em dizer que eu não li a VN, que eu não entendi o que está escrito e etc. Mas basicamente é a mesma coisa: quer salvar todos, é altruísta, meio deslocado no início, e quando seus amigos estão em perigo acaba descobrindo novos poderes e dando um sacode no vilão em questão.
    Odiei e odeio até hoje a surra que a Saber levou do Kuzuki. Tudo bem que temos o elemento surpresa do humano inesperadamente reforçado pela Caster que luta com as mãos, mas depois da luta dela contra o Berserker, Lancer e Assassin fica bem difícil de engolir essa (mais um mecanismo de “vamos deixar todo mundo ferrado pro protagonista se desesperar e fazer algo inesperado”)
    Sobre os erros que você comentou, o segundo (Assassin) tem um porquê, mas acho que apenas no segundo Cour é que será explicado.
    Com relação às falhas de FSN, eu já diversas vezes falei aqui sobre coisas que eu não gosto na VN, mas mesmo assim não largo, é o meu guilty pleasure. ahsaushuhas.
    Enfim, gostei do review.

    • Fábio Mexicano Godoy

      Se fosse um mangá sem dúvida seria shonen. O Shirou é um protagonista bem comum em battle shounen, como você descreveu. O detalhe a mais que ele ganha por ser protagonista de uma VN o piora: ele tem pouca personalidade. Tenho lido em blogs em inglês muita gente dizendo que preferia a Rin como protagonista.

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