Bom dia!

Dies irae riu da minha cara e disse basicamente que tudo o que eu especulei no episódio anterior estava errado. Bom, talvez não tudo porque o próprio anime não tocou em todos os pontos que eu toquei ainda, mas aposto que é só questão de tempo. Isso é um pouco chato quando já se está no oitavo episódio (não esqueça do episódio zero) de um anime que terá apenas doze. Será que agora sim, finalmente, sabemos do que se trata afinal Dies irae? Espero que sim, já que tive que assistir um episódio expositivo inteiro com o vilão me explicando!

Quase inteiro. Teve as sequências enigmáticas da Marguerite e da Teresia. Talvez eu especule sobre elas. Será que devo? Só para o anime me dar um chega pra lá depois de novo? Ai, ai. Eu não devia, eu sei que não devia. Mas mesmo assim eu vou. Tentarei ser bem sintético para a queda depois parecer menor e doer menos.

A Marguerite é o “prêmio” final, e de alguma forma é através dela, do poder dela, que o novo mundo será moldado, ou esse é o plano de Heydrich, o Nazista Dourado. A fixação da Teresia por seu ventre, indo ao cúmulo de pedir ao Ren que a estupre se “necessário” (WTF), junto com a inserção daquela imagem maluca, sugere que ela carrega ou carregará uma criança em seu ventre, aparentemente maldita, e com um papel no grande esquema das coisas que eu simplesmente não compreendo. É isso, ponto, agora vamos para o que dá para ter algum grau de certeza.

Heydrich, o Nazista Dourado, está tão entediado por ser tão poderoso e sempre saber o que vai acontecer e sempre ser capaz de vencer que o propósito todo desse plano maluco dele é criar um adversário a sua altura para que combatam com um pouco de emoção. Esse é Ren, criado por bruxaria em laboratório a partir do próprio Heydrich, aparentemente. Curiosamente, é Yusa, amigo de Ren, quem sente o mesmo tédio de Heydrich, e até chama essa sensação pelo mesmo nome que o nazista: déjà vu. Marguerite foi dada a Ren apenas para que ele pudesse combater Heydrich em primeiro lugar. Aliás, toda a cidade foi criada como um campo de batalha e seus habitantes são sacrifícios para a criação de alguém capaz de combater Heydrich.

Ren caiu nessa como um pobre coitado atraído para um negócio de marketing multinível – também conhecido como marketing em rede, ou esquema de pirâmide, ou Pirâmide de Ponzi, ou simplesmente golpe. Sem nem pedir, ele recebeu algo que pareceu-lhe muito bom – Marguerite e a habilidade de controlar seu incrível poder para fazer o que ele acha bom, belo e justo. Agora, já enredado, descobriu que o tempo todo isso se tratava de um engodo, mas não tem mais como escapar. Vai ter que ralar, queimar sola de sapato, se esforçar, mas quem vai estar ganhando de verdade é quem está acima dele no esquema: Heydrich, o Nazista Dourado.

A minha esperança, e isso seria irônico, é que também Heydrich esteja sendo enganado. Quero dizer, Mercúrio é alguém que parece ainda mais misterioso que Heydrich, não é? Até mesmo para os seguidores desse nazista de anime. O bruxo é muito mais velho, foi ele quem despertou Heydrich, foi ele quem arquitetou tudo em primeiro lugar. Por que ele criaria uma “deusa” para dá-la de presente pra um alemão metido qualquer?

Quem é que pode gostar desse cara?

Oh, bem, veja lá eu especulando de novo! Não consigo evitar, é minha segunda natureza. De todo modo, esse episódio foi horroroso. Depois de um divertido episódio de ação, um episódio inteiro do mais completo nada. Exposição já é chata normalmente, mas é ainda mais chata quando se está de má vontade com o anime porque ele tenta afetar complexidade por meio de obscuridade. Até agora eu não entendia nada, e quando achei que entendesse algo estava enganado, e não é porque o anime seja especialmente intrincado ou tenha um roteiro especialmente elaborado, mas sim porque Dies irae escolheu esconder tudo de mim. E isso é adaptação de um jogo! Imagine você jogando um jogo e sem ter a menor ideia do que tem que fazer, qual o propósito, quais seus objetivos, até cerca de dois terços da história. Quero crer que a visual novel pelo menos seja melhor que isso.

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