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Com todas as partes legais tendo acontecido na semana passada, neste episódio tivemos apenas o corriqueiro duelo entre pai e filho. Nada de muito empolgante, nada de muito excitante, mas afinal se todos os episódios fossem interessantes não saberíamos o que é interessante de verdade, né? Então deixa a calmaria tomar de conta, e nosso ruivo protagonista perder para o seu pai pela 490º vez. Ah vá, isso não é spoiler pra ninguém, afinal desde quando uma criança pretensiosa seria capaz de vencer um ex-Segunda Cadeira da Elite dos Dez e quase formando da Tootsuki? Nah, nem em sonhos.

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O tema é divertido: um café da manhã nutritivo e revigorante. Os juízes serão Fumio-san, Isshiki-senpai (que veio de intrometido) e Megumi-chan (que caiu de pára-quedas mas serviu pra fechar o número ímpar). Vou pular o suspense e dizer logo: Souma fez um risoto de maçã que foi regiamente aprovado, mas inicialmente não me parece tão gostoso assim. Já seu pai preparou um lámen da sustança – eu amei esse fansub! -, que a princípio parecia pesado e inadequado mas se mostrou perfeito para a competição. O segredo era simples: Souma pode ser um bom cozinheiro, mas Joichirou não só é mais experiente, mas também carrega consigo o conhecimento em ter cozinhado em diversos países. Ele mesmo já mostrara na noite anterior pratos que aprendera em continentes bem distantes do pequeno Japão, temperos advindos das arábias ao Havaí. Isso não é algo que simples talento nato e força de vontade possam superar. Parece trapaça? Sim, ainda mais quando ele admite em alto e bom som à Fumio-san que jamais pegou leve com o garoto. Isso desde seus 11,12 anos, quando duelaram pela primeira vez. Isso é relevante? Aparentemente é só um cara que gosta de se divertir às custas de seu filho, e no fim das contas pode até ser isso mesmo, mas acabou tendo também um lado positivo com a qual eu não consigo concordar 100%.

 

A comida desses dois tem propriedades assustadoras.

A comida desses dois tem propriedades assustadoras.

 

Já comentei antes que o mérito de Souma em sobreviver a uma escola de culinária sem ter o conhecimento prévio que a maioria dos alunos recebe do lugar se deve totalmente a seu pai, que o treinou a vida toda de forma que ele não soubesse que estava sendo treinado. As técnicas, os ingredientes, o preparo, o instinto, tudo foi presente de Joichirou. Mas mais do que isso, ele ensinou ao filho como lidar com a derrota. É isso aí, anos e anos sendo humilhado pelo pai em competições aparentemente sem propósito ensinaram o garoto a compreender que perder nem sempre é ruim, que no mínimo é possível aprender algo com isso. Ah, mas estar habituado não significa ser conformado, nem de longe, basta analisar o entusiasmo dele a cada vez que o velho o desafia, ou a frustração quando foi meio que vencido por Shinomiya. E é mais ou menos por aí que mora a parte que me deixou encafifada: Souma até pode parecer um bom perdedor à primeira vista, ou quando faz aquele discurso inflamado a Erina, mas por outro lado ele se tornou obcecado por competição. O jogo lhe é mais importante do que a vitória, então ele acaba aceitando a maioria dos desafios que recebe ou os causando, sem pensar nas consequências. O eterno loser é agora um viciado em adrenalina, e tirar isso dele é um problema seríssimo. Por outro lado, levar a sério uma criança que, mesmo tendo crescido em meio a batedeiras e panelas, não tem um centésimo do talento do pai famoso poderia ter tido resultados desastrosos. Se a intenção do pai era estimulá-lo, Souma poderia ter crescido retraído, com baixa autoestima, sem acreditar no próprio potencial, e isso o teria feito nem mesmo ingressar na academia. “Ah, mas é só um anime.”, “Ele teria mudado de estratégia se notasse que está dando errado.”, “Foi para o bem dele.”. Talvez sim, talvez não. Mas nada disso muda o fato de eu não ser muito fã dessa tática de ensino, digamos. E a saída meio fugitiva de Jouichirou não ajuda em nada a sua defesa. Ele mesmo diz que prefere o garoto livre; é um gato de rua criando outro, vai saber o resultado disso. Tá, ele é carinhoso ao seu modo meio tsundere de ser, e isso é meio fofo, eu acho.

Ah, ainda tem nossa loira: ela pensa em seu antigo cozinheiro com carinho, e inclusive o avista quando ele está de partida, mas acaba perdendo-o de vista. Uma pena, eu realmente quero ver a cara dela quando descobrir que o seu atual nome é Yukihira, huhuuh.

 

Pra agradar um paladar quase tão exigente quanto o do Bills, ele deve ter uma mão mágica, viu!

Pra agradar um paladar quase tão exigente quanto o do Bills, ele deve ter uma mão mágica, viu!

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