Título estranho, imagem de capa estranha e episódio ainda mais estranho é Jojo! E aí, você gosta de melão? Eu não, e nem de rostinho de bebê horroroso como o do Babyface.

Contudo, eu adorei esse episódio, porque se usuários com Stands semelhantes se atraem, então Jojo é atraído pelo Anime21! Não, o blog não é tão bizarro quanto Jojo, mas esse que vos fala tem muito a observar sobre a série.

Melone é o tipo de pessoa que não poderia ter tido um Stand muito diferente, pois já no começo do episódio fica claro como ele é estranho, obsessivo e masoquista. Na verdade, seu modo de vestir diz algo sobre o personagem – não que isso ocorra sempre, porque o Araki se importa mais com o estilo.

Eu poderia fazer um paralelo dele com o Giorno e buscar uma explicação para os poderes opostos de seus Stands? Enquanto o Melone busca transformar qualquer coisa em objeto para satisfazer as suas vontades, o Giorno dá vida ao que não tem, porque ele é um protagonista que está acima do roteiro?

Essa paleta de cores “diferenciada” combina ainda mais com gente como ele.

Zoeiras ou não a parte, o fato é que a moça da cabine do trem deu muito azar, ela pode não ter sido estuprada – reparem que ela checa se há algo de errado depois que acorda –, mas não evitou de dar à luz, e de uma maneira bizarra.

A realidade sobre a segurança da mulher é algo triste, não importa o país ou a época, mas Jojo não é como as histórias atuais desse meio que brincam com estupro como se não fosse nada.

A série se concentra em manter suas bizarrices – como Stand de controle remoto com um poder para lá de interessante – e dar vasão a situações que expõem a criatividade do autor.

Eu ficaria bolado com a conveniência que é os Pistols atrapalharem a viagem e o Mista ter terminado o serviço se não se tratasse desse grupo meio desajustado que está aí dando uns vacilos há semanas, então tudo bem, é aceitável, mas mesmo que eles tivessem seguido viagem, acredito que o Babyface os alcançaria.

O que importou mesmo nesse episódio foi a luta de opostos que se atraem do Melone contra o Giorno – eu comentaria mais sobre a Trish, mas por ora sua situação de usuária não evoluiu.

Quando a pizza mista vem sem presunto.

Pouco após eu comentar que sentia o Giorno apagado na trama ele volta a brilhar, e de uma maneira mais normal do que eu esperava. O lance dos carros foi bom, uma manobra para confundir o inimigo na qual qualquer pessoa com o Stand dele poderia pensar até de forma corriqueira.

Mas a luta com o Babyface denotava algo a mais, ele precisava observar o Stand inimigo em atividade para descobrir o seu poder e, ao se espichar a velha máxima de que usuários de Stand se atraem, deu de cara com um poder de propriedades opostas – com alguém de personalidade oposta? – e isso caiu como uma luva.

Contudo, ele não deu uma de geniozinho dessa vez, afinal, ele conhece bem o próprio Stand, então é natural que saiba lutar contra seu oposto, não precisa ser tão criativo para isso.

E isso é conveniente? É, mas desde a aparição de Stands o Araki usa a máxima da atração para justificar o roteiro, então eu não vejo o que criticar disso, seria como chover no molhado – eu acho melhor falar mais sobre a luta.

Transformar-se em objetos e transformar seres vivos em objetos foi uma maneira legal de justificar o não aparecimento do Babyface na hora do ataque, mas fiquei pensando, será que ele não tinha como transformar a tartaruga em um objeto? Se não tinha, era porque já havia gente transformada dentro dela, ou ele só não se tocou disso mesmo?

Essa é uma pintura surrealista do início do século XXI? Não, é Jojo!

Na verdade, fazer isso ajudaria o Stand a fugir? Deixo aqui o questionamento, mas acho que não. Outra coisa que pareceu meio forçada foi o Giorno falar sem o quadradinho da garganta. Tudo bem que foi pouco, mas era desnecessário, só que isso foi irrelevante e ele passar um tempinho sem respirar também; foi tudo bem rápido, não dava tempo de morrer por causa daquilo.

Eu não entendi foi o Babyface mostrar a cara depois que seu inimigo pareceu vencido, mas, na verdade, se pensarmos que ele ainda está em fase de crescimento dá para entender sim. Ele quis se gabar, foi inexperiente e deu tempo para o inimigo agir. Diria até que ele perderá por ser uma criança. Não que o Giorno seja adulto na teoria, mas na prática ele tem mais experiência para vencer.

Tinha formas mais sutis de dizer, “Eu estou de olho em você!”, né…

E não, criar uma piranha para atacar o Babyface não foi nada genial também. É quase conhecimento comum que piranhas roem tudo o que tem pela frente, e ele já tinha se deixado acertar pelo inimigo para, na verdade, atacá-lo antes.

Foi um episódio bem equilibrado entre a capacidade esperada pelo Giorno e o que ele apresentou na luta, O poder do Babyface pode não ser nada de exatamente novo, mas foi usado de maneira interessante nesse episódio e se mostrou poderoso e eficiente – ao menos em teoria – para os objetivos do grupo.

Aliás, o Melone avisou seus comparsas e o título do próximo episódio me faz crer que logo ele será derrotado e o restante do Esquadrão se verá obrigado a entrar em ação, mas não vejo a possibilidade de todos caírem até que eles cheguem a Veneza, então talvez o chefe da Passione entre em ação em breve? Vento Aureo está ficando cada vez mais interessante!

Eles podem não ser ligados pelo sangue, mas são ligados pelos poderes de Stand e uma piranha?

Só para finalizar, adorei a forma como o Melone ensinou ao Stand o que ele devia fazer. Achei muito engraçada as associações que ele fez para induzir o Babyface a matar, e faz muito sentido o “instinto assassino” partir da mãe, sair do berço. É uma pena que um personagem interessante com um poder legal deva perecer logo, mas nós já temos nosso destruidor e reconstruidor; ele é o protagonista, né.

Na seção de curiosidades de hoje temos o Stand Babyface. Seu nome é baseado no nome artístico de um cantor, compositor e produtor extremamente famoso – será que a inspiração para um poder que precisa ser gerado vem disso? – que, só para você ter uma ideia, produziu músicas para gênios como Areta Franklin, Michael Jackson e Phill Collins; além de ter recebido um total de 11 Grammys.

Tá mole ou quer mais? Sim, eu quero mais, só que nesse caso é de Giorno versus Melone. Até mais!

Passar melão na cara não vai te fazer ter um rostinho de bebê. Fica a dica.

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