Que o autor de SAO tinha fetiche por estupro eu já sabia, agora, qual era a necessidade de usar esse artifício em Alicization? Precisava usar um estupro para marcar um ponto de virada no arco? O quão apelativo e preguiçoso esse autor consegue ser em sua história? Pior ainda é as atenções do público se voltarem todas a censura dos canais de streaming e não ao quão repugnante essa cena foi, mesmo ela tendo sido censurada – e o quão conveniente e fraco esse arco está. É hora de SAO no Anime21!

O episódio até começou bem, criando uma certa tensão com a chuva que caia e a trilha sonora mais soturna. Por um instante achei que ele poderia ser bom.

Mas aí o Kirito saiu de fininho deixando seu amigo Eugeo sozinho, e quem aparece?

A vítima de abuso que recebeu uma ajuda meia-boca – para não dizer inútil – da dupla dinâmica; agradecendo e informando o óbvio: as kouhais estavam na mira.

Momentos antes da desgraça acontecer.

Há um pequeno problema lógico na atitude das subordinadas do Kirito e do Eugeo – só uma de várias conveniências de roteiro usadas nesse episódio.

Por que elas foram bater de frente com quem tinha mais autoridade que elas e já tinha se aproveitado da amiga?

Elas não aprenderam nada com o que o Kirito falou no episódio anterior? Que a ética desse mundo é deturpável e não se deve “confiar” nela.

Por que não foram pedir ajuda a quem tinha uma posição hierarquia maior que a delas na academia? Essa seria a atitude mais lógica a se tomar.

Se elas se deram ao trabalho de pedir a ajuda dos senpais, por que não se desprenderam a fazer isso de novo? Para criar a repugnante situação em que os dois violõezinhos de quinta categoria as amarram e tentam estuprá-las na frente do paspalhão do Eugeo.

Eu poderia criticar a conveniência das leis que regem esse mundo, mas se lembrarmos lá do episódio 6, não é estranho que o Código de Tabus tenha uma baita brecha, afinal, o interesse dos militares era fazer dos Fluctlights Artificiais seres violentos capazes de matar pessoas.

Algo que só conseguiriam se um elemento externo – não suscetível as leis intrínsecas aquele mundo – interferisse ali. O elemento é o Kirito, o culpado por toda aquela situação – estou zoando, o culpado não é só ele, mas também é.

Só que, por incrível que pareça, o menor dos problemas desse episódio foi o Kirito.

Ele só fez o papel incumbido a ele desde sempre. Chegar convenientemente na hora em que é mais necessário para daí ser aquele a resolver toda a situação, deixando em segundo plano o protagonista secundário do arco.

O problema maior foi outro, e nem foi o Eugeo superar o “Geass” dele. Isso ocorrer em uma situação de extremo estresse depois de tudo o que aconteceu com ele no passado é, na realidade, muitíssimo coerente e compreensível – ele remoía não ter sido capaz de fazer nada pela Alice quando criança.

Ele teve seu momento, mas por que sempre é só o Kirito que resolve a parada no final…?

O problema foi justamente a situação de estresse que causou isso e deu abertura para o Kirito pagar de herói – a última coisa que ele foi ao ter lidado de maneira tão idiota com a situação.

SAO é um anime com uma classificação indicativa diferente da de Goblin Slayer e que não tem todo um contexto para a ocorrência de cenas de estupro como seu contemporâneo.

Goblin Slayer, na realidade, suavizou o que se tornaram suas cenas de estupro no anime em comparação ao mangá justamente para evitar a censura e, acredito eu, criticais ainda mais negativas do que recebeu.

Em Alicization tanto forçaram o contexto para a ocorrência de uma cena de tentativa de estupro – se tivesse ido até o fim seria ainda pior –, quanto não buscaram agregar nada a ela. Foi apenas uma cena bem medíocre e desagradável.

O Kirito nunca chega atrasado, ele sempre chega na hora certa do protagonismo!

Perfect Blue possui uma cena de estupro emblemática e que auxilia na narrativa, valendo a pena sim ser conferida apesar de ser uma cena de estupro.

Já a cena de SAO é somente uma personificação da imbecilidade em tela. Eu entendo criticarem a censura, mas por que justamente da cena de estupro? O episódio todo também teve censura nas cenas de gore – as dos braços mutilados – e não parecem estar ligando tanto para isso.

Além do mais, a censura partiu da própria Aniplex, pois ela ocorreu nos três canais de streaming que exibem o anime no ocidente – Crunchyroll, Funimation e Hulu –, não foi uma decisão única e exclusiva do Crunchyroll.

E, sinceramente, é direito da produtora exibir a versão que achar melhor no ocidente. Ao consumir o Crunchyroll eu não pago para ver o episódio da versão televisiva, e sim a versão que a produtora disponibiliza para o canal de streaming. Não curto censura, mas em certos casos, como com essa estúpida e tosca cena de estupro, não faço pena alguma de ver.

Não quero estupro. Só quero vilão ruim morto. Acha que tens o que é preciso SAO?

Esse rebuliço todo é por causa da censura ou por causa de ter sido censurada uma cena de estupro? Infelizmente, acredito que se trate de ambos – menos pior o primeiro, mas péssimo o segundo.

Pois, hey, SAO é uma das franquias orientais de maior sucesso no mundo todo. O que eu posso pensar de uma franquia que apenas joga uma cena de estupro em sua série principal e não busca agregar nada a ela?

Têm crianças vendo SAO – não é como se uma classificação indicativa fosse seguida à risca, né – crianças que talvez não saibam o que pensar vendo uma idiotice dessas na tela.

Qual a necessidade de fazer isso? Será que não poderiam ter encontrado outra forma de provocar a quebra de um tabu?

Não, não fez. Na verdade, fez bem menos do que deveria e poderia ter feito!

Os fãs mais assíduos de SAO – os mesmos que comentavam na internet que essa porcaria de arco era o ápice criativo da obra – dizem que a cena da web novel era ainda pior, e que foi suavizada na novel, sendo a versão do anime uma versão “light”.

Se você, caro(a) leitor(a), tiver visto a versão censurada, não perca seu tempo revendo o episódio com o vídeo da tv. Veja a comparação entre as cenas aqui – a censurada e a não – e tire suas próprias conclusões.

Pense se ver personagens femininas passando por isso realmente faz algum bem a você, e se o modo como dirigiram a cena significou alguma coisa.

Como cereja do bolo, o Kirito mata o vilãozinho número um e, tanto ele, quanto o Eugeo, são levados a um encontro predestinado com a Alice. Olha que legal, ignoraram toda a busca por ela para ser ela aquela que foi até eles. Nada conveniente ela ser a cavaleira responsável logo por aquela cidade, né?

Isso jogou fora todo o esforço deles, que na verdade nunca foi mostrado em tela, na busca pela moça e deve mudar drasticamente o cenário em comparação a academia e tudo o que de chato tinha nela.

Pra ti eu dou um desconto. Pro Kirito não, ele foi só cretino mesmo!

Então foi bom a Alice reaparecer agora? Sem dúvida alguma, mas faço novamente a pergunta, a que preço? Ao preço de um desenvolvimento porco de um protagonista ridiculamente conveniente e um co-protagonista incapaz de resolver qualquer ínfimo problema por si só?

Ao preço do péssimo uso de personagens antagônicos e personagens secundárias, vítimas de um roteiro preguiçoso que tinha um potencial a ser explorado, mas este foi minado devido a imensa incapacidade do autor em criar uma trama capaz de não se apoiar apenas em clichês e outros problemas de forma?

Além disso, eu não vi nada a se tirar nas entrelinhas desse arco. Talvez só que o Eugeo superou seus traumas, mas se esse era o objetivo da trama o modo como fizeram isso deixou muito a desejar em comparação aos outros arcos.

Alicization é de uma mediocridade criativa e narrativa que salta aos olhos. O arco não quer me dizer nada e quando ele tentou, isso acabou sendo ofuscado pelos fraquíssimos roteiro e direção que ele possui. Espero que isso mude, pois, esses dez episódios foram o que de pior eu vi nessa franquia.

Por que não deixar ele cego de um olho? Que curazinha mais conveniente

Repugnância foi o que senti pela cena de estupro estapafúrdia. Conveniência é um defeito que o arco insiste em revisitar toda hora.

Não digo nem que a cena de ação não foi boa, mas do que isso adianta se todo o resto não me parece coerente o suficiente para aprofundar algum tema?

Tirando o arco de enchimento de linguiça que foi a quest entre o Phantom Bullet e o Mother’s Rosario, todos os outros arcos de SAO ao menos se esforçavam para fazer sentido, desenvolver um ou outro personagem e aí entregar desfechos questionáveis ou não.

A construção me parece muito mal balanceada dessa vez e isso não é algo que vai mudar tão fácil se começou mal.

Mas Alicization ainda tem três cours e talvez uns 3 episódios ainda nesse. Que melhore, que mude, e não apresente mais estupro ou artifício pior.

Agora que a Alice chegou será que ela trouxe todas as Maravilhas que faltavam consigo?

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    Antes de começar, tenho que admitir que ao ler este artigo senti uma satisfação profunda, pelo menos mais uma pessoa além de mim vê a mediocridade que SAO é (é por isso que acompanho este blog, onde as opiniões são sinceras e não se deixam iludir pelas “modas” e “massas”).

    Passando ao episódio, como bem referiste Kakeru, no começo com aquela chuva com aquela trilha sonora mais tensa, por uns momentos também pensei que o episódio fosse ser algo de jeito (episódio que se veio a provar uma nojice sem fim).

    Ainda nem tinha chegado ao dia deste infame episódio 10, já eu tinha sido abalroado por spoilers de tal cena de impacto e decidi verificar a veracidade das informações, foi o pior erro que eu poderia ter feito. Ao ler as diferenças entre a Web Novel e a Light novel notei o quão decadente o senhor Reki Kawahara é, ele consegue piorar o que já era nojento na web novel a outro nível desprezível e repugnante. Na Web novel aquando o paspalhão do Eugeo chega já o Raios e o seu colega já tinham abusado da Tiese e da Ronie nesse ponto já não havia nada a fazer, o mal já estava feito. Essa versão foi porca para as duas personagens femininas e uma declaração aberta da inabilidade do autor em pensar noutras formas de afectar o protagonista, foi mas a versão da Light novel ultrapassa e muito o baixo nível no autor na sua escrita e para com as personagens femininas da sua obra. Na Light novel o Eugeo chega a tempo e tal, mas o autor como não podia deixar de ser sórdido e porco, descreve o que o Raios e o outro fizeram às garotas, sendo que não bastando as garotas estarem numa posição humilhante, o autor ainda descreve que o Raios tinha passado o “bastão” no órgão reprodutor da Tiese e o outro tinha feito uma lambida na parte baixa da Ronie, a isto eu não consigo considerar escrita, muito menos um acto numa história.
    Feitas a comparações entre as duas versões das novel, só consigo achar o Reki Kawahara um deplorável como escritor (só para não chamar um nome pior).

    Voltando ao episódio 10, fiquei surpreendido como o anime retratou uma cena que eu já considerava nojenta, porca e outros adjectivos menos próprios para um blog familiar, de forma caricata, risível e execrável. Ainda não se tinha dado o inicio da coisa, eu já estava com um pé atrás, aquela sala de estar do Raios e do outro (outro porque não me lembra o nome do amigo/amante do Raios) com aquele fumo cor de rosa que se assemelhava muito a drogas usadas na antiguidade para “controlar” damas que não queriam ter sexo consentido (o que hoje seria a droga da violação Boa noite Cinderela). Quando o Raios e o seu aio foram para a outra divisão eu já sabia que ia ver um nível baixo das caricaturas de vilões que o Raios e o outro são, mas quando o Raios faz aquele salto para a cama eu só queria chorar de rir (mesmo a situação sendo séria).
    Eu vi a versão cortada e graças Deus que assim o fiz, mesmo a parte da tentativa de violação tenha sido picotada, ainda mostrou coisas a mais como o aio do Raios a passar a língua naquele sítio da Ronie e o Raios a lamber a Tiese com a sua língua do tamanho de uma régua de meio metro.
    Como já deu para perceber eu odeio vilões meia boca de quinta categoria, um bom vilão não é aquele que faz mal só porque tem poder e sim porque precisa, o Raios desde do começo que parecia que ia ser um vilão de quinta, mesquinho, mimado e trash e assim foi. O companheiro do Raios é outro merdas, este nem pode ser considerado um vilão e sim um lacaio de quinta cuja sexualidade é muito dúbia (tal como a sexualidade do seu mestre).
    Achei um desperdício de orçamento na parte do “quase estupro suavizado para respeitar a classificação etária”, não só na animação como no esforço das seiyuus em dar voz a tal momento degradante da Teise e da Ronie (pelo que li ambas as seiyuus trabalharam em pouca coisa, não mereciam ter que dar voz a personagens que iam passar por tal situação humilhante. Bem que podiam ter substituído as moças por seiyuus experientes a dar voz a hentais e a eroges ai teriam poupado as seiyuus inexperientes).
    Para terminar o tópico da violação, cheguei a ver a tal situação com pouca censura e só pude pensar que os japas têm fetiches de moralidade dúbia, não bastava a insinuação do Raios e do outro nas garotas, ainda tinham que acrescentar um soco na Tiese, um close up porco nos peitos da Tiese e um close up mais porco ainda na língua do “outro” na zona erógena da Ronie (em ambas as versões essa parte ficou com tarja preta, mas nos Blue Rays só quero ver, tal cena deverá agradar aos virjões japas e não só).

    Antes de avançar, aplaudo de pé a tua inserção de Goblin Slayer e Perfect Blue para equilibrar a polémica que este episódio gerou.
    Ainda me é recente a polémica que foi a tal cena de estupro no primeiro episódio de Goblin Slayer, polémica que não fez sentido algum por N motivos. Desde do começo que Goblin Slayer era para um público mais adulto e o facto dos goblins, criaturas vis e animalescas terem que violar mulheres tem uma razão lógica, se os goblins não têm fêmeas claro que eles terão que se reproduzir por meios alternativos (no mangá e na novel essa situação é mais fácil de identificar, mas no anime basta ter um pouco de percepção que se nota isso). A polémica em volta de GS foi pura lacração (como se diz ai no Brasil) que só soube denegrir uma obra razoavelmente boa.
    A tua inserção de Perfect Blue foi ideia de génio, em Perfect Blue não existe um estupro de verdade a protagonista do filme aceitou fazer um filme onde a protagonista desse mesmo filme passaria por um momento de violação colectiva (que pareceu uma violação de verdade devido aos gritos e os ângulos de câmara). Essa cena de pseudo-estupro em Perfect Blue não é usada por mero acaso, por mera conveniência, essa cena sob a direcção do mítico Satoshi Kon queria demonstrar a podridão que estava por detrás da indústria cinematográfica japonesa e a indústria idol.
    Ainda me atreveria a inserir Berserk, porque o próprio autor de SAO admitiu que se baseou em muita coisa dos anos 90, foi Berserk que definiu o que viria a ser Dark Phantasy e outras coisas mesmo doidas. O Raios não é nenhum Griffit nem nenhum Apóstolo para se armar em senhor todo poderoso, o estupro da Caska de Berserk já vinha a ser preparado desde do começo da Golden Age e no caso de SAO foi pura diarreia visual, é aqui que se separam os homens dos rapazes (o Kentaro Miura é um Deus vivo e o Reki Kawahara é um escritor de quinta categoria).

    Agora avançado mais um pouco, eu acima chamei de paspalhão ao Eugeo mas ele não teve culpa alguma, o Kirito é que atrai sempre os problemas. Desde do começo que o Raios nunca foi com a cara do Kirito e o Eugeo levou por tabela, o Eugeo é ingénuo, inebriado pelo espírito nobre de um cavaleiro, já o Kirito só quer mostrar que é o melhor a lutar como a mostrar que é overpower. Tudo poderia ter sido diferente se o Kirito tivesse abaixado a cabeça, afinal ele é um plebeu e o Raios era um nobre, o bom senso diz que se deve respeitar quem está acima de nós, mas o Kirito é sempre diferente. Achei um nojo quando o Kirito “salvou” o Eugeo, que falta de respeito e consideração para com a personagem do Eugeo, o Kirito o maior responsável por aquela situação deplorável foi matar o vilão número um e sai como um herói (é aqui que se vê que o poder do protagonismo pode ser hipócrita). A cena pós morte do vilão só me deixou ainda com mais pena do Eugeo e das garotas, serem salvos pelo responsável de tal nojice é complicado.

    Por fim, aquela cura do olho do Eugeo foi mais uma conveniência, mas essa tolero, o que não achei muita graça foi a aparição da Alice, conveniência mor deste arco (que passou longe de ser excelente como dizia o gado de fanboys de SAO). Eu não tenho nada contra a Golden Saber, mas é uma grande coincidência ela aparecer justo agora, faz parecer que o tempo que o Eugeo e o Kirito perderam a treinar e a formarem-se foi pura perda de tempo.
    Depois deste episódio deixei de esperar de algo decente de SAO e muito menos espero que os próximos cour sejam algo de jeito.

    Como sempre, mais um excelente artigo Kakeru17.

  2. Avatar

    Né, (..) não gostou para de assistir ué. Agora não, querem ficar criticando a (..) do anime e do autor em vez de cuidarem da propria vida. Kkkk é engraçado ler esses blogs de pessoas que se acham críticos profissionais de assuntos que não sabem nada quando lhes é feita uma pergunta aprofundada do assunto. (..) o cara escreve o q ele quiser e quem quiser assiste. As pessoas sabem pensar por si próprias e quem gostou do ep não vai mudar de ideia pq alguém fez um texto de 2 página falando quanto é ruim, muito menos o autor terá seus anos de estudos e experiências no ramo da escrita abalados por pensamentos como os seus. E não é como se por tirar uma cena dessa as crianças fossem impedidas de ver tal cena por outros meios ou que a realidade se tornasse mais segura. SAO se tornou um anime bem mais crítico ao ponto de retratar de modo mais fiel a realidade e trazendo filosofias e morais que remetem não só a oposição entre sociedade e indivíduo, mas também sobre a verdadeira importancia das coisas que devemos proteger e por conseguinte ser protegidos. “Uma vez que quando uma pessoa morre, ela nunca morre sozinha, uma parte dela vive em todos que a amam- e sempre tem quem ame”. E se mesmo assim com todos os ensinamentos que um anime escrito por alguém que não tem obrigação nenhuma de escrever oq vc quer (principamente se vc assiste grátis pela internet) tem para oferecer, vc não ficar satisfeita sugiro que vá assistir outro anime e pare de falar merda na internet pq ainda tem muita gente q achou a cena de pressao nescessaria para a quebra do tabu e não é obrigada a ver o anime sendo mudado por gente atoa que nem vc.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá João, tudo bonzinho?

      Seguinte cara, nossos redatores escrevem o que quiserem. Não gostou, é só não ler 😊

      Vou fazer de conta que você só escreveu esse comentário ofensivo porque o clima aí no Mato Grosso está quente demais, ok? Mas sinta-se livre para nunca mais voltar. Por favor, não volte.

  3. Kakeru17

    Antes de mais nada, peço desculpas pela resposta tardia Kondou-san. Acabei tendo problemas com a internet e foquei em escrever artigos, mas agora tudo já voltou ao normal.
    O que dizer de um autor que justifica o uso de estupro em sua obra porque lia muitas obras com isso? Pior, o cara sequer para para refletir sobre o impacto que uma cena de estupro mal-feita pode ter. E isso é um problema do público japonês em geral, que vive romantizando ou aliviando o abuso em obras de anime, mangá e também light novel.
    Quanto ao episódio em si, eu nem me atentei a comentar sobre o Boa noite Cinderella, pois achei muito tosco eles estarem sobre o efeito daquilo quando as garotas estavam é no quarto fechado amarradas. Na verdade, de um estuprador voador eu espero qualquer coisa.
    O Eugeo faz vergonha a personagens como Sinon e Yuuki Konno, até mesmo a irmãzinha do “mito” Kirito, porque é mal desenvolvido, depende demais do Kirito e nunca começa e termina nada sozinho. Ele parece muito mais um pedestal criado para alçar o Kirito a uma posição ainda maior do que ele já tem no universo de SAO, enquanto os problemas do Eugeo em si e seu desenvolvimento são insatisfatórios.
    Nem comento dos vilões de SAO, porque esses são ruins de praxe. Na verdade, hoje em dia já acho o Kayaba Akihiko um personagem bem razoável. Se pensarmos que ele é o pior dos vilões de SAO, desprezando o Kirito na balança, já é uma felicidade ele não ter os trejeitos cartunescos dos outros, parecendo muito mais um homem atormentado e desequilibrado que maligno em si. Ainda acho que em SAO, o Kirito inclusive, pegam muito leve com ele, que relativizam demais a atrocidade que ele promoveu, mas isso é conversa para outro dia.
    Por fim, a Alice não me desagrada, mas ela aparecer agora, assim de mão beijada, foi uma forma do autor demonstrar que não estava dando a mínima para tornar esse reencontro possível de uma forma que ao menos desenvolvesse bem o Eugeo. Foi apenas uma saída conveniente.
    Eu ficaria menos desagradado sem cena de estupro nojenta ou episódios chatos com poucas cenas de ação. Se era para eles brincarem de virar espadachins, que ao menos o público os vissem lutando e evoluindo nesse sentido.
    No final das contas, SAO falha como investigação do paradeiro da heroína, falha como história de crescimento do co-herói e falha ainda mais por ter o Kirito para tanto ser aquele que provoca a desgraça, quanto aquele que a conserta convenientemente com o poder do seu protagonismo sem fim. Alicization é tão ruim que faz qualquer outro arco questionável de SAO parecer excelente.
    Só para terminar, se houvesse uma retrospectiva dos animes do ano a cena do estuprador voador deveria ganhar de lavada como a mais patética de todas. Ao menos nisso Alicization sabe ser bom.

  4. Avatar

    Haters sendo haters, reclamam de tudo. Parece que as pessoas gostam de fechar seus olhos para a realidade do mundo e quando tal realidade é mostrada em um universo fictício dizem que não precisava ou que foi só para chamar atenção, se levarmos em conta a época e sistema de castas do Underworld pode-se perceber facilmente que é uma forma de espelho para os tempos medievais no mundo (retratado com uma baita fantasia junto), coisas como nobres se aproveitando de inferiores que não podiam “dizer não” a eles era algo normal. Então não venham dizer que a trama está mal desenvolvida ou que faltou incoerência no episódio. Assista a porra do episódio 11 antes de dizer que a Alice chegou e agora eles não terão de procura-la mais pois a forma que o autor substituiu essa missão deles foi entregando um novo mistério aos personagens nos quais terão que investigar a fundo o porquê de acontecer aquilo com a Alice.

  5. Kakeru17

    Primeiro que na época medieval não havia sequer um código de tabus como esse a ser seguido, segundo que como bem apontei em meu artigo, esse código de tabus possuir brechas e elas serem usadas para facilitar a violência era de interesse dos desenvolvedores do ambiente virtual.
    O problema em si não está na ocorrência de um estupro, mas no uso medíocre disso como recurso narrativo para gerar choque. A cena do estupro é ridícula, e não me refiro só ao ataque dos vilões caricatos as moças, mas a forma como a situação se desenrola, servindo apenas como chacota ao Eugeo e ao Kirito, sendo uma violência gratuita e desnecessária as personagens femininas.
    Qual a necessidade de chocar com uma cena vazia e dirigida de forma apelativa como essa cena foi? Realismo? Olha, Sword Art Online é tudo menos realista! Além disso, por que faria sentido ter uma cena de estupro em um anime de baixa classificação indicativa e que tem grande apelo com todo tipo de público, principalmente o infanto-juvenil?
    É desnecessário prolongar uma cena de estupro em um anime assim, mas vamos lá, é direito de quem escreve a obra e de quem a produz fazer isso, mas também é meu direito criticá-la se eu achar que a cena, e o episódio ou a obra em si, foi mal feita, afinal, vivemos em uma sociedade na qual temos ao menos um razoável direito a liberdade de expressão, não é mesmo?
    Enfim, acho que se for para usar o recurso do estupro na ficção que ele seja usado de maneira madura, não banalizando algo que jamais será banal, criando uma cena desconfortável e que não quer dizer nada em nenhum nível temático, simbólico ou narrativo como foi feito nesse episódio 10.
    Quer exemplos de animes que usam o “estupro” de maneira inteligente? O filme Perfect Blue e o anime Banana Fish, essas sim são obras na qual o estupro não é banalizado, não sendo explorado ou omitido de forma que lese a trama. Pelo contrário, há maturidade na escrita para entender como e quando usar de um recurso tão delicado como esse.
    Essa cena de estupro em Sword Art Online chega a ser ofensiva de tão mal-feita, além de ter sido usada apenas como um recurso de choque momentâneo. Os protagonistas sequer lamentam com culpa o que aconteceu com suas subordinadas? Não. Eles sequer param para refletir que se tivessem agido antes aquilo não teria acontecido? Não. Por que será que usaram justamente duas personagens secundárias para essa cena? Por que sera, né… O que essa cena tosca agregou a trama? Nada.
    Por fim, a Alice chegar do nada foi de uma conveniência ofensiva a inteligência de qualquer pessoa, mas previsível dentro do que o arco já bastante ruim vinha apresentando. Ela enviou um subordinado para contê-los, então o provável é que apareça de novo já no próximo episódio, afinal, o Kirito com todo o seu protagonismo não deve perder essa luta.
    Quanto ao “mistério” do por que ela ficou assim, se ler meu artigo seguinte verá que nem entro nesse mérito porque eles apenas conversam sobre isso, mas não pararam para investigar de fato e, de toda forma, isso não anula o quão foi ruim a “pseudo-busca” que eles tentaram empregar para encontrá-la. Não sabiam quase nada sobre ela até ela aparecer na frente deles e sequer foi mostrado em tela eles reunindo informações do paradeiro da garota ou tendo ideias de como encontrá-la. É como se eles estivessem na estaca zero mesmo após anos dos acontecimentos dos primeiros episódios, o que é uma forma bem porca de desenvolver uma jornada com um objetivo pré-definido, que era este.
    Juro que queria estar gostando desse arco, não me falta boa vontade com esse anime depois do ótimo arco que foi Mother’s Rosario, mas não tenho culpa se estou achando ele péssimo. O que fiz foi apenas externar porque estou achando esse arco e porque achei esse episódio tão ruim. Espero que você entenda e reflita sobre isso ainda que não concorde comigo. Afinal, essa é a função da crítica em geral.

  6. Avatar

    OK, Estupro pode ate ser incluído SE tiver a ver com o contexto, agregar à historia. Mas da maneira como muitos animes fazem, pra mim fica claro que é apenas FANSERVICE.

    Excesso de detalhes, a (não)reação da garota. Tudo e feito mesmo pro cara curtir aquilo e não sentir nojo. E na boa, curtir alguem sendo estuprado? Mesmo de mentirinha?

    Isso é coisa de gente doente. E infelizmente, lá no Japão tem muita gente doente a esse ponto.

  7. Kakeru17

    De fato, esse episódio de SAO Alicization foi praticamente uma celebração a cultura do estupro. Ainda que um dos estupradores tenha morrido e o outro tenha sido mutilado, isso não apaga a forma leviana com a qual um tema tão delicado foi abordado.

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