Mahouka Koukou no Yuutousei – A história por outros olhos – Primeiras impressões

Mahouka voltou! Ou quase isso… É um pouco confuso, eu sei. Mahouka Koukou no Yuutousei tem a mesma história de Mahou Koukou no Rettosei, só que tendo como protagonista a Miyuki, irmã do protagonista da obra principal, o Tatsuya.
Com isso, a obra se torna uma ótima porta de entrada para quem não viu a série principal (que é bem bacana) e se apresenta como uma ótima opção para essa temporada.
Antes de mais nada, vamos comentar um pouco sobre a franquia em si. Mahouka teve sua primeira adaptação em 2014, ou seja, faz muito tempo. Depois disso teve filme, segunda temporada, a light novel acabou (32 volumes) e voltou após um mês com um time-skip na história.
Tem várias versões alternativas em mangá ou light novel e tudo isso sem contar outras adaptações (jogos, por exemplo). Enfim, é muita coisa e eu entendo quem ainda não começou por conta disso.
E bom, sobre a produção dessa adaptação, temos um diretor experiente e um estúdio que fez várias adaptações de light novels. Se vamos ter problemas ou não é outra história, mas acredito que não, considerando que é uma franquia famosa.
De qualquer forma, estou curioso sobre a quantidade de episódios, visto que a série principal teve 26 episódios e essa aqui vai seguir a mesma história só que de outra perspectiva.
Em relação a história, temos um mundo perto do século 22. Lá, a magia (sim, aquela que vemos nas histórias fantásticas) tornou-se algo possível e tem sido usada de diversas formas, inclusive para propósitos militares.
Seguimos os calouros da primeira academia nacional de magia do Japão. Dessa vez, o foco recai sobre Miyuki Shiba, uma primeiranista que logo de cara atrai as atenções e expectativas devido ao seu desempenho.
Sendo um fã da franquia, é complicado reclamar de qualquer adaptação que venha dela. Aqui, o queridinho de boa parte dos fãs (Tatsuya) não vai ter tanto destaque e sinceramente eu acho isso ótimo, pois vai explorar uma parte da história que sinceramente eu sempre tive curiosidade.
O Tatsuya sempre foi muito interessante e legal de acompanhar, ainda mais por conta de seus trabalhos, mas e a sua irmã?
Miyuki sempre foi apresentada como uma moça delicada, mas muito forte. Desde o início da obra nós temos esse vislumbre e claro, as diferenças entre ela e seu irmão.
Enquanto seu irmão surpreendia por ser um estudante de classe inferior dando resultados, Miyuki sempre se destacou por seu talento ao utilizar sua magia de gelo.
Não à toa, ela já inicia sua vida escolar como representante do primeiro ano e integrante do conselho estudantil (com direito a disputa pelo comitê disciplinar, que acaba fisgando seu irmão).
O ponto aqui é que a estreia foi morna, mas já mostrou uma prévia do que podemos esperar. Tatsuya provavelmente fará suas aparições, mas o foco é definitivamente em sua irmã e sua jornada em meio aos acontecimentos que ocorreram na série principal.
Foi um início tranquilo, algo que talvez não seja tão corriqueiro na obra. É aquela coisa, não dá pra saber o que esperar daqui.
A ação sempre esteve com o Tatsuya, mas a Miyuki também teve seus momentos de heroína (raros, por sinal). Com isso, talvez o ritmo da obra seja mais tranquilo, puxando para outros gêneros como slice of life ao invés de ação.
Outro detalhe interessante é o possível desenvolvimento de outras personagens que não tiveram tanto destaque na série principal. Enfim, é um misto de não saber o que esperar e esperar algo bem interessante por conta da mudança de perspectiva.
No final das contas, eu estou com boas expectativas sobre a obra. Inclusive percebi que não vi a segunda temporada da série principal (que foi lançada no final de 2020) e o filme. Não sei como deixei passar, mas vou ver logo mais.
Enfim, estou curioso para saber o que vai sair daqui e claro, como vão mexer nessa questão dos sentimentos ocultos que ela nutre pelo próprio irmão, algo que sempre ficou claro, mas nunca teve um destaque decente.
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