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Bom dia!

O Café com Anime é um bate-papo descontraído sobre animes da temporada entre mim e meus colegas Vinícius, do FinisgeekisGato de Ulthar, do Dissidência Pop, e Diego, do É Só Um Desenho.

Continue lendo para ver como foi a conversa da semana sobre o Animegataris, episódio 6!

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Fábio "Mexicano":
Quem vai gostar mais desse episódio? O Diego estava falando bem dele mais cedo. O Vinícius é o único entre nós que talvez compreenda a sensação de visitar lugares de peregrinação otaku. O Gato é o fã número 1 de Girls und Panzer, a referência maior desse episódio (“Girls & Tank-tops” – LOL). E aí? 😃
Fábio "Mexicano":
Comecem a batalha!
Diego:
Só digo que acabei de pensar que teria sido legal ver o pessoal de Animegataris em tanques e cantando Katyusha 😃 (sim, essa é a minha única referência de Girls und Panzer, ALGUM DIA EU ASSISTO ISSO, JURO). Já sobre o episódio em si, eu achei ele hilário em diversos momentos, ao mesmo tempo que achei bem cringe. O anime reconhecer como personagens de anime tendem a ser absurdamente densos para com a garota que gosta deles é bem legal, mas esse reconhecimento ao mesmo tempo entrega que não era esse o sentimento que a Miko nutria pelo Kai Kai (ou alguém aqui chegou a acreditar que os dois ficariam juntos?).
Vinícius Marino:
Eu me identifiquei bastante com esse episódio. Eu QUASE visitei Chichibu (cidade de Anohana e Kokosake) na minha viagem ao Japão. Acabei desistindo porque, como o próprio episódio mostra, esse é um tipo de passeio difícil para estrangeiros. Muitas destas cidades estão fora dos grandes eixos turísticos – e, em alguns casos, das linhas ferroviárias principais. Sem contar a barreira da língua. Japão já é bem pouco “English-friendly”, mas na zona rural, menos ainda.
Vinícius Marino:
Kamakura, pelo contrário, é bem pertinho de Tóquio. Foi uma das experiências mais “anime” que tive, mas por outros motivos: fui abordado por um grupo de ginasiais para uma “entrevista com o gaijin”.
Vinícius Marino:
Vinícius Marino:
De resto, a cena final também me trouxe lembranças dos meus anos de estudante. Eu tinha uma amiga fujoshi que me falava na cara dura que fantasiava comigo e com um amigo meu de turma se pegando.😂
Gato de Ulthar:
Se eu gostei deste episódio? SIM! Tirando as maravilhosas referências a Girls und Panzer, que são um espetáculo à parte, houve muitas coisas elogiáveis neste episódio.
O anime continua sendo muito bem sucedido em inserir material informativo de uma forma super didática. Aprendemos bastante sobre vários lugares importantes para o universo otaku.
Animegataris também não mediu esforços em zoar os próprios otakus, mostrando muitos estereótipos frequentemente usados na indústria dos animes. O destaque neste sentido vai para o suposto envolvimento amoroso entre o Kai Kai e a Koenji, com direito a tropeção com os peitos sobre o rapaz, e uma fantasiação fujoshi….
Fábio "Mexicano":
Achei que vocês realmente não iriam curtir muito esse episódio, droga, minha tentativa de ser sarcástico falhou 😛
Falando sério, eu gostei do episódio também mas acho que ele foi o mais slice of life puro e menos “didático” até agora. Não gostei muito da piada do Kaikai achar que a Miko estava afim dele mas vá lá, isso é um clichê de anime e foi devidamente parodiado, além de ter servido de desculpa para a boa piada dos “raios divinos”
Vinícius Marino:
Achei que a primeira parte, sobre o turismo otaku, foi bem didática. Isto realmente é uma indústria em franco crescimento no Japão, e o episódio chegou até a dar nome aos bois, discriminando alguns dos locais mais badalados.
Fábio "Mexicano":
Ah, eu também acho, mas é algo que para nós diz muito pouco respeito
Gato de Ulthar:
Achei divertidíssima a parte dos raios! Mas teve uma coisa que me deixou muito “WTF”, como a Minoa se perdeu na floresta e acabou amarrada em um tronco???
Gato de Ulthar:
Sozinha!
Fábio "Mexicano":
Clichês! 😀 Aquele realmente não era o dia de sorte dela…
Diego:
Eu me perguntei exatamente a mesma coisa na hora, Gato 😃 Mas bom, é como o Fábio disse, esse realmente não era o dia dela. Me pergunto se ela ofendeu alguma divindade antes de sair de casa, tipo xingar a Haruhi ou coisa do tipo kkkkkk
Vinícius Marino:
Falando de seu enredo especificamente, não comprei muito todo o drama em relação à Minoa. Acho um tanto implausível que este surto de insegurança fosse brotar agora, depois de tudo o que eles já passaram juntos. Só o episódio passado, em que a Arisu “calçou os sapatos” da Minoa ao visitar uma convenção pela primeira vez, já foi suficiente para mostrar que a relação dos “hardcores” para com ela já é bem diferente.
Vinícius Marino:
Felizmente, Anime-Gataris não se leva muita a sério. E esse tipo de conflito “manufaturado” não atrapalha o humor, tampouco o clima geral de descontração que ele vem entregando tão bem
Gato de Ulthar:
Creio que esses conflitos “manufaturados”, utilizando o termo do Vinicius, surgem especialmente para o anime aplicar os clichês mais comuns da indústria do anime, como no caso da protagonista insegura, ou do suposto caso amoroso entre o Kai Kai e a fujoshi. Isso é esperado e não incomoda quando a própria proposta no anime é tirar sarro dos otakus, além dos aspectos educativos, claro.
Vinícius Marino:
Com certeza. Anime-Gataris é bem “meta” nesse sentido. A reação do Kaikai após ver os seios da Koenji foi exemplar quanto a isso: “Esse não é o meu gênero” LOL
Fábio "Mexicano":
“Esse não é meu gênero”, se lido da forma errada (ou “certa”), justifica a conclusão da Miko no final do episódio 😃
Diego:
Kai Kai best girl 😃
Fábio "Mexicano":
Vamos encerrar Animegataris à moda? Vamos? Vamos!
Fábio "Mexicano":
Você está em seu clube, superou todas as dificuldades externas, está participando de atividades, tudo está indo maravilhosamente bem. Até que, não mais do que de repente, você se vê em dúvida. Fica inseguro consigo mesmo. É como se o doping de toda essa felicidade tivesse passado e terminado em uma bad trip violenta. Será que seus colegas de clube realmente apreciam a sua companhia? Será que você está contribuindo de alguma forma construtiva para o clube? Será que não está só querendo acreditar que está tudo lindo e maravilhoso, mas na verdade não está? E que a culpa é sua por não estar? Já se sentiram assim em algum grupo social antes? Como reagiram, ou como reagiriam? Espero que não se percam na floresta e acabem inexplicavelmente amarrados em uma árvore!
Vinícius Marino:
Bom, eu já me senti assim alguns vezes na adolescência. É aquela velha história: o momento em que descobrimos que não somos o “melhor amigo” do nosso melhor amigo. Hoje sou mais cínico em relação a isso, mas quando tinha a faixa etária das personagens, preferia agir como a Minoa, isolando-me.
Até um dia em que eu terminei (figurativamente) amarrado em uma árvore, e decidi ser mais pró-ativo com meus relacionamentos.
Vinícius Marino:
Não quero puxar essa discussão para um tom muito sério, mas acho que a verdade é que há um certo charme em ser solitário, incompreendido. É muitas vezes a vaidade que faz as pessoas se sentirem “por fora”. Quando temos alguma humildade para nos aproximar daqueles ao nosso redor, muitas vezes nos surpreendemos positivamente.
A relação da Minoa é exemplar: ela se acha “deslocada”, mas ninguém do clube até agora manifestou qualquer hostilidade em relação a ela. Pelo contrário: a própria ação da Arisu de “enfiá-la” no grupo contra a vontade mostra quão bem-vinda ela é (e quão solitária a própria Arisu estava). Por isso até achei estranho essa “crise de consciência” da Minoa ter surgido justo agora.
Diego:
A crise de consciência eu acho que vem menos dela se sentir deslocada e mais por conta das trapalhadas dela. Tanto que ela acha que seu jeito desastrado está arruinando a viagem dos demais, e não que ela não se encaixa no grupo.
Já sobre a pergunta do Fábio, eu basicamente sempre tive sentimentos do tipo, então nem chega a ser uma questão de “se”. O que eu faço a respeito? Meio que nada, na real 😛 Não (conscientemente) me isolo dos outros, mas também não me “forço” nos outros.
Gato de Ulthar:
Ah bem…. Eu sempre fui um adolescente solitário, tirando um ou outro colega que compartilhava interesses comigo, como animes e games. Então eu sempre me senti inseguro ao fazer partes de grupos. Isso foi mudando com o tempo, quando eu passei a ter confiança em mim mesmo e nas minhas habilidades. É um caminho de transformação. Se eu tivesse em meu grupo escolar sobre animes, eu acho que ficaria bem integrado, pois era um dos poucos assuntos que me fazia interagir socialmente.
Fábio "Mexicano":
Eu até hoje vivo isolado, não tenho amigo nenhum na faculdade por exemplo. De fato, comecei a me envolver com grupos online de anime e mangá porque queria amigos, e achei boa a ideia de procurá-los em um hobby que eu já possuía. O resto é história. Mas vejam só que curioso: parece que todos aqui somos solitários! Sozinhos e juntos. Não vou dizer que é assim com todo mundo, em todos os grupos, mas com certeza parece ser o caso do Clube de Anime de Animegataris.
Fábio "Mexicano":
A Minoa não parecia ter nenhum problema particular para ter amigos, ela até tem aquela amiga no Clube de Atletismo com quem sempre conversa, mas está notavelmente mais feliz agora que vive cercada de pessoas que pensam nas mesmas coisas que ela. A Arisu era com certeza solitária, e sua solidão nos tocou no primeiro episódio. O Kaikai é tão pancada que não consigo imaginá-lo não sendo solitário. A Erika eu não sei como estava antes, mas durante sua estadia nos EUA ela com certeza passou por um período de solidão que a afetou muito, e do qual ela foi salva pelo anime. A Miko vivia sozinha com suas light novels, e o Nakano estava sempre cercado de garotas, mas parecia ser um clássico caso de sozinho em meio à multidão. Se é natural não querermos ficar sozinhos, não querermos ser solitários, parece ser igualmente natural a tendência a nos sentirmos solitários, independente de realmente estarmos solitários.

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