Black Clover é um mangá da Shonen Jump (que atualmente está perto de ter 200 capítulos) e no ano passado recebeu uma adaptação em anime pelo estúdio Pierrot. Eu lembro de quando Black Clover saiu e eu também lembro do motivo de não ter lido ou visto ele naquela época… era porque o protagonista gritava horrores. Depois de mais de ano, o principal continua gritando horrores, mas como vamos falar do anime/história em si, não preciso comentar o meu sofrimento e de como enjoei da voz dele… e sim vou usar arquétipos, sem arquétipos eu sou nada. Infelizmente.

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Após algum tempo, eu decidi voltar com um daqueles artigos que fazia antes de seguir para os episódicos, como este, ou este aqui. Na verdade, nunca pensei em escrever um sobre Gals, e o pior que esse tipo de assunto não é tanto a minha especialidade, porque vamos aos fatos: eu não sou muito feminina, e ver essas meninas que gostam de cuidar de si mesmas todos os dias me impressiona. O fato é que isso é muitas vezes mal interpretado por quem vê esse tipo de garota, além do que, várias séries e animes nos fazem ter pensamentos errados sobre elas.

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Uma franquia preocupada em tocar os corações das pessoas tanto através de romances e da música quanto através dos seus mechas. Uma obra concebida durante a década em que robôs gigantes reinaram supremos e que continua a influenciar criadores e a povoar os sonhos dos apreciadores de operas espaciais até hoje. Com vocês, mais um episódio de Entre no maldito robô.

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Em 1963, Tetsujin no. 28-go chegou as telas das televisões japonesas mostrando um robô controlado remotamente. Em 1972, Mazinger Z apresentou pela primeira vez um colosso metálico pilotado internamente tal qual uma aeronave. Em 1979, Gundam mostrou uma arma de guerra em forma humanoide com limitações numa história onde heróis e vilões não são tão diferentes assim um do outro que a fizeram diferente de tudo o que havia sido produzido no gênero mecha até então. Dois anos antes, Star Wars arrebatou dezenas de milhões de corações e mentes ao redor do mundo ao propor uma nova roupagem do clássico conflito entre Bem e Mal num cenário intergalático e tecnológico com claras influências orientais.

Todas essas histórias, narrativas, elementos e personagens abriram as portas para uma nova década onde criaturas mecânicas de enorme estatura (algumas não tão grandes assim), estreantes e veteranas, na TV, no cinema e até em novos formatos audiovisuais reinaram supremas. Estou, é claro, falando dos anos 1980, a era onde o gênero mecha se metamorfoseou, se expandiu, alcançou picos de popularidades nunca vistos e se enraizou definitivamente no inconsciente coletivo de uma nação e, porque não, de todo um planeta. Sejam todas e todos muito bem vinda(o)s ao quinto episódio de Entre no maldito robô.

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Shirobako e Demi-chan wa Kataritai (Interviews With Monster Girls) são animes em que o trabalho surge como um dos temas e/ou pano de fundo, seja explorando o processo de produção – no caso de Shirobako temos ainda a metalinguagem, indo fundo na concepção e resultados de um anime – ou a maneira que o labor pode tornar a vida de outros melhor – na pesquisa e tentativa de compreensão do professor das meninas monstro em Demi-chan wa Kataritai, um belo exemplar de mix de slice of life, sobrenatural e comédia. O trabalho (a forma como nos relacionamos com ele e suas regras) passou por muitas mudanças ao longo dos séculos. Porém, sentimentos e sonhos são algo que sempre estiveram presentes nas progressões e regressos que o trabalho sofreu a cada nova alteração promovida em algum período da história.

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Após uma pausa inesperada, porém estratégica no final das contas, esta coluna volta ao campo de batalha (não sem antes pedir desculpas e compreensão ao querido leitor e a querida leitora) para continuar a saga de como Gundam se tornou um marco do mecha anime e um dos maiores fenômenos da cultura pop oriental. É o retorno de Entre no maldito robô.

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O ser humano é um animal dotado de pensamentos, que carrega consigo um conjunto de crenças, por isso apresenta uma complexidade em que ciência, ética, estética e política não dão conta de explicar e atenuar problemas tão difíceis, que parecem irresolúveis, como desigualdade, fome, ganância, guerra, incomunicabilidade… O sociólogo Edgar Morin disse que “É preciso ensinar a compreensão humana, porque é um mal do qual todos sofrem em graus diferentes”.

Compreender o outro é um passo para lidar melhor com as incertezas e os perigos da vida. Num mundo incerto, prolifera-se mais irrefletidamente discursos demagógicos, nos quais defesa de um modo de vida, liberdade e segurança alicerçam o apego às virtudes nacionais, a criação de inimigos e a intolerância ao diferente. Nisso, o auto-sacrifício e a morte do outro são o “fim último” de um discurso ideológico que lança mão de elementos totalitários ou encobre a verdade convocando todos à imolação do  heroísmo. No episódio 3 de Zona de Atrito: Cross Ange: Tenshi to Ryuu no Rondo (Cross Ange: Rondo of Angel and Dragon) e a franquia Yuuki Yuuna Wa Yuusha de Aru (Yuki Yuna is a Hero).

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Nesta seção de Zona de Atrito (que também pode ser chamada de episódio), trataremos de um gênero bastante comum, que alguns não veem com bons olhos, sendo que muitas vezes recebe o certificado de “chato”, com o argumento básico de que é constituído por animes nos quais nada acontece. Esse gênero é o slice of life, ou fatia de vida. O slice of life, como o nome já evidencia, é um gênero que tem como foco o cotidiano. Ou seja, acompanha a vida – dramas e peripécias – de uma personagem, um grupo de amigos/amigas ou de uma comunidade. O slice of life pode se sustentar (ou tentar) sozinho como gênero ou trabalhar ao lado de outros, de estirpes distintas, como o drama, a comédia e mesmo a magia. Em foco, teremos os animes Non Non Biyori (slice of life, comédia e vida escolar) e Flying Witch (slice of life e magia), que têm como local eleito para suas “narrativas” o interior, possuem meninas como protagonistas e, certa medida, são odes a uma passagem de tempo em que prevalece o bucólico, e as relações humanas, a natureza e a memória (principalmente a que construímos para eternizar uma fase ou um encontro) são regidas pelo equilíbrio entre ação e contemplação.

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Durante toda a década de 1970 a popularidade dos mecha animes se manteve alta não apenas no Japão como em diversos países. Astroganger fez sucesso em países árabes, Voltes V permanece cultuado até hoje nas Filipinas, Grendizer (outra história de Go Nagai envolvendo robôs gigantes) fez tanto sucesso na França (onde foi rebatizado de Goldorak) que foi objeto de matéria de capa da revista Paris Match e até o Brasil se rendeu aos robozões tamanho família com Groizer X (por aqui chamado de Pirata do Espaço). Porém, pouquíssimas pessoas poderiam prever o quanto uma série original que estreou nas TVs japonesas em 1979 levaria o gênero a patamares jamais vistos não apenas dentro do próprio gênero, como também na cultura pop nipônica e, posteriormente, mundial. Sejam muito bem-vindos ao quarto episódio de Entre no maldito robô.

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Esta é a coluna Zona de Atrito. Nela, o real e a fantasia (seja aventura, ficção científica, magia ou terror), dois territórios da criação artística, serão os temas. Tratadas juntas ou separadamente. Atrito, pois as fronteiras entre a realidade e a imaginação nem sempre são evidentes. Às vezes são abolidas, em outras, misturam-se ao ponto da indistinção. Como disse o escritor Eduardo Spohr, “A fantasia é muito mais real que a própria realidade porque a fantasia faz metáforas com coisas que são verdadeiras e isso que é importante destacar”. A fantasia fala do que vivemos e do que poderemos viver, e também abre espaço para a possibilidade de discutir novos modos de perceber a vida. Hoje, dois animes que falam da mulher (não só japonesa) na contemporaneidade: a fábula Kanojo to Kanojo no Neko: Everything Flows e o conto sobre uma NEET Netojuu No Susume (Recovery Of An MMO Junkie).

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em A Arte da Vida, logo no título da introdução lança uma pergunta desconcertante: “O que há de errado com a felicidade?”. Em tempos de individualismo e consumismo exacerbados, culto à beleza, crises econômicas e o ter se sobrepondo ao ser (ainda que tenhamos focos de resistência), uma questão que nos leva a refletir sobre quem somos e o que queremos, tem o poder de expor nossas fragilidades e causar danos às nossas convicções. Ser adulto é lidar com inúmeros problemas, que, dependendo do rumo que se toma, transformam-se em perigos dos mais ardilosos. Sombras disso podem ser encontradas em dois animes adultos, com jovens adultos que nos revelam que crescer, parar e voltar a crescer são movimentos carregados de alegrias e frustrações, aqui, acolá e no Japão.

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