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Bom dia!

Ousama Game poderia ser ruim, mas bom, e esse episódio mostra isso. Ousama Game poderia ser outro Another (trocadilho intencional), mas escolheu ser o único Ousama Game.

Eu sei que a história de Another é objetivamente melhor, então mesmo uma adaptação decente do primeiro mangá de Ousama Game não seria tão boa, mas seria divertida. Porém, anos depois, quem se lembra de Another? Não é como se um anime desse gênero (ou qualquer anime) precise mesmo ansiar por voos mais altos.

Mas Ousama Game não precisava rastejar no chão também.

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Esse episódio foi inteiro de flashback, e inteiro mesmo, sem nem uma ceninha do presente. Começou no passado, exatamente onde o flashback do episódio anterior havia parado, e continuou contando a história de forma natural até o fim do episódio. E foi decente, não foi? Não foi bom. Ousama Game deu um tiro no pé quando decidiu adaptar o spin-off continuação, porque já sabe-se que está todo mundo morto no passado, o Nobuaki já disse. Não há tempo para solidarizar-se com os personagens, sentir nada por eles, porque são muitos e apresentados brevemente, e adicionalmente já é sabido que irão morrer. O resultado é a dessensibilização da audiência.

RIP Kaori e Yousuke

O Nobuaki, por outro lado, bem que poderia usar um pouco dessa dessensibilização a seu favor. Se cada morte não fosse para ele tão sentida, se não fosse como se ele tivesse perdido um amigo querido mesmo quando um colega que ele mal conhece de rosto morre, ele conseguiria lidar muito melhor com a situação. Teria tempo para pensar e escolher o melhor curso de ação. Teria tempo para pensar e não agir de forma desnecessária – e embora eu ache uma forçação de barra tremenda o Rei interpretar que chorar é “desnecessário” para o jogo, com certeza no caso do Nobuaki, metaforicamente, isso faz sentido. Mas eles são todos adolescentes.

Eu me lembro de quando eu era adolescente e a morte era algo que nem passava pela minha cabeça. Era como se eu fosse viver para sempre, e como se isso fosse óbvio. Da mesma sorte, meus amigos todos iriam viver para sempre, e todos seríamos sempre amigos, e estaríamos sempre juntos, sempre retornando aos mesmos lugares e fazendo as mesmas coisas que gostávamos. Se você está nessa fase da vida ainda, não vou perder meu tempo te dando conselhos que você provavelmente já ouviu ou leu várias vezes – nem tenho direito disso. Mas se, como eu, já deixou a adolescência para trás, deve entender essa sensação que eu descrevo e talvez lamente-se de forma nostálgica sobre como tudo durou tão pouco. É impensável que, tendo tudo arrancado de uma vez só justamente nessa fase de sua vida, e de forma tão cruel, se possa pensar com calma.

É disso que o povo gosta, é isso que o povo quer. Pelo menos em um terror trash.

A não ser que você seja a Ria e tenha passado por uma experiência tão traumática que se isolou e sequer está aproveitando sua adolescência em primeiro lugar. Ela já estava dessensibilizada desde o começo e essa é a sua grande vantagem. Ela quer viver, mas todas as vezes em que ela instou alguém a matá-la provavelmente estava sendo meio sincera também. Não teria se importado de morrer ali. Infelizmente, como o anime é um flashback, já é sabido que ela vai morrer, e o Nobuaki vai viver, e isso mata todo o propósito da personagem. Provavelmente se pode esperar que ela ajude na elucidação do mistério sobre o Rei, e talvez um arco de crescimento pessoal no qual ela recupere a tão necessária empatia pelo outro e o amor próprio para genuinamente querer sobreviver.

Esse episódio teria sido um bom episódio intermediário, nem bom nem ruim, de um bom anime de Ousama Game. Mas alguém decidiu que esse mero ponto intermediário medíocre deveria ser de longe o ponto mais alto do anime até agora, por sabe-se lá qual razão.

  1. esse episodio adaptou a parte do anime que mais gostei e a parte que mais odiei do mangá tenho que dizer que eu fiquei muito tenso quando pessoas morriam sem parar nesta parte era uma pessoa atras da outra (mesmo que tivesse matado personagens que eu pensei que seriam importantes mais tarde no mangá) mas ficou de bom tamanho pelo o suspense , mas quando o nobuaki vai para a vila eu fiquei de saco cheio pelo o fato de que eles introduzem algo na narrativa que parece ter saído de um roteiro de ficção cientifica (fiquei chateado pela a causa das mortes parecer ter saído de um roteiro de ficção) mas pelo menos o anime adiou a explicação das mortes (graças a deus) a pior coisa no anime e no mangá é a morte da kaori serio eu juro que ri quando ela morreu no mangá e gargalhei quando ela morreu no anime , acho que o anime vai ser uma boa comedia involuntária a partir daqui .

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      O anime está horrível desde o começo. O mangá está longe de ser uma obra-prima, ou mesmo uma história de terror honestamente boa, mas consegue ser divertido a maior parte do tempo. Digo, o primeiro mangá, o original, porque os spin-offs eu não li. Mas esse anime adapta o mangá original em forma de flashback no meio da história do spin-off, cheio de cortes, spoilers e alterações – e com uma animação péssima e falta de coragem para fazer mortes visualmente interessantes, como se espera de uma obra desse gênero. Nada se salva. Nem rir eu tenho conseguido – acho que só a Ria Super Saiyajin me arrancou um sorriso.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! =)

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