Darwin’s Game é originalmente um mangá escrito e ilustrado por FLIPFLOPs e lançado desde 2012 na revista Bessatsu Shonen Champion. O anime teve sua estreia na temporada de inverno de 2020 com direito a um episódio de duração estendida, o equivalente a dois em um, e a apresentação de uma trama simples, mas cheia de violência e mistérios. Sem mais delongas, vamos ao texto!

Na trama acompanhamos Kaname, um colegial que acaba se envolvendo sem querer em um jogo de celular mortal chamado Darwin’s Game. Quem mandou clicar em link enviado pelo amigo sem antes verificar a procedência, né? Dava para ter pesquisado no google, perguntado a alguém de confiança ou baixado um anti-vírus para vasculhar, mas não, ele apenas clicou, foi picado e o resto é história. Digo, um jogo de sobrevivência.

Antes de mais nada, tirando o final bobo e o movimento de câmera um tanto quanto estranho (além da animação mediana, apesar dela não ter comprometido em nada a estreia), eu gostei do que vi, me diverti e consegui simpatizar com o protagonista. Um jovem aparentemente comum que nem parece inteligente demais nem burro ao ponto de negar a realidade fantasiosa que se configura perante seus olhos.

É claro, há um período de negação, mas quando as mortes começam a ocorrer e ele vê a lenda urbana se provar realidade a sua tomada de decisão continua lógica. Ele até mesmo assume riscos para colher informações e assim conseguir escapar do jogo. Vendo que é impossível a sobrevivência dentro do jogo, passa a ser a sua única opção trilhar esse caminho da forma mais inteligente (sem exageros) possível.

O máximo que dá para dizer que ele tem de privilégio do protagonista é uma Sigil desconhecida, mas se formos pensar que se trata de um game gratuito jogado por uma parcela ínfima da população japonesa, um novo poder brotar não parece grande coisa. Aliás, faz mais sentido ser algo comum, só destacaram isso aqueles que o observaram, tudo a fim de justificar o status do protagonista. E até aí tudo bem, né.

Se trata da adaptação de um manga de ação e mistério da demografia shonen. A obra pode ter uma premissa e uma roupagem um pouco mais dark, não é mesmo um battle shonen convencional, mas não é muito diferente de um Mahou Shoujo Ikusei Keikaku ou alguma outra obra similar. Diria até que me pareceu bem mais simples, menos dramático, que a obra citada.

As circunstâncias suspeitas do combate foram ignoradas como eu já esperava que fosse acontecer, mas por se tratar da estreia não descarto a ocorrência de uma investigação policial para apurar os desaparecimentos ou até mesmo que expliquem isso como sendo uma interferência sobrenatural do aplicativo. O importante é que combates mortais acontecerão o anime todo e o protagonista e sua parceira devem ter que matar pessoas.

Se ele decidir subjugar a pessoa toda vez que se envolver em um combate (lembrando que ele não matou o cara da fantasia de panda, apenas deu aquela “sorte” de protagonista), esse anime vai ser uma piada. Duvido ser o caso, a Shuka foi um caso especial mesmo, afinal, ela quem quis se tornar “escrava” dele. Para formar uma família? Dá para esperar uma explicação razoável para isso? No Japão não tem Tinder, por acaso?

O final com os dois dormindo juntos e a garota pelada praticamente pedindo o protagonista em casamento estragou um pouco da experiência para mim, apesar de já saber que não poderia esperar algo de muito diferente quanto ao relacionamento dos dois. Menos mal que ele realmente demonstrou presença de espírito e inteligência na luta e isso certamente a cativou, mas daí a ser o suficiente para querer formar uma família já é demais.

Enfim, o que deu para entender do jogo é que nem mesmo os jogadores sabem tudo sobre ele, cada jogador recebe uma habilidade e é possível formar alianças. Resumindo, não é um típico battle royale, mas a condição de vitória também não foi revelada, talvez nem seja no anime. Então que garantia há de que o protagonista não vai ter que matar a party dele no final para sobreviver? A garantia de que a obra não parece pesada a esse ponto.

Pelo contrário, formar um casalzinho depois de um combate de vida ou morte tira um bocado o peso do jogo de sobrevivência, mas isso também é bom, pois assim o público já sabe bem o que esperar. Nada acima da média, mas um anime divertido com direito a um protagonista palpável, uma heroína que não parece bater bem da cabeça (ao menos nesse início) e violência com alguma censura. Se gosta disso, assista Darwin’s Game!

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    Kaellen Oliveira dos Santos

    Olá!!!
    Também assisti esse primeiro episódio e o vi sob a mesma perspectiva, afinal até que me entreteve. Achei o fanservice desnecessário, pois esperava um conflito maior entre os dois, ao menos antes que ambos formassem uma “equipe” (ou seria casal rsrs). A animação não é tão atrativa, mas vou acompanhar os próximos episódios.

    Até mais!

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