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Ah se Plastic Memories tivesse se mantido assim durante todos os seus episódios! Claro que eu ainda preferiria uma ficção científica como metáfora para um drama humano ao invés de uma dramédia com uma robô lolita (eu revirei os olhos aqui quando a Isla foi dormir na cama do Tsukasa porque teve um pesadelo), mas isso ainda seria muito melhor que algo indefinido entre comédia romântica e romance pastelão mal animado e com história sem foco. Pois sim: nesse episódio a história está com mais foco também. Como deveria ter estado sempre.


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Nos primeiros episódios conheci a Isla e aprendi sobre o drama de sua situação. E já sabia que o Tsukasa se apaixonaria e os dois teriam algum tipo de relação, claro. E como foi difícil chegar nesse ponto! A história convulsionou para revelar mais sobre o cenário, estabelecer um conflito passado da Isla que ao fim e ao cabo era desnecessário (ou pelo menos era desnecessário todo aquele rodeio para criar um conflito e resolvê-lo) e se atirou gostosamente em uma comédia romântica bizarra depois que a Michiru, que até então parecia estar ela própria interessada no Tsukasa, do nada não tinha mais nada com ele e só queria o bem dele e da Isla e que os dois ficassem juntos (o olhar da Isla durante a festa de despedida ao ver Michiru e Tsukasa conversando e se divertindo é uma tentativa de corrigir ou justificar isso). E muitas piadas ruins e clichês de romances adolescentes depois e os dois finalmente se declararam, mas não sem um clima constrangedor de turma de escola onde todo mundo sabe o que acontece com todo mundo e está se intrometendo o tempo todo. Nesse último episódio teve isso também, mas entendo que foi mais pontual e mais bem utilizado – foi para potencializar o drama e não apenas para contar piada ruim. Falando em piada ruim, Plastic Memories não é muito bom com humor mesmo, mas quando ele está contido, domado, fica até charmoso. É como aquele seu amigo que só conta piada sem graça, mas é seu amigo. Nesse episódio Plastic Memories voltou a ser um drama com humor sem graça, mas um drama que realmente me arrebata.

É uma pena que o desenvolvimento todo até chegarmos a esse ponto tenha sido tão ruim e artificial, senão eu provavelmente estaria dizendo, nesse momento, que esse é o melhor romance da temporada (quero dizer, o segundo melhor, bater Euphonium seria difícil, hehe). Mas ai! Eu nem sei porque eles estão juntos! Quero dizer, a Isla pode ter se apegado ao Tsukasa porque depois de anos ele foi o único que acreditou nela, isso seria compreensível, mas por que o Tsukasa se apaixonou por ela? Ele tem fetiche por meninas robô que choram no elevador? E eu disse que seria compreensível a Isla se apaixonar por ele, mas não se anime muito não! Ser legal com uma garota (ou com um garoto) não é garantia de que ela vá se apaixonar por você! Além do que, ser legal é o mínimo, né? Você não faz favor a ninguém sendo legal. É por isso que no mundo real quem só sabe ser “um cara legal” tem tanta dificuldade em conseguir fazer outras pessoas se apaixonarem por si. Falo por convicção, porque se você pensar dois segundos vai perceber que isso pelo menos tem sentido lógico, e por experiência, já que eu sou uma pessoa que só sabe ser “um cara legal”.

O medo da Isla e a dor do Tsukasa, ignorando todo o desenvolvimento ruim e apenas aceitando que eles se amem, fazem muito sentido e conseguiram me tocar. Eu consegui sentir o medo que a Isla sente de apagar um dia sem ter a chance de se despedir direito, bem como senti a dor excruciante do Tsukasa em saber que em breve só restará ele e suas memórias. Dor essa suficiente para ele não conseguir evitar pensar em fugir, apesar de tudo o que conhece porque aprendeu e porque testemunhou em primeira mão. Ela está morrendo, não dá para fugir disso, Tsukasa, só irá trazer mais dor para ela, para você e para todas as pessoas que os amam (e elas são muitas, embora eu odeie parte delas e ignore a outra parte; só gosto do Zack trolador que surgiu nesses últimos episódios). E ele sabe disso, e na verdade saber disso ao mesmo tempo em que inconscientemente não consegue deixar de desejar estar com a Isla para sempre, essa contradição, só o faz sentir ainda mais dor.

Eu sinto a dor, a confusão e o medo deles. Queria sentir mais. Queria dizer que meu coração se partiu quando a Isla revelou que ela diz “que você reencontre aqueles que ama” no ouvido de cada giftia antes dele ser desativado, queria terminar esse e o próximo episódios chorando, mas não consigo sentir nada por esses dois porque o anime fracassou de forma retumbante no desenvolvimento. Penso que um bom final, um final corajoso, seria mais um dia comum com a única diferença que no fim a Isla é desativada. Mostraria o crescimento desses protagonistas, o primeiro verdadeiro crescimento desde que a série começou. Seria um final incrível. Mas quem aposta nisso? Eu acredito que vai ter um conflito qualquer, vai aparecer alguém pra levar a Isla embora ou o Tsukasa vai querer fugir, sei lá. Vai ser uma pena, mas entre tantos erros que esse anime já cometeu será um dos menores.

  1. Realmente houverem muitos erros que tornaram a série original, mas mesmo assim eu gostei, e igual a vc eu tbm gosto mais da parte dramática e a trama criada na série, o romance é meio fuén mesmo.

    Espero que o final seja o Tsukasa desligando a Isla dizendo a ela “Que você reencontre aqueles que ama” e/ou vice versa, e termine assim, sem mostrar o depois nem nada. Seria o final ideal para fechar a trama como deve, mas tbm estou apostando nisso.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Imagina se inventam um monte de ação … simplesmente não combinaria com o que a série tem de melhor. Fizeram muitas escolhas erradas nessa série, mas vou tentar acreditar que dessa vez vão fazer certo.

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