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Olá, como estão?

Bem, acredito que esse seja o segundo (ou terceiro?) artigo dessa nova prática do blog. Faremos um artigo de resenha (com spoilers e tudo mais) uma semana após o término e um artigo de introdução onde falaremos sobre a série para quem ainda não conhece e possui algum interesse. Muita gente teve várias dúvidas sobre UQ Holder por conta de alguns fatores e dentre eles, o mais responsável seria o nome. Infelizmente/felizmente esse é o atual nome do mangá também, sendo que antes era apenas UQ Holder!. Mas vamos falar sobre esse anime que gerou tanta dúvida.


Anime21 Diário

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Primeiramente eu gostaria de começar pela dúvida mais recorrente (ainda que ela tenha sido sanada no guia sobre UQ Holder lançado no começo da temporada) que é: UQ Holder é uma continuação de Negima? Preciso ver Negima para poder ver UQ Holder? Não exatamente e não. UQ Holder se passa na mesma linha temporal, só que 80 anos no futuro e alguns personagens ou fizeram parte de Negima ou têm alguma conexão. Tá, mas por que tem o “Mahou Sensei Negima 2” no título? Simples, para chamar a atenção dos antigos fãs de Negima. Sim, antigos. Negima teve seu primeiro anime em 2005 e o mangá começou a ser serializado em 2003, terminando em 2012. Curiosidade inútil: um ano, quatro meses e 14 dias depois, UQ Holder começou a ser serializado e continua até agora.

Mas vamos falar sobre esse anime que eu particularmente reclamei tanto 🙂 .

UQ Holder fechou com 12 episódios e foi amado por uns e detestado por outros. E o motivo é como bem diz o título: foi uma boa nostalgia para os fãs antigos de Negima e nada mais. Ou seja, se você é um fã do mangá de UQ Holder provavelmente ficou decepcionado com isso que chamaram de adaptação. Eu poderia citar inúmeras diferenças entre as mídias e explicar de várias maneiras diferentes sobre o porquê do mangá ser tão melhor em relação ao anime. Felizmente eu não farei isso mas tentarei explicar sem xingar muito os malditos que ferraram com tudo 🙂 .

Eu também…

Bom, ~respirando bem fundo~ eu como um bom purista quando se trata de adaptações, já estava preocupado antes mesmo do anime começar. A obra teve um OVA lançado em setembro e ele foi bem decepcionante ao cometer um erro que o anime inteiro cometeu: foi raso e mostrou apenas a ponta do iceberg. Ele adaptou cerca de 80% de um arco de 20 capítulos aproximadamente e simplesmente cortou as partes mais relevantes e conclusivas que com toda certeza trariam um impacto maior na obra como um todo. O anime conseguiu ir além, adaptou 134 capítulos de forma desorganizada, sem cuspe e com farofa.

Como eu disse acima, UQ Holder acertou em cheio no que se trata da nostalgia. Os fãs de Negima gostaram de rever os personagens antigos da série num visual mais atual e acima de tudo, “envelhecidos”. Não foram todos que apareceram, mas os que deram as caras já puderam satisfazer o pessoal. Fora isso, o único possível motivo para recomendar a obra seria no caso de um pedido de shounen com um pouco de ecchi. O anime teve suas pitadas disso sem exageros em nenhum aspecto e assim, conseguiu colocar um belo equilíbrio entre o ecchi e as outras cenas sem estragar o resto.

A suposta adaptação começou relativamente bem apesar da velocidade, mas acabou cortando momentos interessantes. Dentre eles podemos citar as lutas importantes, arcos, alterações de eventos, aparições e por fim, ignorando a existência de um dos personagens mais importantes: Santa. Por outro lado, adicionou e apressou a aparição de personagens que possuem importância tanto na história quanto na nostalgia e isso foi uma jogada interessante que deu uma dinâmica boa para os acontecimentos futuros no próprio anime.

Além disso, por conta da forma escolhida para “adaptar”, os personagens acabaram ficando mais rasos do que realmente são e com isso tivemos algumas incoerências, principalmente quando se trata das relações amorosas. Uma que podemos citar é a da Kirie, que magicamente começou a gostar do Touta e com isso, fazendo parecer que a obra é apenas mais um harém de protagonista tapado que não fica com ninguém (não que o mangá esteja muito longe disso, afinal, ele não é tapado ao menos). Então, pode-se concluir que infelizmente essa falta de espaço para desenvolver os personagens e suas relações foi um belo tiro no pé apesar da falta de opções disponíveis para se fazer algo diferente/melhor.

Tanto amor sem explicação

O anime ao menos teve uma certa consistência quando se trata da animação e do acabamento. Não foi aquele anime 10/10 nesses quesitos mas entregou algo bom quando necessário. Acredito que as escolhas sobre a adaptação foram erros seguidos de erros misturados a nostalgia que por vezes fez o seu papel muito bem. Por isso, a minha recomendação é: se não conhece a obra, leia o mangá e se gostar assista o anime; se quiser um shounen curto com elementos de harém/ecchi bem leve, talvez seja uma boa pedida; por fim, mas não menos importante, se você é fã de Negima, se delicie com esse prato cheio de nostalgia. Lembrando que há um Guia sobre o universo de UQ Holder aqui no blog, um outro artigo falando mais sobre o mangá no Mangá21 e por fim, mas não menos importante, o mangá é publicado aqui no Brasil pela editora JBC. 

Até a próxima!

    • Isso, leia o mangá, será a melhor coisa que você pode fazer XD. Apesar do anime ter seus pontos positivos, ele tirou a essência da história contada no mangá.

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