O que esperar de um anime em que um adolescente colegial fica órfão, com um irmão ainda bebê para cuidar, e é convidado para estudar em uma escola na qual vai ter que fazer trabalho de babá? Sim, muita fofura com uma pitadinha de drama e um ritmo leve que pode agradar alguns de vocês!

Gakuen Babysitters acompanha Ryuuichi e seu irmãozinho ainda bebê, Kotarou. Ambos perderam os pais em um acidente de avião e de repente recebem o convite da diretora de uma escola, que perdeu o filho e a nora em um acidente, para estudar e morar lá, tendo como única condição entrar para o clube de babás para cuidar dos bebês dos funcionários. Que coincidência ambos terem perdido entes queridos na mesma época, não? E não recebemos uma explicação para ela ter chamado o garoto para o serviço além do fato dele cuidar bem do irmãozinho e poder estudar e ser babá na escola.

Tem como não achar esse anime a coisa mais fofa do mundo?! ❤

Tem como achar mais “estranho”? Tem, a diretora tem um design bem “diferente” em comparação ao dos outros personagens e some a isso o fato dela ser meio tsundere e parecer na verdade que é a avó deles que perdeu o filho e a nora no acidente de avião, mas era tão distante dos dois que nem conhecia os netos e agora está tentando compensar o tempo perdido com essa proposta super estranha, do nada, impondo essa condição para o garoto, tentando disfarçar sua atitude tsundere com a desculpa de que seria mais barato usar o clube escolar para a função do que contratar babás.

É sério, japonês consegue transformar uma história que poderia ser bem mais simples – ela poderia querer se aproximar do neto agora, o acolheria, o colocaria para estudar na escola e lá naturalmente ele entraria nesse clube – em algo bem estranho, tudo bem que se ela for mesmo avó dele – o que nesse ponto seria ainda mais estranho se não fosse – deve ter um drama envolvendo o distanciamento dela do filho e da sua família, mas, ainda assim, retratar a velha como uma genuína tsundere fica meio difícil de engolir. Ao menos o anime tem alguns pontos positivos dignos de nota!

A fofura dos bebês é algo bem agradável de se ver, o drama não foi pesado nesse primeiro episódio – e nem deve ser na maior parte do tempo –, mas teve uma cena bonita e simbólica que deu uma compensada pelo público não ter acompanhado nem um pouquinho da barra pela qual o garoto e seu irmãozinho estavam passando – me refiro ao choro no hospital –, e no geral foi um episódio bem agradável e leve com personagens equilibrados – tirando a diretora tsundere. Confesso que achei um tanto quanto estranho bebês que parecem ter no máximo dois anos serem tão pequenos, mas já saberem falar algumas palavras e terem tanto cabelo, além do Kotarou ficar lendo um livro que parecia ter palavras nele – ele já sabe ler alguma coisa? Sei que tudo isso é para tornar os bebês ainda mais fotos, mas me incomodou um pouco, apesar de não ser um problema muito relevante.

No final isso é feito para intensificar a fofura das crianças, que são realmente fofas e carismáticas e foram um dos pontos fortes do episódio. Não me entendam mal, eu realmente gostei dessa estreia, mas acho a proposta meio enrolada demais sem motivo e a falta de uma base dramática envolvendo a perda familiar dos personagens fez com que os poucos momentos dramáticos não tivessem muito peso, mas ao menos estavam ali e eventualmente isso pode ser desenvolvido. Se você quer algo leve e agradável para ver com bebês super fofos e personagens simpáticos com designs legais – tirando a diretora… – e um potencial para o drama – mas muito mais potencial para derreter seu coração por ser super fofo – dê uma chance a esse anime. Vire sua babá e cuide dele pelos próximos três meses!

Desejo de coração que essas crianças possam superar o sofrimento para sorrir alegremente!

  1. Já virei babá de todos esses bebês fofos e a cena que o Ryushin pega o smarphone pra legar pro pai pra falar que o irmãozinho estava doente, eu suei pelos olhos e as lagrimas rolaram, era pra ser só sorrisos e fofura, mais os dois irmãos me comoveram profundamente, não queria que a historia começasse com uma cena tão forte. Até foi o único anime que me emocionou profundamente, tenho grandes expectativas positivas pra morrer de fofura com esse anime, mais não me façam chorar novamente não, eu não quero drama não, eu quero ver apenas fofura, fofura e mais fofura na minha tela, nota episódio 10/10.

  2. Olá, acho que o anime explicou essa parte “ambos perderam os pais em um acidente de avião e de repente recebem o convite da diretora de uma escola que perdeu o filho e a nora em um acidente para estudar e morar lá, tendo como única condição entrar para o clube de babás para cuidar dos bebês dos funcionários. Que coincidência ambos terem perdido entes queridos na mesma época, não? ” onde o filho da diretora morre no mesmo acidente que os pais desse garoto, por isso que ela encontrou eles no mesmo enterro.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Eu acho que o anime NÃO explicou, mas ficou implícito. Pelo menos foi o que eu entendi – por que outra razão a diretora e os irmãos estariam no mesmo velório? E por que ela faria questão de dizer como, além do protagonista, ela foi a única lá que não estava chorando? Por que ela deveria estar chorando se aquele fosse o velório apenas dos pais dele? Aliás, por que ele teria um velório tão grande e com tanta gente só para os pais dele?

      Eu entendi sim que tanto o filho e nora dela quanto os pais deles morreram no mesmo acidente, e que aquele era um velório para os parentes e amigos de todas as vítimas.

    • Verdade, eu não tinha pensando ppr esse lado, mas sendo assim acho melhor que ela ser parente deles. O problema é que deixaram isso no ar com o propósito de gerar ambiquidade? Fiquei com essa impressão, e a personalidade “difícil” da diretora também não ajudou muito.

      • Fábio "Mexicano" Godoy

        É só uma velha tsunderê. O anime não é tão sério assim – aliás, nada sério, e essa é sua maior fraqueza. A minha impressão é que esse setup todo, de pais que morreram e etc, é só pretexto para colocar adolescentes cuidando de bebês.

        Pelo menos até aqui, Hanamaru Kindergarten é mais legal.

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