Quatro animes terminaram essa semana: Assassination Classroom, Gunslinger Stratos, JoJo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders e Seraph of the end. Não vou dizer que sentirei falta de todos eles porque seria uma grande mentira, e tirando Gunslinger Stratos todos terão novas temporadas de todo modo, então tanto faz. Fiz uma homenagem meio tosca pra eles na imagem do artigo, isso vai ter que servir.

Essa semana assisti menos animes porque estou loucamente preparando o Guia da Temporada de Verão. Exceto aqueles que irão continuar na temporada que vem (Arslan Senki, Cavaleiros do Zodíaco: Soul of Gold e Ore Monogatari!!), todos estão pegando forte no drama. Veja abaixo o que eu achei de cada um:

19 – Dungeon ni Deai o Motomeru no wa Machigatte Iru Darouka, episódio 12

Leia meu artigo sobre esse episódio.

Penúltimo episódio e o Bell vai passear na cidade (porque tem uma cidade – que mais parece uma favela – no meio da dungeon) e espiar as garotas tomando banho. Esse anime não é sério. E não é sério de um jeito ruim.

18 – Sailor Moon Crystal, episódio 24

Tematicamente nada de errado com esse episódio, o problema é o de sempre: a falta de ação e a lentidão para as coisas acontecerem me irritam profundamente.

17 – Seraph of the end, episódio 12 final

Não foi um fechamento ruim, embora como episódio isolado tenha sido bem fraco. Quero dizer, é um episódio inteiro de pessoas conversando e cortes de câmera rápidos para mostrar onde está todo mundo e o que estão fazendo. A cena final deixou um gancho bom para a continuação: humanos e vampiros trabalhando juntos pra ferrar com o protagonista?

16 – Fate/Stay Night Unlimited Blade Works, episódio 23

Leia meu artigo sobre esse episódio.

O começo da luta entre o Shirou e o Gilgamesh é pouco inspirado. A luta entre a Saber e o Assassin, considerando a luta anterior deles, é ainda menos inspirada. Os planos de Rin e Shirou estão dando mais ou menos errado mas nada foi por cálice abaixo ainda, pela diferença de poder é impossível conceber que o Shirou possa vencer, mas ah, ele vai, né?

15 – Arslan Senki, episódio 11

Acho que tentaram revelar um pouco mais sobre o Hermes – o general mascarado que luta ao lado dos lusitanianos, mas ele continua parecendo só um cara com problemas de gerenciamento de raiva. O resto do episódio separou Arslan de quase todos os seus companheiros e serviu para que o Gieve passasse a olhar de uma forma diferente para o Arslan. Não, ele continua heterossexual e querendo faturar a Farangis, o olhar a que me refiro é a consideração dele pelo Arslan enquanto príncipe e aspirante a governante de Pars.

14 – Cavaleiros do Zodíaco: Soul of Gold, episódio 6

Leia meu artigo sobre esse episódio.

Um desenvolvimento interessante para a Lifia. Parece que foi ela ou a entidade que habita seu corpo que trouxe os cavaleiros de volta à vida. E se eu entendi tudo até agora, a Hilda sabe disso e contava exatamente com isso. A motivação do Andreas continua clara como o mais negro breu.

13 – Plastic Memories, episódio 12

Leia meu artigo sobre esse episódio.

Com o humor (ainda que ruim) dosado de forma correta, um episódio com foco e protagonistas que agem de forma verossímil de acordo com esse foco até Plastic Memories pode ter bons episódios. Me deixou até curioso para saber qual será o final. Será que o Tsukasa vai tentar fazer alguma gracinha? Será que algo irá acontecer com a Isla antes dela ser desativada?

12 – Etotama, episódio 11

Todo o passado e motivação da Chuu-tan e da Nya-tan revelados. No fim das contas Nya-tan nunca quis ser uma eto-shin, e como um gato nunca quis ficar muito tempo no mesmo lugar. Mesmo assim ela sempre foi muito forte e resolvia muitos problemas que as demais não conseguiam. Chuu-tan era amiga dela e acabou se tornando líder das eto-shin, e a sobrecarga de trabalho mais a sensação de que a amizade que sentia pela Nya-tan não era recíproca a fizeram enlouquecer. Por isso Nya-tan a enfrentou no passado, e por isso vai enfrentá-la de novo.

11 – Gunslinger Stratos, episódio 12 final

Nada inesperado, mas a ação foi bacana. O ponto alto, contudo, foi a revelação de que a garota do futuro realmente era descendente do Tohru e da Kyouka. É algo que eu já havia imaginado (só por causa das cores dos cabelos deles, juro), e foi um bom fechamento para uma série que na média não foi tão boa assim.

10 – Knights of Sidonia 2, episódio 11

Combates de mecha e criaturas orgânicas espaciais de qualidade. A Benisuzume não é apenas forte, mas especialista em manipular os sentimentos humanos (ou meio-humanos, no caso da Tsumugi). Aliás, a Benisuzume e a Tsumugi não são muito parecidas? Ambas são quimeras criadas para combate misturando DNA gauna e humano. Mas como sempre, parece que os gaunas estão um passo a frente na tecnologia de manipulação de partículas de Higgs, e isso junto com o blefe da Benisuzume que fez a Tsumugi abrir a guarda quando estava prestes a vencer mudou completamente o rumo dessa batalha.

9 – Re-Kan!, episódio 12

Poderia ter sido o episódio final, mas creio que prefiram terminar em um tom mais feliz. Quero dizer, o final desse episódio foi feliz, mas devem querer um episódio inteiro feliz. Provavelmente será pior do que esse. A Hibiki está compreensivelmente muito abalada pela perda do sexto-sentido, porque não é só a perda do sexto-sentido, mas a perda de todo um mundo e as pessoas que viviam nele que ela perdeu. O esforço da Inoue em mostrar a ela que o importante é que ela está viva e que ainda tem muitos amigos é louvável, e é o melhor que ela pode fazer e com o que a Hibiki deveria se resignar mesmo com o tempo. Mas quando ela já se sentia um pouco melhor acabou recuperando o sexto-sentido de todo modo. Não entendi bem o que aconteceu, mas não tem problema, foi divertido.

8 – JoJo’s Bizarre Adventure – Stardust Crusaders, episódio 48 final

Segundo tempo do combate entre Jotaro e Dio. O protagonista se supera e usando sua força e sua astúcia consegue derrotar o vilão de uma vez por todas no final. De forma bizarra conseguiram salvar a vida do Joseph, e assim foram três os sobreviventes. Polnareff voltou para a França e eles se despediram feito machões no aeroporto, como não poderia deixar de ser. A Holly despertou e parece ter envelhecido uns dez anos, o que depois desse tempo todo doente quase morrendo faz sentido. A jornada foi chata mas os combates finais foram legais.

7 – Houkago no Pleiades, episódio 11

E mais uma vez a Subaru abriu a porta para encontrar o Minato! Ele não morreu, ele apenas … cresceu naquele quarto de hospital a vida inteira. E agora ela o tirou de lá de novo e sei lá o que vai acontecer no último episódio, estou completamente no escuro, de verdade. O tema do episódio foi mudança, e é incrível como ele é didático ao lidar com esse tema, magia, realidade, possibilidades, crescimento, sem ser pedante. Ele é poético. Houkago no Pleiades é mágico.

6 – Punch Line, episódio 11

Gostei bastante do drama e dos combates finais. A cena da Ito no mecha quase me lembrou a Asuka em The End of Evangelion, que é apenas o melhor combate mecha jamais animado. O excesso de estilização pode ter atrapalhado um pouco o clima de grandiosidade dessas lutas. E legal que até o Yuuta-espírito (possuindo a Rabura) entrou no combate: se o fim do mundo for evitado, o que acontece com ele? E mesmo com todo o esforço dos moradores do Koraikan essa luta ainda parece ter pouca esperança de final feliz – mas terá, e estou curioso para ver qual vai ser. Será uma tragédia? Isso iria contra a própria motivação do Yuuta em Punch Line, e não parece condizer com o clima do anime, mas veremos.

5 – Ore Monogatari!!, episódio 11

Leia o artigo da Lidy sobre esse episódio.

Yamato e Takeo semi-nus na praia e com hormônios em ebulição por causa disso. A diferença é que o Takeo continua tentando se fazer de inocente, o que é um esforço ao mesmo tempo engraçado e de dar pena (dos dois).

4 – Kyoukai no Rinne, episódio 11

Leia o artigo da Lidy sobre esse episódio.

Rinne e Sakura formam um casal que, se falta a tensão sexual que há entre Yamato e Takeo, de certa forma estão em situação parecida com uma clara tensão romântica entre os dois que a Sakura parece já ter aceitado enquanto o Rinne continua negando. Bom, pelo menos ele se livrou das dívidas do pai?

3 – Assassination Classroom, episódio 22 final

Leia meu artigo sobre esse episódio.

Muito bom episódio final. Não esperava que o Nagisa realmente se perdesse e, se isso acontecesse, não esperava que ele fosse precisar da ajuda de outra pessoa para se recuperar. Também não esperava que os assassinos contratados pelo Takaoka fossem pessoas sensatas. Tudo isso somou e construiu um excelente final para essa série que se manteve fixa em seu tema do começo ao fim, sem desviar jamais. Ano que vem tem mais.

2 – Nagato Yuki-chan no Shoushitsu, episódio 12

A Nagato está completamente perdida entre ser quem ela acredita ser hoje e ser a Nagato que ela acredita ser a Nagato de antes. Está com medo até de usar os óculos “da outra Nagato”, como se isso fosse fazê-la desaparecer. E esse é o medo dela: desaparecer para dar lugar a outra de volta. Continuam possíveis as duas interpretações: trauma psicológico ou troca de alma ou personalidade entre diferentes dimensões, mas a segunda só faz sentido para quem conhece a história original e traz consigo a terrível constatação de que os medos da Nagato seriam reais, uma realmente substitui a outra. Por isso prefiro a interpretação psicológica, e parece que esse vai ser o caminho do anime também conforme a Nagato parece estar cada vez mais “aceitando” a sua outra personalidade como sua própria.

1 – Hibike! Euphonium, episódio 11

Leia meu artigo sobre esse episódio.

Lembra do que eu disse? A Kaori só não ganha se for massacrada ou se reconhecer a superioridade da Reina. Bom, as duas coisas aconteceram. A Reina é incrivelmente superior a Kaori (e eu não sabia que ela fosse tão melhor assim), e enquanto isso não foi suficiente para a Reina ganhar, pelo menos inibiu que a turma votasse a favor da Kaori. Na prática foi um empate. Questionada pelo professor, que certamente saberia que aquele seria o resultado, Kaori admitiu que a Reina é melhor do que ela, para a tristeza profunda de sua admiradora. Destaco três outras coisas nesse episódio: a Midori e a Hazuki já perceberam o quanto a Kumiko quer estar perto da Reina. Se fazem ideia do motivo eu não sei, mas é possível que nem a Kumiko saiba ainda, então isso não importa. A cena entre a Kumiko e a Reina foi, para usar termo que a Kumiko usou no episódio 8, sexy, hehe. E parece que a Kaori se importa muito com a Asuka, ou melhor, quer chegar a ela de alguma forma, quer se fazer notar, e essa deve ser uma das razões dela tocar e ter querido a posição de solista. Mas a Asuka é casca grossa e veste uma máscara impenetrável e insondável.

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