Parece que o Comitê Estudantil atacou de novo, e desta vez no Festival Escolar. Como o Clube de Animes, de acordo com a visão das meninas mais mandonas do colégio, não tem nada a acrescentar nem para a instituição de ensino e nem para os outros clubes, logicamente elas estão tentando banir outra vez o clube. Claro que, uma hora ou outra, essa ladainha ia voltar, já que sempre tem aquela coisa de: “primeiro vem a tempestade, e depois a calmaria”. Como já era de se esperar, tudo acabou sendo muito exagerado, mas a ideia de querer criar um anime só deles foi fantástica, principalmente por todo o trabalho que tiveram com o conteúdo, fazendo até paródia com Shirobako.

Os episódios em si foram bem divertidos e tiveram uma ideia sólida de como prosseguirem. Neles foram mostrados como se cria um anime e o custo disso. Para quem não viu Shirobako (que é o meu caso mesmo, me desculpem), é uma boa pedida, pois mostra resumidamente como é a rotina dos produtores de anime. Em três meses foi dado o sangue para criar um anime de 3 minutos (claro, gente, que eles são novatos e tudo nesse ramo, mas não podemos nos esquecer que a partir de um dado momento, os animes curtos foram ganhando destaque na mídia, principalmente para quem não tem tempo nem de assistir um clipe de 5 minutos, mas não podemos nos esquecer também que esses animes passam de 3 em 3 meses, que é o tempo certo entre a proposta e o Festival do Colégio. Acredito que pegaram esse tempo normal como referência e colocaram no anime).

Uma alternativa sensata e bem atual!

E não foi uma tarefa fácil. Além deles precisarem caçar gente para dublar as personagens (que no meio do anime mostra toda a desenvoltura de um dublador e a compatibilidade com as cenas), também precisaram =fazer a edição, fazer o character design, fazer toda a animação, fazer rascunhos para que as cenas fiquem contínuas e não percam o sentido, escrever um roteiro… e tudo isso dá muito trabalho. Pobre Miko que teve que voltar para o início porque teve que incluir tudo o que o povo pedia e nunca chegavam em um consenso.

E no oitavo episódio a Minoa e sua irmã finalmente descobriram que o pai delas é um otaku enrustido. Isso me faz lembrar de muitas notícias sobre casais onde o homem ou a mulher são otakus e que isso acarretou (ou quase) um divórcio. Lá no Japão, ser otaku é considerado como uma doença, porque a pessoa não é aficionada em apenas animes e mangás que nem aqui (ou apenas gosta de assistir animes e ler mangás), mas pode ser viciada em qualquer coisa.

Acho que é um dos poucos animes que o cônjuge fala tranquilamente que o outro é um otaku.

Não sei se vocês viram o anime Kuragehime (A Princesa Água-viva), onde 6 otakus (não OTOMES, pelo amor de DEUS) moram juntas em uma pensão e cada uma é viciada em uma coisa definida. A Tsukimi é viciada em água-viva, a Mayaya é viciada em um dorama, a Banba é viciada em trens, a Jiji é viciada em vovôs (???), a Chieko é viciada em roupas tradicionais japonesas e tem mais uma integrante viciada em BL (Boys Love). Todas elas recebem olhares de desaprovação e nojo, mostrando um preconceito bem forte com relação aos otakus. Também têm mais alguns exemplos, mas se eu citar todos, o artigo fica gigante q.

E, mesmo depois de toda a limitação que o Conselho Estudantil fez todos os membros do clube passar (e da edição amadora porque, vamos combinar, ninguém é profissional ali), a apresentação foi um sucesso. As “meninas malvadas” sempre tentam de tudo e nunca conseguem pensar em uma maneira super efetiva para fechar o Clube de Animes. Eu particularmente nunca gosto quando elas entram em ação. Os dois episódios foram muito bons, mas seriam muito melhores sem essas vilãs em potencial. Mas desta vez conseguiram acertar no roteiro dos episódios, já que, sem esse “empurrãozinho” delas, a apresentação do Clube de Animes seria apenas demonstração de animes, e com certeza eles não fariam nada além disso.

Muito obrigada por acompanharem o artigo até aqui, e nos vemos no próximo!

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