Bom dia!

Aslan Callenreese não é o nome de uma banana ou algo relacionado à bananas, mas sim o nome do protagonista de Banana Fish, que apesar do nome nada tem a ver com bananas. Decidi quebrar a longa tradição dos dois artigos anteriores e nada de bananas no título dessa vez – exceto o nome do anime, claro.

Esse foi o episódio final do longo anime, que adaptou inteiro um mangá originalmente publicado na década de 1980, tendo feito alterações necessárias como a mudança da guerra, a introdução de celulares, entre outras coisas menores.

Destaque-se que foi um episódio dividido em dois momentos: o ataque e a fuga no hospital, e a partida de Eiji, depois de tudo já resolvido. Mas o episódio inteiro, bem como o anime inteiro, foi sobre o Ash.

Se o Coronel Foxx não fosse tão orgulhoso, talvez tivesse estudado melhor seu adversário e aprendido que o Ash é que nem um gato: se você deixar sozinho, ele vai fazer a bagunça que quiser e vai sumir. Ele provavelmente até acha que o Ash é fofo como um gato, então deveria entendido melhor a dica.

E me desculpe pela piada, mas não me arrependo. Se até Banana Fish achou que era uma boa ideia inserir piadas bobas em seu pesado episódio final, por que eu não posso fazer piadas no artigo sobre ele?

O fato é que o Coronel Foxx deixou Ash sozinho. Ash estava ferido, sedado, e, como sempre, perigoso.

Outra coisa que os mercenários não souberam lidar foi com os invasores. São só gangues de rua, por favor! Ok, tinha o Blanca, e ele é, somos levados a intuir, por lógica, ainda mais mortífero que o Ash. Mas isso não ajuda muito quando ele está entalado em um cano de ventilação. Embora pareça que mesmo um Blanca entalado em um cano de ventilação é suficiente para matar alguns dos super-mercenários do Foxx.

 

Blanca entalado é o tipo de piada fora de hora que nunca faltou em Banana Fish

 

Quem roubou a cena, contudo, foi Sing. Seu sentimento de responsabilidade para com o Ash, além de seu desejo de que o protagonista não se torne inimigo dos chineses em hipótese alguma, o fez seguir o Blanca no que o anime quer que acreditemos que tenha sido a mais perigosa missão: resgatar o Ash.

Dessa vez como na maioria das outras, o Ash não precisava de muito resgate. Um pouco de ajuda foi muito bem-vinda, mas tudo leva a crer que mesmo sozinho ele teria obtido sucesso, e que se note que se não tivesse que segurar o Sing, não teria sido encurralado pelo Foxx no final.

Enquanto isso, os demais partem para resgatar os reféns. Foi uma missão particularmente fácil, principalmente depois que a Jessica apareceu vinda de não faço ideia onde e começou a atirar e a arremessar granadas. Provavelmente ela deveria ter ido para o Afeganistão, não o Max.

 

Jessica salva o dia

 

Mas apesar de estranha, a presença da Jessica ali foi plenamente justificada pela necessidade narrativa de ter uma cena de pedido de casamento no meio de um dramático resgate com tiroteios e um prédio explodindo.

Ok, isso foi outra piada. Do anime, eu digo. Desnecessário como o Blanca entalado. E foi uma piada minha também, totalmente necessária.

O combate final entre Ash e Foxx é razoavelmente bom, com tiroteios, barras e furadeiras. Foxx, como todo bom vilão, teve a oportunidade de ameaçar estuprar o mocinho, fazer manobras exageradas com uma barra só para impressionar, fazer uma cara bem feia porque o que é feio é mau, e sobreviver a uma perfuração por furadeira no abdômen.

 

Dá para saber que o Foxx é mau porque ele tem essa cara feia

 

No final, Ash foi salvo por seu pai. Dino. Que estava vivo e andando por aí depois de levar um tiro em cada peito e seu terno estava limpo como se nunca tivesse estado deitado em uma poça de seu próprio sangue.

Por que Dino salvou Ash? Eu realmente penso que Banana Fish quer que acreditemos que havia um sentimento paterno ali, ainda que um bastante distorcido. No fundo, ele não queria que seu filho, seu orgulho, seu maior projeto de vida, morresse. Ele sempre dizia para ninguém matar o Ash. Ele sempre dizia que “depois” ele ia matar o Ash. Tinha orgulho dos feitos do Ash, mesmo quando eram contra ele.

Desde que não entendamos isso como uma forma de redenção do Dino, e acho que o anime não tentou retratar dessa forma, não vejo problema nenhum nisso. É melodramático. É trágico. Como a vida do protagonista.

 

Dino salva Ash e se despede do "filho"

 

Depois de tudo dito e feito, todos fugiram, a Máfia Corsa e o governo estão em apuros, ninguém descobriu sobre o banana fish mas pelo menos supostamente os dados do projeto foram perdidos, é hora de cada um cuidar da sua vida.

Sing cobra de Yut-Lung que, usando seu poder e influência, traga a ordem de volta à Chinatown. Apesar de tudo, Sing não o odeia. Talvez seja ele a tal pessoa que o Blanca disse que um dia apareceria na vida do Yut-Lung para ele aprender algo diferente do ódio.

O Blanca, por sua vez, conversa uma última vez com Ash. Tendo já passado por tudo que essa vida de criminoso e assassino tem a oferecer, Blanca está em posição de tentar salvar Ash uma última vez.

Ocorre que Blanca só chegou a isso depois de perder o único amor de sua vida. Ele pagou caro para sair desse mundo. Ash tem uma dívida de sangue que ele não é capaz de ignorar.

Não é que Ash seja um assassino frio, uma pessoa capaz de matar outras sem remorso, mas sim que, por sua história, ele teve que aprender na carne a agir assim, ou teria sido ele a morrer, inúmeras vezes. Tudo começou quando ele tinha apenas sete anos.

Hoje, seu corpo reage instintivamente, e ele tem medo disso. No começo do anime ele já acordou uma vez apontando uma arma para o Eiji, não foi? Ao longo dos episódios ele aprendeu a se controlar. Quando está perto do Eiji, e em paz, consegue fazer adormecer a fera que habita dentro de si.

Foi por isso que quem reagiu durante a traição dos chineses foi o Eiji, não o Ash. Em situações normais, ninguém chegaria perto do Ash, e o Yut-Lung sabe disso e orientou seus assassinos a esperarem que ele estivesse sozinho com o Eiji. Funcionou. Quase funcionou.

Blanca é bem mais velho que Ash e perdeu o amor de sua vida. Não dá para saber o que ele fez para adquirir a habilidade de controlar seu instinto assassino, mas do ponto de vista narrativo, comparando-o ao Ash, é razoável supor que tenha a ver com isso. Uma grande tragédia em sua vida o despertou para uma forma de consciência mais elevada que o salvou do inferno.

Isso explicaria porque Ash sequer cogitou aceitar a oferta de Blanca e porque Blanca sequer cogitou insistir. Mas Ash receberia uma segunda oportunidade de salvação: uma carta de Eiji.

 

Ash lê a carta de Eiji

 

O japonês colocou em palavras todos os seus sentimentos, e isso, naquele momento, conseguiu alcançar Ash dentro de sua barreira. Ele aceitou a oferta.

Ao aceitar, finalmente saiu de seu estado mental normal – é como se ele já estivesse com o Eiji, ainda que o Eiji estivesse longe. Por isso ele saiu correndo. Ele só podia se sentir assim se estivesse com o Eiji.

Infelizmente, Ash não pagou por todos os seus crimes e pecados. Desprovido de seu instinto natural, foi presa fácil do rancor que semeou. Foi o Lao que o matou, o chinês que era o mais próximo de Shorter e não sabia a verdade sobre a morte dele, que não aceitou o apoio incondicional do Sing ao Ash, mas poderia ter sido qualquer um.

Poderia ter sido um personagem completamente anônimo. Talvez tivesse entregado melhor a mensagem do anime. Ash não tinha, naquele momento, direito de ir embora. Aquilo não fazia parte de sua salvação.

 

Lao mata Ash. Aqui se vive, aqui se paga, a salvação é em outro mundo

 

Não fazia, porque ele já havia sido salvo. Eiji não conseguiu tirar Ash do submundo do crime, mas conseguiu dar a ele a paz de espírito com a qual tanto sonhava desde os sete anos de idade. Ash se foi, mas foi em paz. Ash, que nunca temeu a morte, morreu feliz.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Guilherme, tá bonzinho?

      Bom, Banana Fish tinha uma vibe de que o Ash não sairia vivo desde o começo, né? Eu também estava tenso aquele tempo todo que o Ash estava separado do Eiji e sozinho. Depois ainda pensei “ok, foi só uma facada, ele já sobreviveu coisa pior”, mas o ponto é que ele nunca teve medo da morte, não é? Ele não queria mais “sobreviver”. Eiji quis protegê-lo, e de uma forma inesperada e trágica conseguiu. Ele salvou Ash das trevas em que ele vivia.

      Infelizmente, a salvação chegou tarde demais. Felizmente, conseguiram desbaratar o restaurante que servia de fachada para prostituição infantil e todos os envolvidos, na máfia e na política. Uma fábrica de produção de Ashes foi fechada.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! Semana que vem devo publicar uma resenha do anime completo, volte para lê-la, e volte para ler nossos outros artigos também! 😃

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    E não é que o Ash morreu mesmo, estou passada. Isso quebra a bendita regra do protagonista se safar de consequências, ao menos, encontrou paz de espírito em seus últimos momentos e ter um pouco da juventude quando esteve ao lado do Eiji.

    Gostei dos alívios cômicos, sou de rir fácil quando vejo graça e a carta do Eiji colocou em panos limpos que sua estadia nos Estados Unidos, apesar dos apesares, foi importante pra ele mesmo. No fim, “Banana Fish” não é apenas uma história de gangues, criminalidade e lado podre do ser humano, é a história de um jovem rapaz que buscava um pouco de paz e ao menos, conseguiu. Gostei do anime, tem seus altos e baixos, que funcionam pela sua proposta e remeter aos filmes e seriados dos anos 80; bom que estão trazendo obras antigas em animes, só assim pra conhecer animes como este.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Escritora, tá boazinha?

      Pois é, quem é que esperaria um final trágico a essa altura? Ok, na verdade eu esperava, e até que Banana Fish fez um bom trabalho em disfarçar isso até bem perto do final. A hora que ele saiu correndo eu entendi que coisa boa não ia dar. Não é comum em filmes de ação ocidentais, mas talvez do outro lado do mundo prefiram assim?

      Quanto aos alívios cômicos, não são todos ruins, e não ruins em si, mas alguns vieram em momentos bastante inapropriados. Sim, eu ri deles, e foi esse o problema: ao me fazer rir, quebrou o clima tenso que se havia construído antes e que certamente era melhor para o que estava acontecendo em tela. Mas isso é uma característica trash de seu gênero, só podemos aceitar.

      O importante é que no final nos divertimos e nos emocionamos, não é?

      Obrigado pela visita e pelo comentário, e até o próximo anime!

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    Ele não morreu nao. nao aceito, nao quero ta errado, maldito criador. vai segunda e o shoter, o irmao do ash, vao voltar né, maltido anime q n sai da minha cabeça 😭😭💔

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Jess, tudo certinho?

      Eu achei esse final desnecessariamente trágico, embora entenda a intenção da autora. De todo modo, infelizmente, esse é um mangá dos anos 1980, já encerrado, e ele morreu mesmo. Tem inclusive spin-off em que o Eiji retorna para Nova Iorque, anos depois, e conversa com os sobreviventes.

      Escrevi uma resenha do anime também, já leu? Está aqui!

      Obrigado pela visita e pelo comentário! 😊

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Yana, tudo certinho?

      O mangá original é dos anos 1980, tenho certeza que há bastante fanfic em que o Ash sobrevive, hehehe.

      Falando sério, o final trágico já vinha sendo sugerido faz tempo e é o que faz mais sentido e melhor fecha a história do Ash. É triste, mas nesse caso é bom justamente porque é triste.

      Obrigado pela visita e pelo comentário 🙂

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    É ássustador você assistir um anime o de todo mundo vai morrendo de forma trágica e você chorar quando o personagem, que passa a maior parte do tempo machucado e quase morrendo, morre. Eu ainda tinha esperanças de ver ele indo visitar o Eiji no Japão ou só falando uma última vez com ele. Mas eu já sentia algo assim, afinal, eu fiquei adiando de ver o fim. Mas foi um final incrível, digno desse anime.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Ola Julia, tudo certinho?

      É exatamente o que eu penso: o final não poderia ter sido mais adequado.

      Se não me engano existe um spin-off do mangá original em que o Eiji volta para Nova Iorque anos depois, conversa com alguns dos personagens e etc. É um pouco estranho porque é algo que faria sentido na época em que foi escrito (anos 1980), mas hoje em dia o mais provável seria que ele se mantivesse em contato via internet com seus amigos americanos. Provavelmente descobriria da morte do Ash tão logo chegasse em casa, ou antes. Mas daria para adaptar de alguma forma mesmo assim.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! 😊

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Nanami, tudo certinho?

      Com certeza um final trágico, mas acho que esteve de acordo com a história do Ash. Isso não torna o final mais “feliz”, mas torna o enredo mais coeso e mais belo. ❤

      Obrigado pela visita e pelo comentário!

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    Eu não aceitei esse final com a morte do Ash, e querendo ou não, foi culpa da autora. Ela terminou de escrever Banana Fish com o psicológico bem abalado, e claramente descontou no Ash o que ela tava sofrendo na época. Ele merecia um final feliz, acima de todo mundo na minha opinião.
    Ela matou o mesmo Ash que foi abandonado pela mãe, violentado aos sete anos, matou alguém aos oito, não pode salvar o irmão que ele tanto amou da morte, assassinou o melhor amigo. Concordo que o Ash não poderia sair impune dos crimes que ele cometeu, mas discordo completamente desse final. Ele tinha como ter sobrevivido. O Ash que aceitou essa morte não era o mesmo que estava decidido a ir pro Japão com o Eiji. Pra ser sincera, eu julguei essa a atitude mais egoísta do Ash durante toda a trajetória dele.
    Em Garden of Light, que é a sequel de Banana Fish, a autora mostra como o Eiji ficou depois da morte do Ash. Ele ficou acabado. Traumatizado ao ponto de não conseguir chegar perto da biblioteca onde o Ash morreu, e chegou a confundir um rapaz com o Ash quando torna a visitar Cape Cod, sendo essa cena de partir o coração só de ver o desespero dele em ir atrás do estranho que parece com o Ash. Eiji guarda durante anos as fotos do Ash, porque ele não consegue olhar pra elas.
    A autora deu um péssimo final pros dois, que não recompensa em nada o sofrimento da jornada deles em busca da liberdade. Os dois foram mais felizes no período que estavam no apartamento do que naquele final.
    As pessoas dizem que ele morreu sabendo que era amado, mas ele morreu ali, numa biblioteca, sozinho, como ele sempre esteve. A gente vê como ele fica no episódio 23, depois que o Eiji toma um tiro. O Ash ficava atormentado quando tava sozinho, porque ele sempre pensou que acabaria assim, sem ninguém, tendo afastado todas as pessoas de perto dele. A luz dele foi o Eiji, ele conseguia dormir perto do Eiji, rir, brincar, agir como se nada do que ele tivesse passado pesasse naqueles momentos. O Eiji deu o amor que ele sempre precisou, aquele amor muito além do romântico, como se eles fossem uma família. Foi por esse amor que o Ash lutou na história, e eu não acredito que ele tenha abandonado esse amor e escolhido morrer sozinho.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Letícia, tudo certinho?

      Em primeiro lugar, desculpe pela demora em responder. Passei por um período de aperto aqui, ainda bem que pude contar com a equipe para manter o blog no ar porque senão estaria tudo parado isso aqui. Mas para responder comentários em meus artigos não dá para contar com terceiros, né? 😃

      Eu acredito que, independente do estado emocional da própria autora, um final trágico já estava planejado há muito tempo. E é o tipo de coisa que combina com esse tipo de história. Em que pese a grande importância do relacionamento entre Ash e Eiji, que em vários momentos chega a tomar a frente do anime, Banana Fish ainda é a história de um garoto quebrado que só aprendeu a continuar em frente, não importa o quê. Assim sendo, quando viu a oportunidade e antes mesmo de conhecer o Eiji, já estava investigando sobre a droga que deixou seu irmão em estado quase vegetativo. E já conhecendo o Eiji, mas ainda sem ter desenvolvido qualquer sentimento especial por ele salvo por uma admiração pelo rapaz que era um misto de reconhecimento de sua coragem e fascínio pelo desconhecido, colocou em movimento sua vingança contra o Papa Dino.

      A partir desse ponto, já não havia mais volta. Conforme os corpos se empilhavam, menos ele podia recuar. Talvez na segunda metade do anime ele tivesse desistido se o Eiji insistisse muito, mas não só o Eiji não fez isso como não era mais possível: ele já tinha ido longe demais e era caçado por muita gente poderosa.

      Banana Fish é uma tragédia. Algo para o espectador assistir e entender onde foi que deu errado, o que poderia ter sido diferente. Não à toa ele usa duas metáforas poderosas: o deuteragonista é um improvável japonês em plena Nova Iorque dominada pelas gangues, e apesar de tudo o que passou ele sai ileso. Eiji é o mediador entre o espectador ou leitor e a história. Ele vai, nós vamos com ele, ele aprende várias coisas, nós aprendemos com ele, e ele volta – e nós com ele. A outra é o leopardo que sobe a montanha nevada que o próprio Ash mencionou. Uma fera poderosa mas que é vencida pela natureza – no caso de Ash, pela sua própria natureza.

      Ash era um filho do abuso e não sabia melhor, a ajuda chegou tarde demais, a tempo apenas de assistirmos a chama queimar intensa antes que se apagasse.

      É triste. É uma história triste, feita para ser triste.

      Assim como Eiji, ficamos marcados na vida por ela.

      Obrigado pela visita e pelo comentário!

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    Olá Fábio, turo pom?

    Quando eu achei a lindeza de resenha de Banana Fish – um dos meus favoritos da atualidade -, não pude deixar de comparecer aqui. Enfim, antes de tudo quero dizer que estou amanado essa vibe do Japão em querer fazer adaptação de anime de mangás antigos, e super apoio! Já que existem boas histórias como Banana Fish e Dororo.

    Banana Fish foi um dos melhores de 2018 e isso está marcado lá no placar dos japas, porém para ser bom não quer dizer que precise ser tudo um “mar de rosas” já que por toda a trama é algo bem sombrio e bastante perturbador para os personagens. Eu gostei do começo ao fim, até mesmo a morte do Ash já que como a autora disse: “ele mata então tem que morrer”. Ou seja, ele não pagou por seus pecados morrendo, mas era o que merecia por fazer tudo de errado que fazia. Não vou dizer que a morte dele não me abalou, claro que abalou, mas não reclamo disso já que foi algo dito e mostrado desde o início (nunca espere muitos de histórias envolvendo muito drama e morte) e era para ser feito.

    Ash e Eiji, meu casal favorito de 2018 mesmo que não seja algo bem explícito porém podemos tirar um pouco da duvida sobre no mangá “extra”, ou como posso dizer, história extra. Existe sim uma história extra e deixarei aqui o link para quem tiver interesse, já que se passa após a morte do Ash (anos depois no caso) e Sing fala da relação dos meninos.

    Obrigada pela resenha. <3
    Estava mesmo esperando encontra sobre Banana Fish por aqui, fico feliz de ter encontrado.

    P.S.: Banana Fish é um shoujo, mas nem sempre de romance vive uma mulher, correto?

    Link do "extra": http://www.mangago.me/read-manga/banana_fish/ (veja o cap 19)

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Letty, tudo certinho?

      Desculpe a demora, mas seu comentário caiu no limbo do spam, onde demorei a perceber que havia um comentário legítimo incorretamente bloqueado.

      Banana Fish é um anime que mais gente deveria ter assistido. No começo pareceu que tinha uma popularidade razoável, e ela não diminuiu mesmo depois de começarem as sugestões de relacionamento romântico-sexual entre seus protagonistas. Ainda assim, em algum momento parece que todo mundo esqueceu que ele existia. Coloco a culpa disso no roteiro repetitivo (o Ash é invencível, o Ash é capturado, vamos resgatar o Ash, lave e reutilize). Não sei se ficou melhor no mangá, mas no anime isso chegou a ficar ridículo.

      Claro que não é isso o que importa, mas sim as relações entre os personagens e a evolução de seus processos mentais íntimos. Há muito desenvolvimento de personagem em Banana Fish, que ocorre lentamente ao longo de todo o anime.

      O que estava escrito há muito que iria acontecer, porém, era a morte do Ash. Não apenas histórias sobre vingança costumam terminar dessa forma, como a autora chegou mesmo a antecipá-lo quando o próprio protagonista introduziu a metáfora do lince que sobe a montanha gelada para se descrever. Para quê? Para nada. Era assim que o Ash se sentia, e já havia ido longe demais, subido alto demais, para retornar. Para ter uma salvação.

      Ao invés de buscar a salvação, o seu alento eram os pequenos momentos. Não é porque a montanha é gelada que ele não poderia se aninhar em braços amorosos vez ou outra.

      Ironicamente, ou apenas por força do destino, o único momento em que ele acreditou que houvesse salvação para si foi quando ele morreu. Inundado por felicidade e esperança, sentimentos que ele não conhecia há anos, Ash baixou a guarda. O passado voltou para lhe apunhalar.

      Ele não mereceu morrer. Mas já há muito que ele não vivia em um mundo onde isso tivesse qualquer importância.

      Obrigado pela visita e pelo comentário 😊

  6. Avatar

    Eu odeio assistir animes com finais trágicos, mas sempre via as pessoas comentando sobre esse anime e de curiosidade assisti, eu amei cada episódio, odiei alguns personagens, amei outros e shippei. Meu coração dói,pq eu realmente queria que o Ash sobrevivesse e fosse feliz, apesar de tudo em seus últimos momentos ele se sentiu em paz, e graças ao Eiji ele passou por bons momentos, se for para pesar na balança e dizer para a eu do passado que tinha receio de assistir eu diria: ” vale a pena assistir, pq apesar das lágrimas derramadas, vc aprenderá muitas lições.” Com esse anime eu ri, chorei, fiquei feliz com pequenos atos e tive a sensação de aperto no peito… enfim tive vários sentimentos. Eu realmente recomendo esse anime, vale a pena cada episódio.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Olá Ana, tudo certinho?

      Ao contrário de você, eu amo tragédia, haha! Não sou sádico, não gosto de ver os personagem sofrendo, mas sinto uma beleza poética nesse tipo de história. E em alguns casos, como Banana Fish, de justiça cármica. Eu entendo que o Ash teve uma vida sofrida e por isso se tornou o que se tornou, mas isso não o absolve pela pilha de cadáveres que criou. Alguns desses de pessoas queridas para ele, de modo que acredito que o próprio Ash deve ter achado, no fim, que isso foi “justo”.

      Você assistiu tudo de uma vez (ou quase, são muitos episódios afinal)? Deve ter sido uma experiência mais interessante do que assistir um episódio por semana, até porque o anime fica bastante repetitivo: sequestram o Ash, vão resgatar o Ash, o Ash realiza uma fuga impossível. Depois de alguns episódios repete 😅 Não estou dizendo que seja ruim, só foi cansativo mesmo. Maratonando dá para no mínimo assistir por arcos, o que melhora bastante a experiência.

      Obrigado pela visita e pelo comentário! 😊

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    Eu assisti em 4 dias, vc tem razão repete bastante… Mas eu gostava pq depois dos resgates spr tinham aqueles momentos fofos entre o Ash e o Eiji, eu amava tanto… E eu não consigo concordar com o final, pq o Ash não tinha desistido, ele ia pro Japão recomeçar, (nossa eu chorei tanto) tá bom, ele matou muita gente? Matou! Mas foi só gente ruim! Ou não foi? Não concordo com esse carma. Aff eu queria segunda temporada no Japão, mas a única coisa que ganhei foi quebrar meu coração. Porém tá tudo certo eu tô me recuperando spr que lembro da morte dele, equilibro com os momentos bons. Tô superando. E queria dizer que amei seu site, vc fala muito bem sobre os animes rs.

    • Fábio "Mexicano" Godoy

      Sim, Banana Fish valia a pena pelas cenas íntimas entre seus dois protagonistas. Era a alma do anime.

      Quanto ao final, bem. A história é uma jornada, e é ela que devemos apreciar. Àquela altura, o final poderia ter sido quase qualquer coisa, realmente, mas foi aquilo que a autora preparou, não podemos dizer que fomos pegos desprevenidos, assim como Ash não pode dizer que foi pego realmente desprevenido. Quero dizer, ele foi, né? Mas porque ele se descuidou em primeiro lugar. Ele nunca agiu daquela forma durante todo o anime.

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