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Confesso que Ballroom e Youkoso foi a primeira obra que acompanhei – antes de sair o anime eu já lia o mangá – que tinha a dança como tema central, mas, apesar do tema incomum, ele se encaixa bem no formato de shounen de esportes, que é como a obra é lançada no Japão. O seu anime possui 24 episódios e agora comentarei um pouco sobre seus prós e contras, sobre o que se pode esperar dele.

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Primeiro, é importante frisar que se trata de dança de salão competitiva – ou dança esportiva, pode chamar como preferir –, então a ocorrência constante de treinamentos e torneios dita o ritmo de toda a obra, o que condiz perfeitamente bem com a abordagem pretendida a um mangá de esportes que tem os jovens o seu público alvo. A sua adaptação em anime não foge em nada a isso, o que é uma de suas características mais marcantes, a fidelidade ao material original.

Se você espera uma animação acima da média – com apenas alguns episódios em que ela decai ou perde detalhamento –, uma trilha sonora diversificada e que expressa bem a natureza da dança, uma boa direção que se não inova ou surpreende também não erra muito, esse anime é para você!

Não poderia deixar de comentar que apesar de possuir uma história simples – a jornada de um garoto que encontrou na dança uma paixão que mudou o seu cotidiano medíocre –, ela é bem escrita e apresenta personagens interessantes, nem complexos demais e nem simples demais, mas que se equilibram bem e até contrastam com o protagonista mais dinâmico e comum – o normal em obras do tipo. Inclusive, o ponto alto de Ballroom e Youkoso consiste justamente em seus personagens e em como eles são trabalhados pelo enredo, sendo bem construídos e explorados.

Por outro lado, um dos pontos negativos do anime é justamente o apego a sua fonte, o que muitas vezes limitou o seu potencial para ir além e tentar coisas novas que expandiriam a imersão na trama através do deslumbramento provocado pelas cenas de dança. Aliás, isso está estritamente ligado ao seu segundo ponto negativo destacável que é exatamente a animação nas cenas de dança, animação essa que muitas vezes priorizou quadros estáticos com jogos de câmera para passar a sensação de movimento ao invés de apresentar a animação fluida que poderia se esperar de um anime com esse tema – ainda mais de um produzido pelo bem-conceituado estúdio Production I.G.

Entendo que animação fluida constante aumentaria e muito o orçamento que o anime deve ter tido, mas, ainda assim, a pouca dança fluida em um anime de dança é algo incômodo, o que pode prejudicar a experiência de quem for ver a obra esperando por excelência em tal elemento. Ainda assim, vale a pena ver Ballroom e Youkoso, um anime de dança com apenas alguns momentos de dança deslumbrante? Sim, pois a produção tenta compensar ao máximo esse problema usando de metáforas visuais, uma trilha sonora envolvente e um acabamento detalhado nas expressões – proporcionando o máximo de emoção possível nas cenas em que a dança em si não é o forte.

Não tema os “pescoços grandes” ou os corpos muito envergados ou com proporção distorcida, pois o primeiro é uma opção do design e os outros são artifícios para expressar melhor o movimento dos corpos dançando. Se, ainda assim, você não gostar desses elementos e quiser colocá-los na sua lista de suspensão de descrença pode ficar à vontade, pois é o máximo que deve encontrar de questionável em uma obra que preza pelo realismo e, como tal, é bastante coerente e consistente.

E aí, deu vontade de dar uma chance ao anime? Não desanime por causa do seu número de episódios ou dos pontos negativos que citei, pois garanto que seus pontos positivos superam em muito os seus problemas e entregam uma história divertida e prazerosa de se assistir e que, até pelo fato de tratar de um tema bastante incomum, deve te despertar o interesse em acompanhá-la.

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