Como tudo o que é bom sempre precisa acabar, Hamefura seguiu a regra e infelizmente chega na sua conclusão já deixando saudades, apenas por ser uma história excelente no que se propôs a fazer. A nossa digníssima protagonista não só escapou da morte, como ainda salvou os amigos e a nossa diversão da temporada, então feitas as honrarias, vamos lá conferir o que foi esse final!

Não posso nem dizer que no problema do Sirius – que não é Sirius – o anime tentou fugir do óbvio, afinal o que eles mais fizeram aqui foi mostrar como o clichê ainda é muito bom quando está nas mãos certas, porém a condução de toda a coisa me surpreendeu bastante pela tensão real da questão pessoal do personagem.

Todo o problema que envolvia a mãe dele e a família Dieke, é algo que era recorrente nesse meio de nobres e plebeus, principalmente porque os homens se valiam muito de sua posição para obter vantagens. No entanto, a traição não ficou oculta e para mim ficou claro que todo o plano da marquesa não passou de uma vingança pessoal contra sua empregada e o marido canalha – ainda que o filho dela de fato não fosse sobreviver a sua doença.

Agora uma coisa que me instigou na história deles, é o quão parecido os dois meio irmãos eram. Gente, como duas crianças de mães completamente diferentes eram tão iguais? O gene desse pai deve ser raríssimo, mas enfim, isso foi só um detalhe que me chamou atenção na cena.

Para seu azar, o Raphael – que depois virou o falso Sirius – e sua mãe não foram os únicos prejudicados pelo ódio da marquesa Dieke e foi aí que fiquei chocado com os contornos desse drama. O mago negro que a nobre utilizou também entrou na faca e a sua alma perturbada se prendeu ao Sirius como retaliação a traição dela.

O que é engraçado nesse vilão é exatamente a falta de logística no planejamento dele, porque por mais que ele tenha colocado qual era o seu objetivo final, os meios para se chegar nele não tinham razão de ser, afinal que dano a Catarina ou mesmo a Maria causariam a marquesa Dieke?

Ou se for olhar mais longe ainda, o que ele pretendia se expondo na escola quando podia manter as aparências, enquanto ia resolvendo os passos seguintes da sua vingança contra a mulher? Parecia mais que ele ja estava tão imerso na própria escuridão que somente queria matar qualquer um para saciar sua sede de sangue e pronto.

Engraçado que quando imaginei o garoto sendo usado por algum ente do mal, eu realmente esperava que tudo se tratasse de um vilão “consciente” por trás dele, manejando toda a história como uma forma de oposição a nova Catarina – com ele sabendo da sua possível origem e tal.

Bom, acabou não sendo desse jeito e mesmo assim não deixou de ser interessante, já que mostrou que os perigos que ela deve enfrentar ao longo da sua vida, vão muito além da linha reta traçada pelo jogo original.

Graças a Catarina, com toda sua bondade e santidade, a alma penosa foi vencida sem esforço e o primeiro ponto se fecha com a salvação do Raphael, mas aí para ela ainda faltava o evento que marcava o final do enredo do jogo. Na mente de todos nós não tinha o que dar errado, porém na cabeça de vento dela, tudo ainda podia dar em merda.

Fiquei feliz que o conselho finalmente pode retornar ao anime, fazendo a sua última aparição brilhante e me levando ao riso com o quão rápido elas já tinham se resolvido com o plano furado delas.

Notem que elas só tinham de certa, a ideia de se tornar uma fazendeira e meter medo no Geordo, mas e o plano de fuga contra os outros três, caso eles fossem escolhidos, ficou onde? Pois é, as burraldas nos deixaram na curiosidade para saber o que teriam feito com os demais.

O que eu gosto na densidade da Catarina, é o modo como ela viaja na maionese, porque até quando podia achar que as coisas estavam mudando de curso naturalmente bem, ela estava inventando rotas novas no jogo para justificar que ainda podia morrer – ri bastante com o desespero desnecessário dela.

A idiotice carismática da protagonista acabou lhe rendendo oito confissões – contando com o Raphael é claro – e a continuação da sua vida, que para a felicidade geral de todas as nações, virá numa segunda temporada preparada para 2021.

Nela eu me pergunto, a flag da Catarina será ser perseguida por oito pessoas eternamente, ou haverá novos vilões problemáticos como o mago negro, para atormentar a Dona Flor e seus oito maridos?

Eu confesso que gostaria bastante de ver um vilão reencarnado como ela e a Acchan foram, para sabotar a história com seus conhecimentos sobre a origem daquele mundo e sua vilã protagonista. Seja como for, tenho certeza que Hamefura vai continuar sendo incrível como foi até aqui.

Encerro minha experiência com um saldo altamente positivo dessa aventura isekai nada romântica e muito cômica, torcendo para que 2021 logo venha e que nada atrapalhe minha futura diversão.

Agradeço muito a quem leu esse artigo e nos vemos na próxima!

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    Eu me diverti muito com esse anime, já fui conferir o que tem traduzido do mangá e estou feliz que tenha uma segunda temporada.

    O Conselho só tinha definido o que fazer caso a Maria escolhesse o Keith ou o Geordo porque era na rota deles que a Caterina era a vilã principal. No “final feliz” do Geordo e da Maria, ela era expulsa. No “final ruim” do Geordo e no “final feliz” do Keith ela morria… Já na rota do Alan a antagonista era a Mary, e na rota do Nicol, a Sophia. Mas nenhuma delas se ferrava kkkkkkk

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