Beastars – ep 2 e 3 – Você é um homem ou um animal?

Bom dia!
O Kakeru escreveu as primeiras impressões mas sou eu, seu mexicano de mentira favorito, quem irá cobrir Beastars.
Invocando o título que ele deu para seu artigo, começo a introdução do meu com uma afirmação polêmica: seres humanos não têm instintos.
Ok, eu não estudei o suficiente sobre isso e sou leigo na área, mas do pouco que li, que pesquisei recentemente por causa de Beastars, embora esteja longe de ser consenso eu achei um bom número de pessoas que defendem isso. No mínimo bastante interessante.
Claro, dependendo da definição que se der, podemos ter muitos instintos. Mas ao mesmo tempo temos um intelecto bastante desenvolvido, capaz de suprimir qualquer pulsão natural que hipoteticamente tenhamos, além de vivermos em sociedades complexas que nos doutrinam a viver dessa ou daquela forma.
Não é incomum se dizer de alguém que vive só para o próprio prazer (sexo ou comer, por exemplo, não à toa presentes em Beastars) que é “como um animal”. Nesse sentido, a definição exata de instinto não importa.
O que eu quero dizer é que alguém que vive de forma apenas reativa, sempre agindo de acordo com padrões definidos pela biologia ou pela sociedade, não está vivendo plenamente, está apenas existindo.
Em particular em uma fase da vida em que se constrói a própria identidade, a adolescência, em que se encontram os personagens de Beastars, apenas existir, sem viver, sem tornar-se alguém, para o bem ou para o mal, soa profundamente não humano.