“O menino e o lobo” é o título de uma fábula muito famosa, a qual conta a história de um pastor de ovelhas que cuidava de um pequeno rebanho de ovelhas, e recebeu um apito, que servia para avisar sobre todo e qualquer perigo iminente. Claro que, toda vez que ele tocava o bendito apito, todos os aldeões saiam correndo de suas casas para prestar socorro, e o pastor morria de rir.

Até que, um dia, um lobo apareceu de verdade e o pastor apitou com todo seu afinco. Depois de tantas mentiras, ninguém mais acreditou quando o menino finalmente aconteceu um perigo de verdade. Usopp, o mentiroso da Vila Syrup, vivia gritando que os piratas estavam chegando. Acabou que isso se tornou um despertador e tanto, mas quando os piratas realmente fizeram menção de chegar, quando Usopp avisou, ninguém acreditou.

Apesar do início das mentiras de Usopp começarem por causa de uma dor pessoal, causada pela morte de sua mãe e pela despedida de seu pai por causa de um “chamado de uma bandeira pirata”, a parte de ninguém acreditar quando finalmente disse a verdade nas duas histórias foi muito semelhante.

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Orange Town é o segundo arco de East Blue, no qual Luffy e Zoro encontram a navegadora, Nami. Como o protagonista sempre vagou a esmo, nunca sentiu necessidade de alguém que lhe auxiliasse nesse assunto. Ele só colocou na cabeça que precisava ir para Grand Line para ser o Rei dos Piratas e pronto, acabou.

Zoro também tem um problema sério com direções e conhecimentos de mapa em si, então se perde com incrível naturalidade, e isso é mostrado nos capítulos do mangá logo adiante. Contudo, ele tem ciência de que, para se localizar os melhores caminhos para seguir em frente, precisam de um navegador urgentemente.

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Infelizmente eu estava sem ideias para fazer uma leva de novos artigos para a coluna de terça-feira. Fiquei pensando em como prosseguir após Chihayafuru, e o Mexicano me deu a seguinte dica: “Por que não escrever sobre mangás que estão sendo falados ao longo de muitos anos?”.

E é claro que um dos exemplos é One Piece, um dos mangás que estão sobrevivendo desde os anos 1990 (22 de julho de 1997) e segue em sua periodicidade semanal, sendo publicado pela Shounen Jump, que é uma revista que tem outros títulos bem famosos, como Dragon Ball e Naruto.

Como One Piece está sendo um mangá que está batendo a quantidade de capítulos em quase 1.000 (tá, um pouco menos), e eu leio muito devagar, resolvi, com ajuda do Mexicano, separar todos os artigos por arco e comentar aos poucos todas as partes importantes que consegui absorver.

Sem mais delongas, aqui vai o primeiro artigo de um mangá que marca muita gente (lembrando que esta coluna contém spoilers, então depois de uma determinada parte, se alguém que não quiser continuar, é por própria conta e risco).

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Bom dia!

A jornada é um elemento narrativo tão antigo, universal e flexível que faz pouco sentido chamá-la de clichê ou tropo. Pode ser muita coisa diferente.

Jornadas eram contadas no passado distante, como a Odisseia de Homero, em que Odisseu (Ulisses, em latim) tem uma dificultosa viagem de volta para casa após a Guerra de Troia. O Êxodo bíblico, no qual Moisés guiou seu povo para a terra prometida por Deus, fugindo da escravidão no Egito. A Jornada ao Oeste chinesa, na qual o monge Xuanzang parte para a Índia em busca de textos sagrados budistas.

Jornadas ainda são contadas hoje, como a fantasia épica de O Hobbit, o trágico road movie Thelma & Louise, a fábula animada Em Busca do Vale Encantado.

E animes, claro, muitos animes. Tantos animes que eu tive que fazer uma seleção difícil, cortando várias obras que adoro em favor da diversidade de indicações nessa lista.

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