Radiant é uma série animada adaptada do mangá francês de mesmo nome com autoria de Tony Valente. O anime se passa em um mundo de fantasia onde pessoas têm poderes mágicos e, os maus são os Nemesis e os seus “predadores naturais” são os Feiticeiros que usam de magias e itens mágicos para caçá-los.

O protagonista Seth é tudo aquilo que nós já vimos em outros animes do gênero, atrapalhado, inicialmente fraco, determinado em busca do seu objetivo e claro, com alguém que deveria ser mais um de seus “odiadores”, mas que por algum motivo, gosta dele.

No mundo de Radiant, os feiticeiros sofrem com o preconceito dos demais cidadãos, e claro que o nosso protagonista, Seth quer acabar com este tipo de preconceito e viver em paz com os outros. O modo que ele encontrou para realizar seu objetivo é tornar-se um grande feiticeiro e extinguir os Nemesis, para que assim, haja paz entre os diferentes. Muito provavelmente, a maior motivação dele nem é si próprio, mas a Alma, que é uma feiticeira aparentemente de “alta patente” que anos antes o salvou de um Nemesis – essa parte da história ainda está meio confusa, mas deve ser esclarecida no decorrer do anime.

A ambientação é um dos pontos altos do anime, sendo em um mundo de fantasia – com coisas bem estranhas como vacas-elefantes, vale dizer –, ela parece não pecar neste quesito, e se pensarmos um pouco mais além, na questão da trilha sonora e animação, dá para constatar que ambas agradam bem e se enquadram dentro do contexto. O traço dos personagens também me agradou bastante, apesar de ter uma semelhança com o traço do Hiro Mashima de Fairy Tail – que eu gosto bastante, mas têm características muito similares.

Achei extremamente legal esse conceito de inimigo (e a sacada de colocar as informações no meio do episódio como outros animes já fazem também é bastante agradável e foge um pouco de ter que ver um personagem explicando tudo coisa por coisa).

Radiant tem todos os clichês básicos de um shounen, afinal, ele é um shounen comum e não parece tentar ser mais que isso e, muito menos tenta inovar em algum ponto do enredo, fazendo assim, o velho feijão com arroz de sempre.

Todo aquele velho conceito do garoto que é desprezado pelas pessoas e precisa mostrar seu valor para ser aceito em sociedade era bastante inovador, mas o autor de Radiant chegou uma ou duas décadas atrasado. No entanto, apesar de fazer o simples, devo dizer que achei bastante agradável e pode ser que apresente um grande potencial de desenvolvimento nos próximos episódios, creio que se você é uma pessoa que gosta de shounen padrão com bastante ação, comédia e poderes de luz, você vai sem dúvidas gostar do anime em si – claro, desde que não tenha problemas com os clichês que eu já citei anteriormente.

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    Este primeiro episódio de Radiant não me deixou com muitas expectativas.
    A maioria do episódio, quase tudo nele foi cliché, desde da atitude do protagonista a tudo que acontecia à volta dele, mas nem tudo foi mau, a mestre do protagonista é bastante interessante tal como a ambientação da história.
    Achei bem interessante os documentos que mostravam os monstros, um toque simples, mas funcional para prender a atenção do espectador.´
    Agora é só esperar pelo segundo episódio, para ver como se desfecha a encrenca que o protagonista se enfiou (e também para ver como agem os feiticeiros que o foram ajudar.
    Excelente artigo de primeiras impressões de Radiant Carlos Sousa.

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