Fuuka é um mangá do famoso mangaká Seo Kouji, que emplacou obras como Suzuka, Kimi no Iru Machi e algumas outras. Todas as três citadas até aqui tiveram mais de 200 capítulos e ao menos uma adaptação para anime de 12 episódios (Suzuka teve 24 episódios). Aliás, vale ressaltar que o autor gosta de “misturar” suas obras, como no caso de Suzuka e Fuuka, que possuem uma ligação direta, aparições de seus personagens em mais de uma obra de sua autoria (ainda que seja uma aparição pequena) e por aí vai. Atualmente, ele está produzindo o mangá Hitman que conta com 3 volumes e pouco mais de 30 capítulos.

Saudades dessa dupla

Voltando para o assunto do artigo, Fuuka em específico terminou recentemente (em abril de 2018) e sinceramente causou um mix de emoções em muitos fãs por conta do anime e do mangá. O anime é relativamente fiel até o episódio 8 e dali em diante, muda eventos extremamente importantes na obra, uma comparação meio doida seria como se os pais do Naruto não tivessem morrido, algo nesse nível. Já o mangá teve mudanças que o anime cortou e com isso, seguiu um caminho diferente e até mesmo interessante, conseguindo justificar até certo ponto o que havia acontecido no passado.  

Infelizmente as músicas no mangá pareciam melhores daquilo que vimos no anime

Mas no fim das contas, nenhum dos dois conseguiu agradar devidamente os fãs e eu explicarei o motivo.

Todos sentimos

Fuuka é uma continuação de Suzuka, tendo como protagonista Akitsuki Fuuka, filha dos protagonistas de Suzuka. E até aí tudo bem, afinal, Suzuka é uma obra cheia de fãs e tendo uma continuação, quem iria reclamar? Porém o nosso querido autor fez o favor de matar a Fuuka logo no início (no capítulo 36) e assim, seguir em frente com Haruna Yuu, o outro protagonista que até então era namorado da Fuuka. Já no anime, a morte da Fuuka não acontece e infelizmente tais mudanças não foram bem-vindas. No fim, Fuuka foi uma obra que na teoria viria para agradar os antigos fãs de Suzuka e possíveis novos fãs desse universo, mas no fim, desagradou quem gostava e afastou uma parcela dos novos fãs.

A morte da Fuuka Akitsuki tem um significado e um impacto gigantesco na obra vários sentidos

Mas e o Haruna Yuu? Pois bem, obviamente ele fica bem sentido com a morte da Fuuka e leva alguns capítulos para voltar aos poucos. Sinceramente, eu nunca gostei muito dele pois faltava carisma para o personagem. Inicialmente ele era uma espécie de recluso viciado no Twitter e com a aparição da Fuuka, ganhou uma sobrevida. Mas foi necessária uma enorme evolução e desenvolvimento para que ele se tornasse um protagonista decente que pudesse fazer sombra para a Fuuka. Claro que após um bom desenvolvimento ele se torna um personagem muito mais completo, interessante e com metas claras, algo completamente diferente de sua versão inicial que era apenas um garoto arrastado pela garota que gosta, assim como no anime. 

Felizmente o autor inseriu acontecimentos que pudessem acompanhar tal protagonista e o primeiro deles foi fazer com que a banda começasse a dar passos maiores, ainda que limitados. Eles conseguem entrar numa agência desconhecida que num primeiro olhar ninguém daria nada, mas que era gerenciada por uma personagem importante e talentosa na indústria da música, Saori Amaya. A partir daí, a obra ganha uma cara mais séria com a entrada dos personagens na indústria da música e todas as dificuldades que isso traz. Bandas rivais, festivais, contatos dos mais variados tipos e no fim, eles vão escalando rumo ao topo, sem esquecer de sua vocalista original e fundadora da banda Akitsuki Fuuka.

Um dos momentos mais importantes do mangá

Porém só isso não era o bastante, afinal, desde o início Yuu não era um vocalista que tinha a capacidade de elevar a banda e a obra deixava isso bem claro. E com isso, o nosso querido Seo Kouji fez o favor de colocar uma nova protagonista e vocalista na banda, Aoi Fuuka. Sim, ela tem o mesmo nome, um talento tão bom quanto e uma conexão no mínimo trágica. O pai de Aoi é caminhoneiro, Akitsuki Fuuka foi atropelada por um caminhão e o resto fica por sua imaginação (ou simplesmente vá ler o mangá e descubra tudo sobre). Fato é que a adição dela é muito bem-vinda pois casa muito bem com a ideia que a obra estava se propondo a trazer.

Inclusive, a adição da Aoi é bem interessante pois muda a obra em vários aspectos. Primeiro, a banda tinha o nome de The Fallen Moon, que Akitsuki Fuuka havia escolhido e com sua morte e como forma de homenagem, eles acabam trocando o nome da banda, que começa a se chamar de Blue Wells. No caso, a troca de nome se deve ao fato de que ninguém poderia substituir a Akitsuki Fuuka e por isso, uma troca de nome era necessária. Outro ponto interessante do ingresso da Aoi é o fato dela também namorar o Yuu e ser mais versátil que sua xará, sabendo tocar violão, por exemplo. Fora isso temos os outros integrantes que têm um papel muito importante na obra, com destaque para o Mikasa, um personagem homossexual muito bem construído e não usado como alívio cômico toda hora.

Apresento-lhe a Blue Wells

Enfim, no final das contas, eu mais apresentei como o mangá fica principalmente após a morte da Fuuka do que fiz comparações e afins. Obviamente, eu não iria “falar” sobre o final do mangá além do fato de seu término. Recomendo que leiam não só Fuuka como também as outras obras do autor pois ainda que tenham seus vários defeitos, são boas obras de romance, drama e até mesmo algum fanservice, caso você goste. Vale mencionar novamente que o autor está produzindo uma nova obra que tem como dupla de protagonistas uma mangaká e seu editor, ambos novatos na função.

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    Bah meu, lembro de quando fui ler fuuka e cheguei na parte da morte da minha tao amada fuuka, meu… escorreu um suor ocular (pq homem não chora kkkkkk), amei de mais o manga, mas poxa o tiozin criador do manga bem que podia fazer um final paralelo né po so pra demonstrar aonde e como chegaria a the fallen moon.
    Obrigado pelo artigo.

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    Eu que agradeço pelo comentário!
    Bom, se não me engano tem um capítulo extra onde o protagonista consuma o ato com ela, serve? Na verdade tem uma versão dele com todas as heroínas rs
    Já sobre a morte dela eu confesso que fiquei triste também (não tanto porque eu gostava da amiga de infância também rs). Mas com o tempo eu fui conseguindo aceitar um pouco mais até o ponto onde a existência dela era uma boa lembrança.

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