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Há alguns episódios que Sakura Quest deixou um pouco de lado os planos mirabolantes para atrair turistas e revitalizar a cidade, para “olhar para dentro”, ou seja,  focar mais na própria cidade e seus moradores.

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Personagens lamentando o inverno

O anime tinha a opção de escolher de novamente explorar o conflito da Maki, devido ao fato dela ter fracassado novamente, mas a história tomou o rumo certo ao evitar mais drama e nos confirmar que a Maki está amadurecida. Ela encarou o resultado do teste de cabeça erguida, voltando a ajudar suas companheiras sem se abater, e demonstrando seriedade e determinação na realização de suas funções.

Foi interessante vê-la mostrando seu talento numa peça simples, na qual ela não teria visibilidade como atriz, mas que tinha uma plateia receptiva e que reconheceu seu esforço. Aliás, toda a cerimônia de graduação promovida pelo Conselho de Turismo (com aval do Conselho de Educação) foi feita com muito carinho e dedicação.

O episódio foi interessante pois, apesar de não ter um grande drama, apresentou várias coisas, desde a superação de um fracasso até como o inverno afeta as pessoas daquela cidade. A cena em que os personagens estavam reclamando do frio foi natural e divertida ao mesmo tempo. Apesar do fator clima ser algo tão comum, foi perceptível como isso afeta profundamente a rotina de um lugar.

No artigo anterior disse que é interessante tocarem no tema de reaproveitamento de espaços vazios e, claro, que o Conselho de Turismo acharia uma saída para aquela escola, que infelizmente será demolida, mas enquanto isso não acontece, ela não ficará ociosa, pois se transformará em um centro cultural. Vale destacar que as meninas não se abateram diante do completo fracasso da primeira ideia mostrando amadurecimento de todas elas. Outro ponto a ser mencionado é a adaptação em forma de peça da música que a Ririko postou na internet, que será incorporada no festival que elas estão realizando.

Maki fazendo o que mais gosta

Aquela escola foi muito importante para Manoyama, pois várias gerações passaram por lá, desde o Kadota até a Maki. Todavia, a baixa natalidade acabou refletindo no números de matrículas. Essa cerimônia não tem como objetivo somente despertar nostalgia naqueles que outrora foram estudantes de lá, e sim mostrar que aquele lugar ainda “vive”, ou seja, o espaço pode ser útil enquanto ele não for demolido. Ao invés da escola ser só uma lembrança, os moradores podem usá-la como forma de difundir atividades culturais na cidade, fazendo com que esta se torne atrativa para os próprios habitantes. Como eu já disse uma vez, a cidade precisa ser antes de mais nada agradável para os seus, para depois pensar em atrair visitantes.

Por fim, gosto muito quando o anime traz um olhar voltado para o próprio lugar e ao mesmo tempo desenvolve os personagens. Embora a Maki tenha sido a que mais tenha se destacado nesse arco, devo dizer que todas elas estão amadurecendo cada vez mais a cada novo desafio imposto.

E que venha logo o festival, trazendo fortes emoções na reta final deste show.

  1. Este episódio de Sakura Quest, foi mediano (mas mais para o lado bom, do que para o lado mau). Não é novidade nenhuma que de todas as garotas do núcleo principal de Sakura Quest, a Maki é a que menos gosto e que considero que tem o drama e arcos mais fracos de todo o anime.
    Passando mesmo ao episódio, estava na cara que a Maki, nunca conseguiria passar na entrevista de emprego, para participar no filme, daquele director famoso que lhe enviou uma carta para ela participar no casting. Vários, factores estiveram contra a Maki, nessa entrevista, sendo a idade e a rebeldia da Maki os factores principais para ela não ter passado no casting). Claro que a Moe kouhai da Maki iria passar, para a próxima fase da entrevista, a Moe é jovem e acima de tudo , é manipulável, ela faz tudo para ganhar fama (como se viu , já neste anime, naquela triste cena onde a Moe, onde esta engole uma barata ao vivo num programa de tv duvidoso.
    A parte do café/restaurante, eu não gostei muito. Foi interessante ver todo o mundo junto lá a pensar como o tempo frio e a neve dificultavam as actividades de cada um, mas a parte das cantorias da Ririko já me começam a incomodar, é sempre a mesma música do dragão, na primeira vez que se ouviu esta música foi bonito, na segunda vez agradável, mas à terceira já começa a ficar chato, a Ririko cantar à capela sempre a mesma música. Da parte do café, só a ilustre presença do mito Sandal é que me agradou.
    Agora a preparação e execução da peça teatral sobre o Natal, eu gostei bastante, quiçá a melhor parte do episódio. Não tem como não admirar o esforço, que o conselho de turismo, investiu na revitalização e uso recreativo daquela escola desactivada. Acho que é uma inutilidade demolir uma escola desactivada, no caso do anime a escola fechou por falta de alunos, mas para um edifício daquele tamanho, este pode ser transformado em mil e uma coisas, como um centro cultural (como o conselho de turismo propôs no anime), uma escola para idosos ou mesmo um centro de actividades (daqueles onde se fazem palestras e amostras de agricultura).
    A parte da peça teatral, atraiu muito os holofotes para mim, nesta parte vimos o que de melhor a dubladora da Maki pode fazer. Este episódio foi riquíssimo, no quesito da dublagem, em todos os personagens, mas a excelente performance da dubladora da Maki, foi o grande destaque. Naquela peça de teatro, vimos como a Maki é uma excelente actriz, a forma descontraída, o bom uso de voz e expressões faciais dela, são dignos de actrizes de topo. Aquela parte da graduação dos antigos alunos daquela escola também foi muito bonita, o sentimento de nostalgia, misturada com alegria foi mais que evidente nesta parte.
    Antes de terminar o meu comentário, tenho que falar do pai da Maki. O pai da Maki, mesmo parecendo que estava contra a escolha profissional da filha, ele sempre viu orgulhoso os trabalhos dela, como todas as noticias do jornal. Achei uma atitude bonita por parte do pai da Maki, quando este pagou o conserto do tambor pertencente ao tesouro do festival de Manoyama, afinal ele não era tão mau como parecia.
    Como sempre, mais um excelente artigo de Sakura Quest Flávio.

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