Bom dia!

Você queria ver a Conselheira Julia de novo? Nem eu. Mas era um dado da natureza que ela iria retornar. E ela retorna, agora em Areshima, uma cidade próspera que faz parte de uma nação ou associação ou aliança ou vá lá saber chamada Ikesuka.

Julia foi até Areshima para debater política com Isao, um ex-piloto, ricaço, influente na política e provável futuro líder de Ikesuka.

Mais um episódio com uma boa batalha, agora com bombardeiros, um pouco mais sobre esse mundo foi revelado, e a Reona foi a pilota de destaque do Kotobuki, embora o arco não tenha acabado e eu ache que ela irá aparecer bem mais no próximo episódio.

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Bom dia!

A venda de uma obra de arte falsificada não foi só um detalhe do negócio fraudulento dos piratas das Indústrias Elite: é o principal negócio deles.

Veja você, o chefe pirata tem uma garota (não ficou clara a relação entre eles) que gosta de arte, e pela quantidade de telas em seu quarto parece que ela fica o tempo todo pintando telas de ukiyo-e.

Bom, ela é obviamente uma amadora, ainda que uma amadora bastante talentosa, porque ukiyo-e é uma técnica de impressão, não pintura. Os artistas entalham os moldes em madeira, passam tinta neles, e comprimem (daí o termo “impressão”) contra um pedaço de papel. É uma arte reprodutível, um número indefinido de telas pode ser produzida a partir dos mesmos moldes. Mas isso não importa.

A garota gosta do estilo, mais do que do método (que talvez desconheça ou não tenha equipamento ou treinamento adequado), e pinta os seus. Não é à toa que é tão fácil notar que são falsos. Mas o chefe pirata gosta dela e a incentiva e a elogia, mesmo que ele próprio pareça entender nada de arte. O pináculo de seu incentivo é sua determinação em fazer suas telas ficarem conhecidas no mundo.

Mas é claro que em uma covil de piratas são poucos os que realmente se devotam à arte.

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Bom dia!

O mundo de Kotobuki oficialmente é como o Velho Oeste americano. Se o é pelos mesmos motivos, ainda vamos descobrir, mas as características sociais e estéticas parecem estar lá.

Aparente ausência de um poder central. Comunidades que se auto-organizam, inclusive para a própria defesa. Milícias de vigilantes amadores. Empresas privadas de transportes e de mercenários. Criminosos que atacam fretes e vilarejos.

Nos EUA e em outras partes do mundo o que levou a esses fatores foram a expansão territorial e populacional mais rápidas do que o governo poderia dar conta, deixando o povo literalmente à própria sorte. O termo historiográfico oficial, adequadamente, é Fronteira, se referindo à mutante e mutável linha de frente (a “fronteira”) da colonização humana.

Por enquanto isso não parece existir em Kotobuki, mas quem sabe? Os três primeiros episódios serviram para, cada um, revelar um aspecto do mundo: no primeiro, a dinâmica narrativa e a apresentação dos personagens principais, no segundo, a política macro e alguns dos problemas gerais, e nesse, como funciona uma das diversas cidades isoladas nesse mundo e um vislumbre de suas relações internas e seu conflito frequente com bandidos.

Talvez o ciclo de introdução tenha acabado nesse terceiro episódio, ou talvez não.

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Bom dia!

O primeiro episódio se dedicou a mostrar como vai ser a dinâmica do anime, dar uma pequena introdução sobre as personagens principais, e mostrar como tudo isso vai ser, visualmente.

Falando em visualmente, no primeiro episódio houve animação mista entre 3D e 2D, mas esse não foi o caso nesse episódio. O capitão, animado de forma tradicional no primeiro episódio, foi 100% 3DCGI nesse segundo. Pode-se especular porque foi assim, mas a menos que alguém da produção se manifeste, nunca vamos saber.

Mas se podemos especular, vamos especular? Pode ter sido só para chamar mais a atenção com um acabamento melhor no episódio de estreia. Pode ter sido porque o trabalho original, em 3D, estava muito ruim e refizeram partes ou adicionaram cenas no final. Ou talvez o episódio inteiro tenha sido feito depois dos demais? Talvez o segundo devesse ter sido o primeiro? Calma, esse parágrafo inteiro não vale nada, não reproduza o que escrevi como “verdade” por aí, ok?

Enfim, nesse segundo episódio de Kotobuki o anime revela, à sua moda, um pouco sobre o que parece ser a complexa política desse mundo (ou do pedaço desse mundo no qual a história se passa), e ainda estou bastante confuso.

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Bom dia!

Esse é o outro anime de aviões da temporada. Qual a probabilidade disso acontecer? Devem ter combinado, não é possível.

Mas ao invés de aviões neon que combatem alienígenas, Kotobuki oferece modelos aéreos da primeira metade do século 20 com altíssimo nível de detalhes, até painéis e instrumentação foram modelados e animados. É um deleite para quem gosta de aviões.

O que me fez decidir embarcar nesse anime porém está em terra firme: o diretor Tsutomu Mizushima, que tem uma carreira extensa incluindo outros animes originais como Girls und Panzer e Shirobako. E a roteirista Michiko Yokote, que também possui uma carreira extensa, tendo trabalhado com Mizushima em diversos projetos, incluindo Shirobako.

Por que insisto tanto em Shirobako? Bom, no segundo cour da série, que retrata o dia a dia de um estúdio de animes, seus personagens produziram justamente um anime sobre garotas que são pilotas de aviões de guerra.

Só coincidência? Até que alguém diga o contrário, sim. Mas não importa, de todo modo. Estou bastante ansioso.

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