Quando eu vi Uchouten Kazoku, pensava que um lugar dominado por tanukis seria um tanto quanto divertido. Se tirar a parte do grande conchavo político entre duas famílias de “guaxinins” e a perda de sanidade que mistura tengus (são seres voadores do folclore japonês, tendo a forma de humanos com asas em sua maioria) e humanos, a parte despreocupada do anime, que é a vida que Yasaburou tenta transformar em algo menos complicado, seria a parte onde os Tanukis dominavam uma pequena parte da vida humana.

Mas em Gegege no Kitarou isso é mostrado de forma catastrófica. Isto é, o que aconteceria se uma enorme quantidade de tanukis quisesse dominar o Japão? Logicamente que outros youkais, como foi mostrado no terceiro episódio, quiseram fazer isso. Mas a forma utilizada aqui parece mais eficaz, pelo menos nesta primeira parte.

Vários tanukis e uma segunda lua apareceram em uma só vez, mas desta vez não foi obra de um humano que violou um selo antigo, e sim a criatura mais misteriosa do anime: aquele que lançou a flecha em Kitarou, que ninguém sabe nome, verdadeiro rosto, e nem mesmo as reais intenções de estar ali… AINDA. Neste anime, pelo que se percebe, é que os eventos principais vão acontecendo aos poucos, e para complementar um pouco mais a história com mistérios e aventuras, são mostrados vários youkais.

Bom, não foi desta vez que descobri quem é o mascarado, porém ele parece ser mais maligno que parece, já que violou aquele selo por pura e espontânea vontade. O único ser que fez isso até hoje foi aquele humano do primeiro episódio, para que ganhasse views em seu canal na internet. Mas vamos combinar que o desfecho não foi tão catastrófico quanto o de agora. Libertar 808 tanukis não é para qualquer um, principalmente em uma noite de lua cheia, onde eles batem em suas barrigas, fazendo um barulho de tambor.

Quando chega a hora da libertação do selo.

Claro que isso trouxe umas consequências bizarras desde o início do episódio. Aquela lua caindo, feito The Legend of Zelda: Majora’s Mask e a falta de sinal fez com que ficasse mais difícil de obter tanto informações, quanto envio de mensagens, fazendo com que Mana saísse de sua casa para enviar uma carta explicando a situação para Kitarou e sua trupe. O fato dela ser capturada e de Nezumi Otoko se dar mal estão proporcionalmente ligadas, porque é isso o que sempre acontece no final. Não importa quantas vezes o Homem Rato tente conseguir um trunfo, nunca sairá ileso. É como um vilão que acaba não conseguindo fazer nada sozinho e se mistura com os bonzinhos para tentar encobrir quando nada dá certo.

O que mais me deu raiva foi a falta de pé firme nas decisões da Primeira Ministra. Ela nunca pensou que, se derrubasse aquela lua, fosse acontecer algo astronomicamente ruim? O (re)nascimento de Kouryuu só foi possível por sua queda, e as decisões da Primeira Ministra do Japão foi apenas por águas abaixo. Como já vi em vários monstros de monstros gigantes, como King Kong e Godzilla, é que dificilmente armas são eficazes, principalmente por suas camadas grossas de peles. Kouryuu possui escamas ao seu redor, dificultando ainda mais, além de ser muito maior que as explosões.

Além da negligência da Primeira Ministra e de seus assessores, também teve uma falha da parte do Kitarou. Pensando que poderia destruir a pedra angular, a qual dava vida àquele ser enorme, deu um soco com o chanchako e acabou sendo petrificado. Eu também pensei que não aconteceria um processo maligno, já que o material dele é de membros do clã de fantasmas, porém foi algo inevitável. Um dos únicos seres que podem salvar o Japão no momento é o Medama Oyaji, que sempre dá conselhos ao seu filho. Será que Kitarou se libertará e a Mana ficará livre da maldição do Gyoubu-Danuki?

E é isso aí, gente. Kitarou petrificado, Medama Oyaji sozinho, a Primeira Ministra e seus assessores presos, a “cobra” solta e a cidade um caos. O que acontecerá em seguida?


Os youkais que apareceram nesta parte do episódio:

Tanuki:

São youkais parecidos com guaxinins. São mestres das travessuras e dos disfarces, mas não faz isso com más intenções, e sim em prol à diversão, assim como se entende (pelo menos em parte) em Uchouten Kazoku. As estátuas que simbolizam este youkai geralmente o mostra com uma garrafa de saquê em uma mão e sentado em testículos enormes, representado graça pessoal e fertilidade, respectivamente. Para mais informações sobre os pequenos, clique aqui.

Gyoubu-Danuki:

Na verdade, ele veio através de um outro conto. É um conto chamado “O Conto do Abalo em Matsuyama e os 808 Tanukis”, justamente os quais dão o nome ao episódio. Gyoubu-Danuki (junto com seus 808 tanukis) usava os seus poderes espirituais para proteger o Castelo de Matsuyama, um castelo construído em 1.603 e com uma estrutura montanhosa. Em algumas outras histórias, os poderes dele foram usados para fazer coisas malignas, e ele e seus 808 tanukis foram selados em Kumayama. Os detalhes estão em inglês, mas se quiser saber mais, é só clicar aqui.

Tanukis e Gyoubu-Danuki.

Kouryuu:

Este, por incrível que pareça, é mais um youkai fruto da mente criativa do autor. Além desta temporada do anime, ele também apareceu na primeira (assim como no mangá), na terceira e na quarta, logicamente em episódios com números diferentes. Infelizmente não sei muitos detalhes, além dele parecer com uma cobra gigantes com patas dianteiras e cabelos negros e compridos. Além disso, tem mais de 700 anos, e seu ovo volta aos céus de tempos em tempos.

O começo de toda destruição.

 


 

As aparições de Kouryuu:

  • Episódios 21 e 22 da primeira temporada de Gegege no Kitarou: You-Kaijuu (partes 1 e 2) – You-Kaijuu é o nome do ovo em que Kouryuu se encontra, o qual tem formato de lua cheia e vermelha;
  • Episódios 56 e 57 da terceira temporada de Gegege no Kitarou: O Exército de Tanukis Conquista o Japão! (partes 1 e 2);
  • Episódios 110 e 111 da quarta temporada de Gegege no Kitarou: A Rebelião dos 808 Tanukis (partes 1 e 2);
  • E agora a sexta temporada de Gegege no Kitarou, episódios 11 e 12: A Conquista do Japão! Os 808 Tanukis e Capital Aniquilada! A Aterrorizante Besta Youkai.

 


 

Muito obrigada por acompanhar este artigo até o final. Nos vemos no próximo!

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