O amor é um sentimento que move as pessoas a fazerem as coisas mais lindas, assim como também as mais bizarras possíveis em nome dele. A sua falta pode acabar com uma pessoa, já o seu excesso pode transformar outra.

Como esse sentimento vai guiar o caminho de Mori e Mei agora na reta final do anime, uma vez que ele sempre se inclina pra dúvida que pode jogar por terra tudo o que os dois construíram até aqui?

Mei começa o anime relembrando o momento em que quase perdeu os sentidos junto a Fujita, passando por sua mente os questionamentos sobre o que será do seu futuro e se ela de fato poderá ficar na Tokyo antiga.

É importante pontuar que Mei vive numa balança, a qual se formos olhar pende mais pra um lado do que pra outro. Imagine que você vive num mundo onde é constantemente ostracizado e isolado por ser quem você é, e ter poderes aos quais não escolheu. Então, como num passe de mágica lhe é dada a chance de viver em um lugar melhor, onde aquilo que lhe condena à solidão é valorizado por outras pessoas.

Não é necessário ser nenhum gênio pra somar 2 + 2 e descobrir que a resposta é 4. Mei viu nessa possibilidade um caminho e ali se redescobriu, tendo a oportunidade de refazer sua vida que estava no limbo.

Por mais que ela tenha uma vida estabelecida no seu tempo, família e tudo mais, Mei era infeliz. Valeria a pena jogar sua felicidade fora apenas por conta disso e voltar pra sofrer? Não sei quanto a quem assiste, mas ela tem sua resposta clara e devidamente pensada: não.

As experiências e aprendizados pelos quais passou foram incríveis e os sentimentos que desenvolveu por cada amigo ali são puros e fortes, assim como o amor que desenvolveu por Mori. Nesse momento ela vive o dilema do retorno sem saber que seu amado passava pelo mesmo.

Mori sempre teve um jeito peculiar e sempre apontei que ele escondia algo, e de fato o episódio nos mostra que tem coisas ocultas sim. Primeiro me chama atenção o fato de que ele parece saber que Mei tem um tempo limite estabelecido ali, inclusive cita a questão do período da lua – agora o quanto ele sabe ou não é que está incerto.

Esse incômodo o leva a escrever novamente pra que possa passar os seus sentimentos a Mei antes que ela o deixe. Enquanto pensa e segue sua rotina, Mori parece perdido em seus próprios pensamentos e isolado, o que me leva ao seguinte raciocínio: teria ele passado por algo assim antes e não teve a chance de fazer algo, querendo fazer diferente agora?

O comportamento estranho de Mori não passa despercebido por Mei, que observa a inconstância nos hábitos comuns dele e nota que algo mudou, o que ele desconversa com a história de seu novo romance – que empolga ela e comicamente faz com que ela vire a louca do silêncio pra ajudar.

Além da esquisitice de Mori, Mei também tinha uma vontade enorme de vê-lo mais tempo. Nisso ela passa a acompanhá-lo de perto, quase virando uma stalker – e é uma comédia a falta de privacidade que suas tentativas de aproximação sofrem por parte de Shunsou e Fumi.

Acho positiva a postura de Mei porque mostra a assertividade da personagem em demonstrar seus sentimentos e fazer a coisa funcionar, diferente de se deixar ser guiada e esperar que ele simplesmente pule nos braços dela ou olhe para os seus bons atributos – o que ele já notou há muito tempo.

Pra fechar as intrigas, Charlie aparece novamente com mais mistérios a sua volta. Não sei se foi apenas uma coincidência, mas começo a achar que ele é um ser mágico que foi dado a Mei, meio que como uma espécie de guardião, talvez?

Ele possui um símbolo no rosto similar ao do chaveiro de raposa que ela carregava antes de conhecê-lo e voltar no tempo. Charlie também parece que tinha um interesse em enviar Mei ao passado e acabou criando um outro problema: ela não quer voltar.

O mágico fica surpreso mas aceita e diz que ela pode, basta manter ele devidamente informado se mudar de ideia. Penso que o objetivo de Charlie era fazer Mei conhecer a si mesma e a outras pessoas, assim se tornando mais forte através daquele ambiente e depois voltando pra retomar de onde parou com uma nova perspectiva sobre tudo – mas no fim ele acabou se atrapalhando.

Como se os estranhos que existem aqui não fossem suficientes, nos introduziram mais um: Okakura Tenshin. Ele é amigo de drinques do Mori e professor de Shunsou, entra e sai como uma tempestade, revirando tudo e saindo rapidamente – com cenas bem engraçadas pela sua personalidade agitada e sem noção -, mas talvez ele saiba exatamente alguns dos mistérios que rondam Mori inclusive o último que nos foi apresentado.

Tenshin sabia da ideia do livro e que o escritor já tinha intenções de fazê-lo, mas nesse episódio não disse muito. Mori quando volta a escrever se depara com um fanstama conhecido do seu passado, mas com um semblante não muito simpático.

Quem é Elise e o que ela tem a ver com a escrita de Mori? Seria ela a peça que faltava pra entender o passado dele e essa questão que ele dá a entender sobre o amor agridoce e destinado a não se concretizar?

Meiji Tokyo começa a afunilar seu enredo e agora temos 3 episódios pra que eles resolvam o que será feito do romance entre Mori e Mei e o que vai ser exposto sobre ele – já que ele foi o menos explorado intimamente até aqui, estou ansioso pra ver o que Elise nos contará.

Até o próximo artigo!

    • JG

      Oi Yorrana! Menina, estou tão ansioso quanto você, Meiji Tokyo começou muito bem e tem melhorado a toda semana, os personagens são ótimos e a forma como eles amarram os acontecimentos em cada episódio é bem redondinha.
      Obrigado pelo comentário e volte sempre pra acompanhar comigo as aventuras da Mei e CIA.

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