A história do garoto youkai não é tão atual assim, e este aqui não é o único anime com a sua presença. A última versão de Gegege no Kitarou foi transmitida em 2007, contando até mesmo com um filme, o qual contém uma pequena animação de aniversário, juntando desde a versão mais antiga (a de 1968) até a mais atual NAQUELA ÉPOCA. Mas este anime não retrata apenas as aventuras de Kitarou, como também mostra outros youkais, que podem se mostrar tanto amigos, quanto inimigos.

O anime é adaptado do mangá com o mesmo nome, lançado pela Shounen Weekly Magazine entre os anos de 1965 a 1986, totalizando-se em 117 capítulos compilados em 17 volumes. O autor, Shigeru Mizuki, era muito conhecido por suas histórias sobre youkais. Ele morreu em 30 de novembro de 2015 aos 93 anos, e inclusive ganhou uma matéria especial na grande imprensa nacional, ainda que curta.

Vocês podem ver também que a história é simples, porém bem construída: é sobre um garoto youkai que é o último sobrevivente do clã dos fantasmas que nasceu em um cemitério e que tem como compromisso, além de ser um pouco contra a vontade, de proteger os humanos contra o ataque de outros youkais. Kitarou também conta com a ajuda de seu pai, um olho ambulante, chamado Coroa Olho (Medama Oyaji), que é basicamente uma enciclopédia youkai que não nos deixa na mão.

No primeiro episódio, somos apresentados a um fato bem atual (o que mais gosto desta obra é o fato de que ela consegue se adaptar a situações da contemporaneidade): youtubers fazendo idiotices na internet para ganhar likes e comentários dizendo que aquilo foi o máximo. O problema é que essa idiotice fez com que pessoas se transformassem em árvores vampiras, não importando o local onde estejam. O garoto simplesmente achou uma boa ideia tirar o selo que prendia o youkai que espalha as sementes dessa árvore por aí, e com isso todas as árvores que germinavam se uniam em uma única.

Quem com ferro fere, com ferro será ferido

Como youkais não existem porque, de acordo com o anime, as pessoas simplesmente não querem acreditar que outro mundo existe, e sim apenas o humano, logicamente que foi um baque para Mana:
1- Saber que o correio para chamar o Kitarou realmente existe;
2- Conseguir enxergar um youkai após começar a acreditar em sua existência;
3- Ver que Kitarou foi atingido por uma flecha.

Quando ela começou a notar a presença de youkais

A primeira batalha do anime foi muito bem animada (principalmente porque teve a presença do majestoso reigun) com os clássicos golpes do protagonista, como o Geta de Controle Remoto ou os seus espinhos. O Nobiagari também teve seu momento de estrelismo, dando um trabalho para o Kitarou. Com a junção do antigo com o novo, tudo começou a ganhar forma e sentido nesta nova adaptação.


As versões das músicas desde 1968:

Posso dizer que a música é a mesma desde 1968. Porém a forma com que são cantadas são diferentes. A primeira versão tem uma voz mais fantasmagórica, combinando principalmente com o ambiente incolor da época. Em 1971, com a TV já a cores, temos o mesmo ritmo de música, que só muda em 1985, mostrando o Nezumi Otoko (Homem Rato) cantando em um ritmo mais agitado, até mesmo parecendo uma discoteca. Infelizmente a versão de 1996 não encontrei em lugar algum, mas a de 2007 parece uma mistura de rap com a versão de 1985, ficou bem… interessante? Não sei dizer. Agora, a versão atual voltou com a voz fantasmagórica e o ritmo mais lento de 1968 e de 71, porém combinou mais com a ambientação.

Versão de 1968:

Versão de 1971:

Versão de 1985:

Versão de 2007:

Versão de 2018:


Sobre os youkais apresentados:

Jubokko (árvore vampira): ela é uma árvore que tende a germinar com ajuda do sangue que pessoas deixaram após morrerem em batalha. Como o autor escreveu o mangá na época em que estava ocorrendo a Segunda Guerra Mundial, nada melhor que contrastar com essa referência. Como estamos falando de atualidade, as coisas mudaram bastante. O fato do menino estar carregando a semente de Jubokko tem muito a ver com sua experiência de ter removido aquele selo do Nobiagari, que serviu como transportador da moléstia. Também há outro fato sobre esta árvore: quem chegar perto, acaba se tornando parte dela, então as pessoas que estavam tirando fotos no celular e estavam em suas proximidades acabaram se unindo a ela, dando aquele formato majestoso. O que também contribuiu com isso foram as diversas sementes que o Nobiagari implantou nas pessoas.

A majestosa árvore

Nobiagari: na verdade, ele é um youkai que pode tomar várias formas, mas na maioria das vezes é para brincar com qualquer um que considere sua vítima. Neste primeiro episódio, ele ficou uniforme por conta de se sentir ameaçado após ter sido liberto, além do que estava pronto para atacar a qualquer momento. Como ele quem estava espalhando todo aquele problema com a semente de Jubokko, Kitarou teve que dar um jeito nele, antes que mais vítimas fossem feitas.

Nobiagari se sentiu ameaçado!


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