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Bom dia!

Nessa semana em Toji no Miko as heroínas quase se separaram por diferenças de ideal e determinação, mas é lógico que isso não poderia acontecer, então elas se reuniram e decidiram como trabalhar juntas e usando suas diferenças a seu favor.

Além disso, um pouco da história do mundo é revelada. Faço uma longa digressão nesse artigo sobre a natureza do inimigo e o que está realmente em jogo, e me pergunto se a equipe criativa por trás do anime colocou tanto esforço mental nessa história quanto eu especulo (o que eu acho: provavelmente não!).

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A Hiyori quer matar a Yukari Origami e, se já dava para desconfiar que mesmo ela sendo uma usurpadora a protagonista não estava agindo exatamente por altruísmo, nesse episódio ela confirmou sua motivação egoísta. Na Tragédia da Baía de Sagami, da qual Yukari levantou-se como a maior heroína da nação, supostamente apenas ela e outras cinco tojis sobreviveram: as atuais cinco diretoras das cinco escolas. Mas a verdade é que a mãe da Hiyori também sobreviveu! E nunca mais foi a mesma. Viveu no anonimato e perdendo as forças ano após ano, até que finalmente um ano antes dos eventos do anime ela morreu. Hiyori quer matar Yukari porque ela é uma aradama se passando por uma pessoa sim, mas também porque ela saiu como “heroína” de um evento que amaldiçoou e eventualmente matou a sua mãe.

É um sentimento complexo, não é? Quero dizer, independente do que tenha acontecido depois, Yukari é uma aradama, os inimigos da humanidade e coisa e tal, portanto ninguém em sã consciência deveria ter qualquer restrição à ideia de exterminá-la. No entanto, tudo considerado, provavelmente não há ninguém além da Hiyori que realmente queira levar essa missão a cabo. Os motivos são compreensíveis: Yukari Origami ganhou a fama que possui após a maior tragédia da história envolvendo aradamas. Ela (e as futuras cinco diretoras) saiu de lá como heroína. E, por tudo o que se sabe, o Japão nunca esteve tão seguro e pacífico no que diz respeito à aradamas quanto hoje.

Então quem desconfiaria da Yukari, mesmo se evidências fossem apresentadas? Mesmo que alguém fosse acreditar, talvez acabasse concluindo que esse aradama em particular não precisa ser exterminado. Não é como se todos os aradamas fossem malignos mesmo, a Kaoru Mashiko da Academia Osafune tem um de estimação. Ele é fofinho, simpático, e até a ajuda em batalha! A Yukari não pode talvez ser uma aradama fofinha, simpática e prestativa também? Bom, embora conserve sua juventude (o que já deveria ter causado estranheza em todo mundo, ela continua parecendo uma adolescente mesmo vinte anos após a Tragédia!), acho que ninguém vai olhar pra cara dela e dizer que é fofa e simpática. Mas sem dúvida ela tem parecido prestativa.

O momento da separação. Determinações incompatíveis?

Só resta à Hiyori lutar sozinha. E como se talvez ela própria não tivesse tanta certeza da malevolência da Yukari Origami, ela se convence de que o que está planejando cometer é essencialmente um assassinato para vingar a sua mãe. Essa é a determinação dela, esse é o peso da sua espada, que Kanami menciona, e é por isso que, uma vez convencida de que é uma assassina, Hiyori está disposta a matar qualquer um se necessário for e, no começo do episódio da semana, afasta Kanami. A espada dela seria a espada que protege, não a espada que mata. Assim, torna-se muito significativo que seja a Hiyori a correr em socorro de Kanami, quando essa se encontrava acuada pelas duas garotas da Academia Osafune. Ora, a espada de Hiyori também é capaz de proteger!

Escrevi um pouco acima sobre a tal Tragédia da Baía de Sagami, e o episódio se dedicou a explicar ele um pouco. De fato, a própria Hiyori o explicou, segundo o que ela ficou sabendo através de sua mãe. A partir daqui, cabe especular um bocado. As cinco diretoras (não diretoras ainda na época) lutaram naquela batalha, bem como outras tantas tojis que morreram (e pelo menos uma que não morreu, não imediatamente). Apenas a mãe da Hiyori viu o que aconteceu de verdade? Apenas ela sabia que Yukari, ao invés de derrotar, foi possuída pela aradama? Mesmo que seja o caso, sem dúvida as cinco diretoras devem estranhar a eterna juventude da líder da Casa Origami (e me lembro vagamente de alguma delas ter comentado sobre como ela parecia jovem, no primeiro ou segundo episódio, mas posso estar sendo traído pela memória).

O que Yukina Takatsu quer?

O que quero dizer é que a coisa é ainda mais complicada do que tudo o que expliquei até agora. As ações sub-reptícias da diretora da Academia Minoseki, Ema Hashima, para ajudar as fugitivas (uma delas sua aluna) apontam nessa direção. A irritação e aparente sede de poder de Yukina Takatsu, diretora da Academia Renpu, também. E nesse episódio a Academia Osafune aparentemente agiu por conta própria ao enviar duas de suas alunas, Eren Kohagura e Kaoru Mashiko, atrás das protagonistas fugitivas. Elas as combateram, sim, mas no final das contas, depois que Kanami e Hiyori fugiram novamente, elas conversaram como quem nunca pretendeu capturá-las e entregá-las. Teria sido apenas um teste? O que pretende a ainda não revelada diretora da Academia Osafune (que parece que talvez se chame Sana Maniwa)?

Erin Kohagura (assistida por Kaoru Mashiko) ataca Kanami

Ao fim e ao cabo, estou gostando mais desse anime do que achava que gostaria. Suas personagens não são nada de mais, nem seu mundo particularmente interessante, e a animação deixa muito a desejar durante as lutas, que deveriam ser o ponto forte do anime, mas a narrativa tem conseguido me manter curioso com o que está acontecendo e com o que vai acontecer episódio depois de episódio. Não me importo de errar minhas expectativas se for para me surpreender positivamente, e por enquanto esse vem sendo o caso de Toji no Miko. Até semana que vem!

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