Depois de terem seus caminhos entrelaçados, Fuuka e Kukuru começam a lutar juntas pelo aquário, enquanto se conhecem pouco a pouco. Uma vez que a idol teve seu sonho foi destruído, a grande expectativa agora é como ela vai se reerguer através do sonho da outra, que respira por aparelhos, mas segue firme e vivo.

Flávio: Ajudar alguém a realizar um sonho é uma atitude nobre e bela, mas da forma que está sendo mostrada, é um pouco melancólico, pois parece que para a Fuuka só sobrou a alternativa de dar suporte a um sonho de outra pessoa, porque ela não teria mais nenhum.

JG: Concordo, o anime de fato tem essa aura mais melancólica quanto a vida da moça – ao mesmo tempo em que é bem calmo e relaxante -, mas nós sabemos que por mais que a Fuuka agora enxergue o seu sonho como algo destruído, nada está perdido e ela vai encontrar nessa nova jornada um sentido para sua vida.

Digo isso até porque pelo que nos foi mostrado no episódio acerca de seu passado, embora ela esteja sendo vítima de suas escolhas, eu vejo que as suas perdas não se resumem somente a ela, mas também as pessoas que lhe cercavam.

Flávio: O segundo episódio complementou o anterior. Agora sabemos como o laço entre as protagonistas foi estabelecido. Levou um tempo para que uma compreendesse um pouco a outra. Foi natural que houvesse um certo estranhamento entre elas, devido a falta de intimidade.

JG: A Kukuru me surpreendeu, porque pude ver que ela é bem mais do que uma protagonista gente boa que parece alheia ou que age sem pensar. A garota não recebeu a Fuuka de braços abertos porque sim, mas pensou que ter ela por ali poderia ser proveitoso e ao mesmo tempo custoso, algo que estava evitando por conta da situação precária em que seu aquário estava.

Da mesma forma eu gostei do jeito com que ela se posicionou, quando percebeu que sua nova funcionaria não estava se entregando, sendo firme e honesta, agindo como alguém que leva a sério o trabalho e seu sonho.

Flávio: A Kukuru teve a firmeza necessária, e ao mesmo tempo não desmotivou a nova funcionária, dando-lhe uma chance. Um detalhe importante, é que na repreensão, a Kukuru mostrou o quão grande é seu apreço e carinho pelos animais do aquário.

JG: Essa firmeza, sinceridade e preocupação, era exatamente o que eu gostaria de ter visto nos produtores da Fuuka. O anime ainda não mostrou com detalhes como toda a dificuldade se instaurou para o lado dela, mas a impressão que fica é de que eles não entenderam o gesto dela de dar a oportunidade a outra garota – que por sinal é uma sonsa, mas enfim, continua irrelevante.

Acho sim que a protagonista é responsável pelo seu fracasso, tanto pela decisão equivocada, quanto pela sua incerteza pessoal. No entanto, pelo que ela mesma diz e até pelo que vimos na estreia, os managers simplesmente decidiram se desfazer dela por causa de um único momento e uma má interpretação.

Na vida profissional sabemos que as oportunidades não esperam pelas pessoas e ninguém se engane, porém não dá para dizer que eles sequer tentaram fazer algo pela sua artista, ao contrário, só cavaram a cova dela.

Flávio: Vou discordar um pouco. Não vejo a Fuuka como a principal responsável pelo próprio fracasso. Também não a vejo, ainda, a kouhai da protagonista como sonsa. Houve ingenuidade delas ao acharem que suas atitudes não teriam consequências.

Uma coisa que me chamou a atenção é que a agência levou em consideração a idade da Fuuka ao desistirem dela. Idols não têm carreiras muito longas, passou dos 20, já é considerada “velha” para ser idol.

JG: Eu confesso que pouco sei sobre as regras dos idols, mas acho um tanto bizarro que uma menina na casa dos 17-18 anos já seja considerada próxima da “velhice” para atuar. Enfim, de alguma forma a Fuuka acabou sendo encaixada nessa cota também, o que somou para que ela não continuasse seguindo sua trilha.

Bom, mas agora recomeçando do zero fico me perguntando como ela vai se desenrolar porque a cena dos pinguins mostrou que ela tem muito a aprender. Menciono também como fiquei satisfeito de vê-la por os dois agiotas para correr, porque isso foi uma prova de que ela está começando a mudar seu olhar sobre as coisas, por ter entendido o que o aquário representa.

Flávio: A Fuuka se colocou no lugar da Kukuru, pois ambas são esforçadas quando se tratam de correr atrás de um sonho. Mesmo tendo desistido de ser idol, Fuuka sabe muito bem o valor da dedicação em prol de um sonho, até uma simples placa é feita com todo amor e carinho.

JG: Ela chegou ali arrasada, mas ao ser chamada atenção pelos animais e ver a placa feita com tanto esmero, ela percebeu a força da Kukuru e a vontade que a menina tem de fazer seu sonho dar certo.

Justamente por também ter se dedicado muito, a Fuuka entendeu que não poderia estar ali pela metade, pois como admitiu no final do episódio, ela não estava se importando com nada, apenas seguiu o fluxo e não é assim que funciona. Fico curioso para ver como ela vai se desenvolver, agora que decidiu lutar ao lado da nova amiga e começou a por para fora o que está lhe incomodando internamente.

Flávio: Espero que ao ajudar a Kukuru, a Fuuka possa novamente ter a vontade realizar um sonho.

JG: Como eu disse lá no começo, eu tenho certeza que ela vai se reencontrar, só não sei em quê exatamente, mas vai. No mais o episódio também já preparou terreno para os coadjuvantes, suas questões e as conexões que podem se formar com a chegada da Fuuka e a necessidade da Kukuru.

Logo de cara já percebi que os dois rapazes da história tem o que trabalhar, pois o loiro do aquário parece ter algum tipo de problema em se comunicar com garotas – o que já apareceu pelo diálogo dele com a ex-idol. O outro por sua vez, parece nitidamente interessado na sua amiga, mas sem qualquer indicativo de retorno.

Flávio: “Quem dera ser um peixe para em teu límpido aquário mergulhar”. Quem diria que um trecho de uma música do cancioneiro brasileiro se encaixaria ao Kai. A Kukuru só iria prestar atenção nele se ele virasse um peixe ou outra criatura marinha.

JG: Gente, não tem comparação melhor que essa, porque conhecendo o perfil da protagonista, não tem nada mais certo que isso. Eu tenho pena desse coitado chamado Kai, mas vamos ver o que acontece até o fim dessa jornada para salvar o Aquário Gama Gama – quiçá até outras coisas.

Agradecemos a quem leu e até a próxima!

 

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