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Confesso que esperava um pouco mais da ação desse episódio, mas ela não foi ruim e já serviu para dar uma palinha do quão avassalador é o poder dos vilões. Nossos heróis sofreram, mas devem conseguir se reerguer enquanto o passado nebuloso do Meliodas vai ficando cada vez mais claro.


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Em toda a luta do Galan a pancadaria em si nem foi o mais importante – e ela até que foi legal, só achei que poderia ter tido mais e ter sido mais impactante –, mas sim outras coisas. Por exemplo, o efeito do Mandamento, o qual nos mostra que cada um dos demônios desse grupo deve ter mesmo uma habilidade relacionada ao seu Mandamento e que ela não tem nada a ver com magia – afinal, o Galan ainda não tinha nenhuma –, mas sim com algo similar a uma maldição do Rei dos Demônios.

Isso de quem mentir para ele virar pedra ainda vai render algo inusitado, podem esperar!

Outro acontecimento importante foi o aumento do nível de poder do Meliodas ao ativar seu poder dos demônios, o que se somarmos ao fato do Galan realmente conhecer ele há 3000 anos, indica uma coisa com certeza: Meliodas esteve presente naquela guerra e faz parte do Clã dos Demônios, pois a forma dele usar o poder é totalmente diferente da forma que o Hendrickson usava, se assemelhando mais à forma como os Mandamentos usam além dele ter aquela marca do Clã. Isso explica ele temer tanto a ameaça dos demônios e ter tido a sua cabeça pedida ao Ban por uma integrante do Clã das Deusas e, sinceramente, esse é um battle shounen clássico, então o protagonista sempre vai encontrar uma forma de ser o mais forte, quer ele seja o mocinho que um dia já foi um vilão, ou não.

Quanto ao que isso pode trazer de bom ou de ruim para a história, creio que ainda não dê para especular muito, mas, por minha experiência como leitor do mangá, acho que os Dez Mandamentos em si não são vilões tão carismáticos ou interessantes, eles servem mais ao propósito de contrastar com os Sete Pecados Capitais e ao cruzar histórias entre os dois grupos isso deve ajudar a trabalhar o que é mais importante na obra: os mocinhos. Não estou dizendo que os inimigos são ruins, e sim que eles não são assim tão carismáticos isoladamente, mas na trama cumprem sua função de forma satisfatória. Espero que eles ajudem a alavancar ainda mais os meus adorados Sete Pecados Capitais.

Quando ele entra nessa forma parece uma concha vazia, sem sentimento algum…

Os últimos acontecimentos interessantes foram a petrificação da Merlin e a ajudinha salvadora do Gowther. Uma coisa que acho legal desse momento é a Merlin ter sido pega de surpresa, pois mesmo que ela saia dessa situação – e vai sair, vocês sabem que vai, né – não dá para negar que ela ficou encurralada e não tinha um plano de ação pronto, não dá para dizer que ela é uma personagem sem fraquezas nem nada assim, pois por mais sábia e sagaz que seja, ela também não é nenhum deux ex machina capaz de resolver tudo. A cena do Gowther rindo foi meio trash, mas não foi ruim e fez sentido – se não me engano ele já tinha dado indícios de que acordaria por conta própria no episódio passado, né? –, pois, por mais que esteja em uma “fase complicada”, ele não deixaria seus companheiros serem mortos na sua frente, o que poderia acontecer caso ele não tivesse agido ali.

Gowther lê demais e por isso tem esses arroubos teatrais de vez em quando…

Quanto ao Ban e ao King, não há muito o que se falar, apenas que o segundo deve voltar ao plano principal da história e o primeiro deve continuar em sua jornada solo; o que esperar dela? Coisa boa com certeza, mas por ora o mais importante é o que vai acontecer do ponto em que acabou esse episódio. Será que os “Três Patetas” vão ser capazes de deixar o ressentimento de lado por um instante para trabalhar ao lado de Hendrickson? Mais uma vez repito, isso é um battle shounen e esse tipo de cena eu já vi incontáveis vezes em histórias assim, “o inimigo de ontem é o aliado de hoje”, então até aí nenhum problema, mas é importante que essa parte seja bem escrita e aproveite para ir esclarecendo a história do envolvimento de Dreyfus e Hendrickson com o Clã dos Demônios, pois se é para que esses personagens continuem na história, então que eles sejam bem aproveitados e respondam as diversas perguntas deixadas por seus atos na primeira temporada.

Ele está tendo a sua chance de redenção, então que a aproveite bem!

Nanatsu no Taizai é uma obra que te mostra algo sem explicação alguma em um momento – o Gowther perder a cabeça e não morrer, por exemplo – e capítulos – ou episódios – depois te responde o que ficou em aberto e geralmente dá para ver que faz sentido – claro que dando um desconto pela estrutura de um battle shounen. Às vezes acho que o autor acerta nessas explicações, às vezes acho que não – já comentei isso em outro artigo –, mas o importante mesmo é que ele se dá a esse trabalho, pois é bem chato ver algo descaradamente sem base que nunca será explicado em uma obra. É bem menos pior, ou até melhor, que isso seja contado com o tempo. Não sei se até o final do mangá – que já se encontra no arco final há meses – ele conseguirá dar todas as respostas para as coisas que ficaram sem explicação, mas torço para que os “furos de roteiro” sejam mínimos.

Me despeço na expectativa de um episódio mais calmo – mesmo que com ação –, com mais revelações sobre o passado e articulações dos Dez Mandamentos, assim como de um descanso para os Sete Pecados, porque depois da surra que eles levaram com certeza irão precisar. Até a próxima!

Acho essa cena mais bonita no mangá. Uma pena o anime não tentar “rivalizar” com ele.

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