Acho engraçado que as vezes em que o Seigi se meteu na vida dos clientes, de um jeito ou de outro – e com uma mão do Richard – ele sempre conseguiu ajudar e no final tudo dava certo para todo mundo. Agora quando ele finalmente ouviu o conselho do patrão e pouco fez, ninguém saiu ganhando nada tirando a madame, ao contrário, foi um episódio de derrotas.

A primeira delas foi a da dignidade que o protagonista tinha, passando uma vergonha meteórica na frente da Tanimoto – mas como ela é simples, nem ligou. Falando neles, acho que a forma como eles estão se aproximando é boa da sua própria forma, porque não força sentimentos e situações absurdas.

Eles passam parte do seu dia juntos na faculdade e o Seigi tem interesse na moça, mas não é aquela coisa que tira ele do eixo ou que o torna exageradamente apaixonado e oferecido. Qualquer tentativa que ele faça, está apenas no plano de algo que se um dia der certo, tá valendo – a amizade até aqui está bacana e se evoluir eu apoio.

Uma coisa que eu gostaria que fosse consertada porém, é a forma como a personagem se coloca na história. Não acho que a garota precise necessariamente fazer parte do time das jóias, mas se conseguissem conectá-la de outra forma ao que acontece no plano geral dos mistérios, seria mais interessante – como foi no episódio em que ela falou sobre gemas.

Os momentos dela soam descolados do restante que acontece, resultando em cenas de certo modo inúteis. Penso que se era o caso de não dar uma função real a Tanimoto, melhor seria nem ter dado uma importância maior a ela. Poderiam deixar como é com o melhor amigo do Seigi, que aparece rápido e some como todo bom figurante.

Quanto ao rapaz, assim como eu tinha dito acima, ele foi uma das maiores vítimas desse episódio. Não sei dizer como exatamente ele aprendeu a sua lição, justamente porque ela se deu de forma reversa, mas o fato é que agora a questão heróica me parece temporariamente resolvida.

Richard para variar usou os poderes psíquicos dele para prever cada evento e providenciar a solução mais eficiente. O Hase apareceu na história com sua moral cinzenta e no final, acabou que foi o primeiro cliente que não cresceu com os próprios erros.

O Seigi sempre o colocou em alta, pela amizade e companheirismo que seu veterano sempre lhe mostrou, mas como todo ser humano, ele foi transformado pelas situações e escolhas que fez, não sendo mais aquele cara super legal e leal do fundamental.

A princípio confesso que estava tentando entender a história dele como uma cuja necessidade era semelhante a da avó do protagonista, mas do meio pro fim ele mostrou uma face bem mais errada do que eu esperava – mentindo e se aproveitando dos outros levianamente.

Se ele estivesse realmente consciente de quem era e do que tinha acontecido com ele e a senhora que cuidava, ele não teria inseguranças para lidar com as consequências, mesmo quando foi desmascarado e precisou devolver a opala roubada. Ele porém preferiu se aproveitar da doença mental da mulher para obter vantagem.

Achei bem interessante a forma como o Richard o convenceu a devolver a pedra com aquela história, justamente por ter percebido que ele não voltaria atrás em circunstâncias normais. E isso se confirma com a reação dele junto ao ex-amigo, rechaçando o rapaz e o fazendo se sentir culpado por algo que nem tinha a ver com ele.

Notem que fora indicar o Etránger como joalheria, o Seigi não fez absolutamente mais nada de intrusivo, não contou da vida do Hase, não fez muitas perguntas, apenas acompanhou a sequência dos acontecimentos.

Em compensação a declaração dele acabou inesperadamente alertando o Seigi sobre sua natureza “heróica”, no que agora creio que ele deva repensar muita coisa sobre como agir ou lidar com as pessoas.

O final é bem bonito, com o Richard “Xavier” mais uma vez salvando o dia, proporcionando ao companheiro o ombro amigo que ele precisava, algo que casa bem com aquilo que o rapaz disse sobre ter o joalheiro como um irmão mais velho que cuida dele.

Temos aqui mais um bom episódio, que ampliou nosso conhecimento sobre o Seigi e meio que fecha um arco de mudança dele. Aguardo para ver se nessa segunda metade do anime, vão começar a destrinchar mais os mistérios que cercam o Richard.

Agradeço a quem leu e até a próxima avaliação de jóias!

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    Hello Peoooplesss!! Só passando para dizer que ganhei uma apostaaaa….O carro do Richard é um E-Type 3.8 Fixed Head Coupé (FHC) ano 1963 (as lanternas traseiras são desse ano)!!!! E ganhei uma mariola!!!

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