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E no fim, o problema não era um monstro e sim um ser humano. Essa pessoa já era um problema muito antes de ser possuída, e mesmo disposto a ajudar, Yuuji nada poderia fazer. Infelizmente a única pessoa que podia ajudar Miura era ele mesmo. Mas será que ele estava disposto a mudar e matar seu lobo interior? Como dizem por aí, não adianta ajudar quem não quer ajuda e seja para o bem ou para o mal, Yuuji aprendeu isso de uma maneira não tão boa.

Talvez se algumas coisas fossem diferentes

Ao impedir Miura de cometer um assassinato, Yuuji começou seus questionamentos sobre a situação de modo geral. Seu servo recém usado causou danos maiores que o esperado e a situação cada vez mais virava uma incógnita de solução completamente incerta. Ao conversar com Akine e Reimei, ficou notório que as ações deveriam ser mais incisivas e agressivas, afinal, o real problema não era apenas o monstro e sua profundidade era maior que o esperado.

Até que ponto eu me pergunto

Guiado pela ideia de que o destino havia imposto tal situação em seu caminho, Yuuji queria ajudá-lo acreditando que ainda havia tempo para tal. Se possível, dar uma chance de redenção e mudança para a alma perturbada de seu professor. Infelizmente era tarde demais e com isso, aquele caso que havia começado de forma estranha e havia se tornado em algo problemático, aparentemente tinha acabado.

Miura estava longe do alcance de qualquer ajuda que pudesse ser prestada. Seu maior erro? Colocava a culpa de sua falha nos outros e com isso deixava de reconhecer seus erros como educador e o mais importante, como pessoa. É verdade que o monstro id era um problema, mas a causa era muito maior do que isso. Provavelmente Miura jamais estaria em tal situação se tivesse agido e pensado de maneira diferente. ”Eu sempre fui excelente” era o que ele pensava, sem simplesmente considerar falhas e possíveis erros de sua parte; ele trouxe a si mesmo a destruição (ainda que o estrago tenha sido diminuído por Akine e Yuuji).

Deeeeeve ser isso mesmo

No fim, aquele que se considerava excelente, dono da razão e que havia dado tudo de si, foi devorado, mas não pelo monstro id e sim por seu próprio lobo. Como dizia Thomas Hobbes: “A natureza humana é guiada pelo egoísmo e pela autopreservação”. E como se não fosse o bastante, mesmo estando livre do monstro, Miura tentou seu ato final ao atacar com intenção de matar aquele que um dia tentou ser seu salvador. Com qual finalidade? Se sentir melhor. Yuuji pôde finalmente encerrar o caso, ainda que o custo tenha sido alguns ferimentos.

Mas vamos ver essa situação toda pelo lado bom, afinal, Yuuji evoluiu e muito com essa situação. Ganhou experiência de campo, independente da ajuda soube lidar com a situação, tentou acreditar até o fim na melhora de seu professor (ainda que o mesmo não merecesse) e por fim teve o melhor remédio para curar suas feridas: o amor. Mas esse amor não era um qualquer que vemos as pessoas cuspindo por aí umas às outras e sim um verdadeiro, de pessoas que realmente querem seu bem e se preocupam com seu bem estar; cada um com seu modo de se preocupar e seu jeito de se expressar. O jovem bookmaster estava novamente de volta em sua casa, ou melhor, casarão, onde riu, chorou, evoluiu e expandiu seus horizontes. E se você ainda duvida de toda essa mudança, observe as ações dele e perceba que apesar de gradual, ela foi grande e importante.

Assim acaba esse arco e provavelmente esse cour. Infelizmente ou felizmente, não se tem informações sobre quantos episódios teremos, mas uma coisa é certa: eu fico feliz que mais episódios estão por vir.

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