Gostei dessa quebra de padrões: menino de rosa e menina de azul

Eu escolhi assistir Twin Star Exorcists com bastante expectativa. Eu sei, comédia romântica hoje em dia raramente é grande coisa, e misturada com ação costuma ser pior ainda, mas hei, pelo menos não é harém, certo? Ainda assim não foi isso o que me atraiu. Eu gostei de estética. Vendo o material de divulgação, imagens e vídeos, achei-a interessante – e continuo achando. E achei que a premissa tinha potencial: o casal previsto em profecias para salvar o mundo do mal.

E tudo isso é muito legal mas em uma temporada onde eu comecei assistindo 33 animes (sem contar os curtos) nada disso seria determinante. O que me fez assistir Twin Star Exorcists foi ele ser uma obra baseada em mangá do mesmo autor de Binbougami ga!: Yoshiaki Sukeno. Eu só assisti o anime, que foi ao ar quatro anos atrás (2012), e como eu ri daquilo. Eu morria de rir. Pelo menos comédia tenho certeza que é o forte do senhor Sukeno.

Havia quem aqui e ali apontasse com preocupação o Studio Pierrot, mas eu não me importava como ainda não me importo com isso. Acho a animação, a arte visual, importante sim, mas sou do tipo que se tiver uma história que me diverte não ligo muito não importa que porcaria esteja na tela. E o enredo é de um mangá do mesmo autor de Binbougami ga!, o que poderia dar errado?

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Com efeito, assisti o primeiro episódio e adorei. Gostei do cenário, dos personagens, do mistério, de quase tudo o que havia para se gostar ali. Muitos episódios tiveram os tais previsíveis defeitos de animação, mas já disse: não ligo. Gostei do Rokuro e da Benio um tantão desse tamanho. Não que a história seja perfeita e os personagens sejam todos ótimos, muito longe disso. Mas ao fim e ao cabo eu gosto do cenário e gosto de seus protagonistas. Ponto.

Não gosto de você, Subaru

Não gosto de você, Subaru

Mas chegamos onde chegamos, não é? Lembra do episódio anterior? Eu sempre reclamei de como achava que o anime estava forçando demais a mão em juntar o Rokuro e a Benio, o que é meio esquisitão por si só, ao mesmo tempo em que ninguém parecia preocupado com a real ameaça dos kegares super-fortes que até onde todo mundo sabia estavam aparecendo coincidentemente apenas na região dos protagonistas. Na verdade, descobrimos em algumas cenas aqui e ali, tinha gente preocupada com isso sim, então foi mesmo só um problema de foco: quem quer que esteja por trás do anime de Twin Star Exorcists acha que eu quero assistir o Arima tentando juntar duas crianças de 14 anos em matrimônio (o que é ilegal no Japão, aliás) ao invés de ver mais investigação e mais kegare. Acharam errado.

Ela ri da minha cara

Ela ri da minha cara

E achando errado, achando que estavam errando pouco, resolveram errar muito. Enviaram uma segunda personagem, Subaru, apenas com o propósito de amarrar esses dois (que sequer possuem sentimentos um pelo outro, vai vendo). E ela teve não um episódio, mas dois. Um arco só disso. O episódio anterior e esse. Para não dizer que não trataram do tema que eu acho importante, relevante, teve dois episódios descritivos onde jogaram todo o mistério em cima de mim de uma vez só. Parece que até houve uma investigação, mas isso foi feito fora da tela, porque quem se importa né?

E tudo isso temperado, sim, com a animação horrorosa da Pierrot. Eu não me importo tanto assim com animação. Desde que haja algo para eu degustar. Uma boa história. Eu ainda acho que há uma boa história, mas estão contando do pior jeito possível e esse arco foi particularmente atroz. Por outro lado, que bom que ele veio na virada da temporada.

Parece que Twin Star Exorcists vai ter 50 episódios, diria um site de streaming chinês que manteve a informação no ar por engano por apenas algumas horas. No ritmo que está, dá pra saber que não acaba agora de qualquer jeito, né? Eu vou continuar assistindo. Provavelmente até o final. Mas essa é, até segunda ordem, minha última análise de um episódio de Twin Star Exorcists no blog. Ah, eu sei que nem analisei nada né, mas sei lá, leia o artigo do episódio anterior que é praticamente igual. Só acrescentaram o detalhe aqui de leitura de mente. Não! Ler mentes é impossível! Mas você tem que manjar seu parceiro e prever o que ele vai querer, saca? Saco. É isso aí, parei por aqui. Vai ser melhor assim.

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  1. Este episódio para mim foi uma porcaria, tal e qual como o episódio anterior. Não percebo a obsessão deles pelo casamento da Benio com o Rokuro, a mestre Subaru é outra treta irritante, já para não falar dos clichés neste episódio (até que parece que um adolescente não ia ter revistas eróticas com ele). Acho que fazes muito bem em deixar de fazer o review deste anime, eu acho que a temporada que vem tem animes mais interessantes do que este.
    Como sempre uma excelente matéria.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Mais um desabafo que uma matéria né? Hehe.

      Mas sim, o anime vai continuar e tenho que decidir se continuo escrevendo sobre ele ou se abro espaço para um anime novo. Com um arco como esse último a decisão é fácil.

      • É muito mais fácil, quem me dera que Joker Game que acabou hoje, tivesse 50 episódios, anime mesmo que episódico é muito bom.

      • Fábio
        Fábio "Mexicano" Godoy

        Já assistiu o final? Eu não vi ainda, hehe. Só diz se é diferente do resto ou mais do mesmo, estou curioso

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