Estamos recrutando redatores, clique aqui e se candidate, vagas limitadas!

Olá pessoal, é hora de falar sobre esse episódio que fechou o arco da Copa Tenpei. Foi um final não tão previsível, mas também não tão incomum, no qual as coisas deram certo, mesmo que de formas “tortas”. Outro episódio muito bom, ainda que com aquele velho problema do qual sempre reclamo e sei que não deve mudar até o fim do anime. Sem mais delongas, vamos a décima primeira dança!


Anime21 Diário

Informe o seu e-mail para receber gratuitamente as atualizações do blog!


“Quero ver o seu corpo dançar sem parar…”

O episódio já começa com os pares dançando o passo-rápido, evidenciando a deficiência técnica e despreparo físico do Tatara ao mesmo tempo que mostra a sua sagacidade ao usar da melhor forma possível todos os espaços do salão, além do fato de que deslumbrar o júri e o público era mais importante que apresentar qualidade técnica ao nível do Gaju e da Shizuku.

Uma escolha acertada do par principal – que, aliás, já vinha sendo feita episódios antes –, só que dessa vez com ele também tentando mostrar a sua dança e não só “emoldurando” todo o talento e graciosidade da Mako. Não deu muito certo, infelizmente, e isso o frustrou de uma forma previsível. O legal de toda essa situação foi ver o efeito que a performance do dançarino tem nele, ver que ao dançar a opinião com a qual ele mais se preocupa é a dele mesmo.

Em meio a alguns curtos e belos momentos de dança fluida e agitada – o passo-rápido não tem esse nome por acaso, né – e cenas com movimentação limitada envolvendo desde jogo de câmera a foco nas expressões, nas roupas e no suor; Ballroom entregou uma boa dança final, nada impressionante, mas que ao menos foi um pouquinho melhor que a média do anime. Contudo, ainda aquém do que normalmente se esperaria para a última dança de uma competição em um anime desse gênero. Mais à frente na análise falarei um pouco mais sobre isso.

“Fecham-se as cortinhas e termina o espetáculo…”

Um dos pontos altos desse encerramento de arco foi justamente o resultado da competição, em que uma história advinda de mangá shounen – nos quais o protagonista geralmente sempre vence – apresentou um protagonista que não venceu a competição da qual participou – aliás, terminou em último –, mas, ainda assim, teve a sua superação no fato de ter ao menos conseguido chegar até à final e ter cumprido o seu principal objetivo naquela noite: fazer a sua parceira vencer a rival e retomar sua dupla!

Seria surreal se ele como iniciante vencesse sua primeira competição dançando ao lado de dançarinos melhores e mais experientes, então a sua derrota foi coerente e ainda pode servir para fazê-lo amadurecer e ganhar experiência para competições futuras. Um desfecho que já era bom e ficou ainda melhor com a vitória pessoal da Mako ao ganhar o troféu de Rainha do Salão.

Ela competia com a Shizuku que a seu lado tinha um parceiro do mesmo nível e, mesmo assim conseguiu vencer esse troféu – e de forma merecida, pois o anime fez de tudo para passar a ideia de que ela realmente foi a melhor dançarina da competição –, o que, não podemos esquecer, se deveu em parte a liderança peculiar do Tatara, mas também ao seu talento e desejo de expressar o que queria no salão, fazendo exatamente o que seu irmão tanto esperava dela. Foi um arco de superação pessoal para o protagonista, mas também para a Mako, porque ela não foi só uma personagem simpática como, também, alguém que amadureceu com a mudança de perspectiva e conseguiu finalmente mostrar aquilo que tanto lhe faltava.

Sorriso para proteger ❤!

Isso tudo se deu ao mesmo tempo em que se trabalhou um pouco a conturbada relação da Shizuku e do Kiyoharu, aproveitando da melhor forma possível a competição para resolver as pendencias entre os pares. A história se fechou após apresentar ao público as motivações de cada personagem relevante para o arco, suas interações em meio a competição e um desfecho que foi de acordo com o que eles fizeram por merecer. No final, foi um arco com uma história simples, mas bem trabalhada ao ponto de não chegar a ser inovadora em nenhum aspecto, mas cativante e coesa o tempo inteiro. Aliás, um dos pontos fortes da série é exatamente a sua regularidade, entregando sempre bons episódios que extraem o melhor de seus personagens e de suas situações – tirando aquele que não deve ser nomeado

Foi muito prazeroso acompanhar essa “turminha radical”, não foi?!

Se a animação nas cenas de dança – lá vou eu quebrar meu próprio “tabu” de novo – tivesse sido melhor mais episódios teriam merecido as cinco estrelas, mas do jeito que foram se tornou inevitável descontar algo do anime. Até agora o único episódio que as mereceu, apesar da dança limitada, foi o terceiro e exatamente porque para ele a dança não foi um grande problema e teve um momento muito importante de realização pessoal para o Tatara.

O nono episódio foi excelente, teria ganho cinco estrelas fácil se o fato da Mako estar dançando maravilhosamente bem tivesse sido mostrando através da movimentação e não, em sua maior parte, por artifícios de direção e roteiro – comentários e reações da plateia, jogo de câmera, cenas estáticas expressivas e até a metáfora visual das pétalas –, esses que foram eficientes para transmitir a ideia para o público, mas ainda assim não tão bons quanto seria ver a dança dela sendo deslumbrante por si só.

Adorava essa cena no mangá e também gostei dela animada!

Como disse em analises anteriores, isso é algo que terei que deixar um pouco de lado para não estragar a minha experiência de ver o anime, mas que até o fim dele deve “cobrar seu preço”, me fazendo tirar pontos seus por isso. Nem tudo na vida são pétalas de flores amarelas, infelizmente…

Voltando a história, vale ressaltar a sensação de naturalidade e verossimilhança que ela passa nos pequenos detalhes que envolvem as ações e reações dos dançarinos na competição – desde enxugar o suor com uma toalha a comemorar um resultado ou pedir instruções para o técnico com um olhar, etc. Isso é importante para fazer a situação toda parecer o mais realista possível, podendo facilmente ser comparada a uma competição de dança de salão que o telespectador viu ao vivo ou pela televisão, por exemplo. Claro que dando o devido desconto a uma dança de um minuto que toma um episódio inteiro ou movimentos “esticados” demais – o que serve para engrandecer esses momentos –, entre outras coisas do tipo.

O nervosismo, o cansaço, a tensão e a espera pelo resultado!

Por fim, posso dizer que achei bom e natural o desfecho dos personagens, onde a Mako puxou o irmão pela mão para fazer com que retomassem a parceria e a Shizuku disse que tinha feito uma promessa com o Kiyoharu de que se vencesse voltaria a fazer dupla com ele – confesso que não lembro bem disso no mangá e acho que foi mais uma desculpa esfarrapada descarada mesmo kkk –, assim deixando o Tatara novamente “sozinho e sem ninguém”.

Objetivo alcançado com sucesso!

Aliás, a atitude da Mako de ter sido a pessoa que mais procurou a reconciliação se assemelha muito a de uma mulher que tenta salvar o casamento, reforçando a analogia a relação matrimonial já feita antes pelo anime. Outra coisa interessante foi ver a decepção e tristeza da Shizuku apesar de ter ganho a competição, essa que a fez ser a melhor como dupla e não isoladamente – o que seria expressado se ela tivesse sido escolhida como Rainha do Salão.

Assim o público pôde ver que ambos os lados, o do perdedor e o do vencedor, pode se frustrar de diferentes formas com um resultado positivo ou negativo, dependendo mais do que cada um esperava de acordo com a sua própria perspectiva. Ballroom mais uma vez se mostra uma história bem estruturada e equilibrada que não desperdiça as coisas que trabalha anteriormente, encaixando o maior número de elementos possíveis – e bons elementos, vale dizer – para fechar um momento específico do enredo e recompensar o telespectador por ter gasto seu tempo acompanhando esses personagens em seus dramas e aspirações.

Acho que já me prolonguei demais e devo acabar por aqui. Por último, só gostaria de citar como foi bom o clima de “virada de página” do final do episódio – adequado quando se vai começar outro arco –, no qual a passagem do protagonista para o colegial e a aparição de uma nova personagem dando um sorrisinho malicioso deixa claro o que está por vir. Não precisa ser nenhum expert em animes, e em histórias em geral, para saber o que deve acontecer. As cartas foram embaralhadas, vamos ver como o anime as distribuirá de agora em diante.

Esse sorriso… Esse delicioso sorriso…

Fico por aqui já com saudades da Mako que a partir de agora deve perder foco na história, mas ainda deve ser aproveitada para algo no futuro. Foi um sonho realizado ver esse arco que amo tanto animado! Espero que o próximo me faça ainda mais feliz do que esse já fez!

Até a próxima dança em ritmo de novidade e já com um gostinho de quero mais!

 

Comentários