Quando não temos coragem de contar algo muito importante face a face, uma carta pode ser uma boa ideia (existem outros meios para se transmitir uma mensagem). Enfim, a Gripen tinha um segredo que não poderia revelar pois poderia estragar a sua relação com o Kei.

Para se criar um drama, é obvio que ele saberia a respeito do segredo dela da pior forma possível a fim de que ele se sentisse desapontado e traído. A Gripen não tem culpa por omitir uma informação muito delicada, pois ela fez isso por medo, e não com uma forma de engana-lo. Os dois criaram uma boa relação de amizade, algo que foi mais uma vez mostrado durante esse episódio. Portanto, todo cuidado deveria ser tomado antes de se contar algo tão importante.

A Gripen escolheu a melhor maneira de transmitir os seus sentimentos ao explicar sobre sua origem para o Kei. Sobre o conteúdo da carta em si, ela foi convincente e demonstra que mesmo sua origem seja ligada aos “Zai”, ela não é um deles, sendo criada para combate-los.

É compreensível que o Kei tenha ficado indignado ao saber sobre a origem da Gripen, afinal foram os “Zai” que causou consequências irreparáveis para a vida dele e de sua amiga de infância. Embora a Gripen, não seja um inimigo, o fato dela ter na sua origem algo relacionado a algo que o faz lembrar de traumas passados, seria um motivo plausível para ele se afastar dela ou até mesmo passasse a odiá-la.

O motivo dos soldados a rejeitarem não é exatamente o que especulei no artigo anterior, pois não tem a ver pelo fato dela não ser humana, mas sim ter sido criada à partir do inimigo. Apesar dos “Zai” serem ainda um mistério, os danos que eles causaram é perceptível, e se eles não forem detidos, o caos reinará.

Gripen não se importa se é uma ferramenta ou se ela se originou dos “Zai’, pois o que importa é a sua missão de salvar a humanidade. Ela foi criada para isso, e estar determinada a cumprir tal missão. Para se combater um mal, é válido usar esse “mal” contra ele próprio, assim como, por exemplo, na criação de vacinas, onde bactérias e vírus mortos ou enfraquecidos são usados para fortalecer nosso sistema imunológico contra as mais diversas doenças.

Aparecer algum personagem para ajudar no momento mais crítico, embora seja um clichê, é algo eficiente para se criar uma tensão. Eu achava que iria acontecer outro tipo de situação clichê, que seria a Gripen acordar com o grito de uma pessoa no qual ela estima bastante (no caso o Kei). Enfim, o surgimento de uma nova “Anima” é algo interessante, pois ela aparenta ter uma personalidade diferente da Gripen, portanto, a interação dela com o protagonista masculino terá uma outra dinâmica que pode ser legal ou chata.

As grandes batalhas aéreas ainda não ocorreram (espero que aconteçam), pois o foco está no desenvolvimento de personagens e apresentação das “Animas” (duas já foram apresentadas até agora). Mesmo devagar, a história tá progredindo, apesar de ainda ter várias coisas a serem reveladas, em especial, sobre quem são os “Zai”, que por enquanto parecem apenas “monstros” que vieram espalhar o caos sem motivo algum.

 

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Obrigado a todos que leram este artigo, e até a próxima!

 

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    Este episódio três de Girly Air Force foi mediano, ainda assim com algumas confirmações das suspeitas deixadas no episódio 2.
    No segundo episódio a má atitude dos soldados para com a Gripen já deixava no ar que a Gripen não era normal e este terceiro episódio confirmou isso. Não achei uma grande surpresa o facto da Gripen ser feita a partir de restos dos Zai derrotados, na guerra qualquer tecnologia do inimigo deve ser aproveitada e usada contra ele, em GAF não podia ser diferente. A forma como o Kei descobriu esse facto foi um pouco fraca, ficou meio forçado a atitude de desdém e de raiva dos soldados da base, claro que eles podiam estar frustrados, mas aquela atitude de birra não fica bem em homens feitos.
    A reacção do Kei em relação a tal informação da origem da Gripen foi bem normal, normal até em demasia, já que se sabe que o Kei tem um ódio de morte dos Zai.
    Aquele momento em que o Kei lê a carta que a Gripen escreveu para ele foi muito boa, atitude digna de um protagonista decente. Nesta parte só tive pena da Minghua, a amiga de infância não tem chance contra a Gripen.
    Por fim, a Eagle deu as caras e em poucos segundos já simpatizei com ela, que ela tenha bastante tempo de ecrã no anime.
    Como sempre, mais um excelente artigo Flávio.

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