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Oitavo artigo de primeiras impressões da temporada de abril de 2016! Passei a noite com febre mas já melhorei para escrever esse artigo para você! Os sete artigos anteriores foram:

  1. Mayoiga, Terra Formars Revenge, Re:Zero Kara Hajimeru Isekai Seikatsu
  2. Jojo’s Part 4: Diamond is Unbreakable, Kuma Miko, My Hero Academia
  3. Endride, Ushio to Tora, Gundam Unicorn RE:0096
  4. Bakuon!!, Joker Game, Seisen Cerberus
  5. Age 12, Bungou Stray Dogs, Unhappy
  6. Sailor Moon Crystal 3, Twin Star Exorcists, Netgame no Yome wa Onnanoko ja Nai to Omotta
  7. Kabaneri of the Iron Fortress, Kuromukuro, Shounen Maid

Já escrevi sobre 21 animes, hein! E com esse artigo chego a 24, espero que esteja gostando dessa série de artigos e que ela esteja sendo útil e divertida para você. Dessa vez escrevo sobre duas comédias – uma slice of life e uma absurda, e um … um Kiznaiver! Bom, eu ainda não sei o que é Kiznaiver, admito. Mas isso não me impediu de (tentar) avaliar esse primeiro episódio! A comédia slice of life é Flying Witch e a comédia de absurdo é Sakamoto desu ga. Nenhum erro nisso: a história com uma bruxa não é a história absurda, hehe.


Anime21 Diário

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Isso me faz lembrar essa cena de Meu Vizinho Totoro

Isso me faz lembrar essa cena de Meu Vizinho Totoro

Flying Witch, episódio 1 – Garota nova em cidade pequena

Makoto é uma bruxa, e ela voa (de vassoura). Bruxas são expulsas de casa aos 15 anos, mais ou menos como algumas espécies de animais expulsam seus filhotes quando eles crescem. A espécie humana felizmente parou de fazer isso. Bom, estou me desviando já, enfim: bruxas são consideradas para todos os efeitos adultas aos 15 anos de idade, e por isso saem de casa e vão trabalhar de fazer bruxarias por aí. Sei lá, a história não dá detalhes disso e não é importante mesmo. Tanto que a Makoto saiu de casa sim, mas não muito: seus pais acham que ser uma bruxa não é mais tão rentável quanto antigamente e mandam ela para a casa de parentes, onde ela poderá terminar o ensino médio e se formar uma legítima cidadã produtiva da sociedade.

A magia não é conhecimento comum no mundo desse anime, pessoas normais não sabem que bruxas existem e bruxas não devem se revelar bruxas para pessoas normais. Mesmo assim, ninguém jamais parece ficar muito surpreso quando descobre que a Makoto é uma bruxa. Bom, ficam surpresos sim, mas juro que se eu estivesse no lugar deles eu teria enlouquecido e não ia conseguir parar de pensar nisso por muito tempo. Em Flying Witch fazem uma cara de espanto bem convincente até, embora não exagerada, mas logo passa. Dois momentos: quando Makoto começa a voar com a vassoura e está na companhia de sua prima Chinatsu, a garota esbugalha os olhos mas a cena é cortada e só o que descobre-se depois é que a Makoto a convidou para voar junto de vassoura e a menina ficou correndo de alegria de um lado para o outro depois de pousar. O outro momento é justamente no pouso: ela encontra seu primo Kei conversando com uma amiga de nome Nao que já sabia da vinda da Makoto mas obviamente não fazia ideia de que ela era uma bruxa. Aliás, ela não sabia que bruxas existem, pelos motivos que já descrevi acima. E o primeiro contato visual que ela tem com a Makoto é vê-la vindo do céu voando de vassoura. Ela esbugalha os olhos, como a Chinatsu havia feito, mas segue a cena, segue a vida, e ela apenas aceita. No dia seguinte até tem uma conversa sobre bruxas com a Makoto na escola.

Flying Witch não é uma história sobre magia. É uma história sobre uma garota diferente, que veio de longe e se mudou para uma cidade pequena. Não é um drama, é apenas o cotidiano de desencontros mais ou menos cômicos entre ela e os habitantes locais. O diferencial desse anime em relação a outras histórias do tipo é que as diferenças de costumes e tradições foram substituídas por diferenças entre pessoas normais e bruxas.

Os seis kiznaivers

Os seis kiznaivers

Kiznaiver, episódio 1 – Os sete pecados revisitados e.. O que é isso aqui?

Vou tentar listar os temas do anime, ok? Dor e sofrimento, os sete pecados capitais, os “novos” sete pecados capitais (que são clichês de personagens de anime), conectar-se com outras pessoas, empatia e dividir a dor, sentir ou não sentir (dor). Parece bastante dolorido, mas eu achei bastante divertido e não sou masoquista.

Como as coisas todas se encaixam: o conceito de sete pecados é citado apenas para introduzir os tais novos pecados, e um representante de cada um é escolhido (e sequestrado e operado ilegalmente) para fazer parte do Sistema Kizuna, que divide as dores e ferimentos que um deles eventualmente sofra entre todos. Katsuhira, o protagonista, é o representante do arquétido do “imbecil”, que como esperado é devagar para entender as coisas, mas também é passivo, insosso, incapaz de sentir medo e portanto com maior dificuldade para se conectar a outras pessoas. Com efeito, ele é tudo isso. Mais ainda, ele supostamente se tornou assim por ser incapaz de fisicamente sentir dor: ao invés de enfrentar qualquer um que o provoque o Katsuhira prefere simplesmente apanhar e resolver o assunto logo – ele não vai sentir dor mesmo. É tão chocante quanto soa, até mesmo quem o maltrata se incomoda com isso, e quando ele era mais novo outros valentões deixaram de bater nele porque a falta de reação fazia perder a graça.

E sobre o que afinal é o anime? Tanto a história cheia de temas malucos quanto as cenas absurdas (algumas beirando o surreal e me lembrando de Mawaru Penguindrum no processo) tornam difícil entender a que Kiznaiver veio, mas posso especular. Se são pecados são coisas ruins, se são todos clichês estão ali apenas para preencher espaço (a não ser que Kiznaiver pretenda criticar a escrita de animes em si, o que não acredito ser o caso), e o mais desenvolvido é o protagonista, que vai além do simples clichê. O apático protagonista é o ponto focal de um anime que afirma haver um problema na sociedade japonesa, que supostamente valorizaria tanto conexões entre pessoas ao mesmo tempo em que a própria necessidade do Sistema Kizuna (entre outras coisas) demonstra que na prática é muito difícil estabelecer essas conexões. Então, talvez seja algo como, estamos ficando cada vez mais alienados a ponto de estarmos perdendo o contato com outras pessoas e a realidade?

Dança da chuva. Mais ou menos

Dança da chuva. Mais ou menos

Sakamoto desu ga?, episódio 1 – Ok, admito que ele é legal, mas…

Sakamoto é super legal. Na verdade ele é cool, termo que como adjetivo e elogio normalmente pode ser traduzido como “legal” mas não é exatamente isso, queria que existisse uma tradução decente. Vou usar cool então, ok? Alguém cool é legal de um jeito frio (daí “cool”), é como ser inabalável, sempre calmo e contido mas também certeiro e afiado. E o Sakamoto, protagonista e personagem título, é isso ao extremo.

Está sempre preparado para tudo (incluindo armadilhas aleatórias e um balde dágua arremessado para dentro de sua cabine no banheiro). Nada o atinge e ele não atinge ninguém – no sentido de não atacar ninguém. Mas ele é tão legal, tão cool, que atinge os corações de todos, inclusive daqueles que até à pouco estavam tentando derrubá-lo. Ele é capaz de voar de guarda-chuva como a Mary Poppins para salvar um pobre passarinho durante um tufão.

Todas as piadas desse primeiro episódio foram situações que o Sakamoto superou simplesmente sendo cool. E várias delas foram muito engraçadas, só por isso esse episódio já vale a pena. Mas eu não sei mais nada sobre o Sakamoto além dele ser cool, e não existe nenhum outro personagem relevante no anime até agora. É uma fórmula que tem tudo para ficar cansativa caso se mantenha assim por muitos episódios, espero um pouco mais de profundidade (pode ser uma profundidade tosca, não importa) do Sakamoto ou o surgimento de novos personagens fixos relevantes para que eu possa ver algumas cenas e piadas diferentes dessas. Que são legais sim, mas só isso durante 13 episódio não, por favor!

  1. Sakamoto foi legal o primeiro ep, mas ta com cara de q vou dropar se nada radical acontecer
    kiznaiver , o marketing tava tão foda, mas tão foda q eu tava doido pra ver esse anime, pq parecia algo espetacularmente foda, sem sombras de duvidas e assinado em baixo, ai vou assistir, e não tive muita surpresa, mas quem sabe mais pra frente né? 😀
    Flying Witch , esse tipo de anime não faz meu estilo, duvido eu acompanhar ele

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Minha exata impressão sobre Sakamoto e sobre Kiznaiver, mas enxergo potencial nos dois (principalmente Kiznaiver) e não pretendo dropar nenhum deles de todo modo.

  2. Flying witch tem potencial para ser um bom slice of life, boa animação (este J.C staff esmera-se cada vez mais nos seus projectos), personagens razoáveis, a Chinatsu fez-me lembrar aquele tipo de criança que nos fica a observar durante um tempo e só depois nos diz alguma coisa. Aquela cena da personagem principal esperar na paragem do ônibus também me fez lembrar aquela cena do meu vizinho totoro.
    Já Kiznaiver, eu penso que tenha potencial, mas só lá mais para a frente é que se poderá tirar a prova dos nove, a animação está razoável (aquela mistura de cores, houve um momento em que pensei que tinha comido cogumelos mágicos e estava a ter alucinações), este anime fez-me lembrar um pouco de Kekkai Sensen, só que menos exagerado.
    Sakamoto desu ga?, dizer o quê, quem precisa de super-poderes quando se tem estilo como o Sakamoto e a sua extrema facilidade em contornar os problemas à sua volta e ainda por cima com style.

    • Fábio
      Fábio "Mexicano" Godoy

      Achei muito divertido a Chinatsu toda desconfiada da Makoto, só porque ela estava “conversando” com o gato, hahaha. Qual é, isso nem é tão impossível assim. O que ficou meio estranho foi a garota ter abraçado a Makoto quando o irmão brincou dizendo que era a mãe dela … claramente ela tem uma mãe, então ela entendeu na hora que era uma brincadeira e entrou na onda, senão o irmão dela é muito sem coração, LOL, mas ela é muito nova e o personagem não tinha desenvolvimento nenhum ainda, achei estranho ela entrar nesse tipo de brincadeira sem questionar. Ou eu entendi errado o que aconteceu ali?

      E Kiznaiver é isso mesmo, só adiante que a gente vai saber se o anime é bom mesmo ou se está sendo apenas prepotente. Será que a Mari Okada consegue ser como o Kunihiko Ikuhara?

      • Em relação a Kiznaiver só vendo, mas tenho fé que vá sair alguma coisa de jeito.
        Quanto a Flying witch, também achei estranha a atitude da Chinatsu quando o irmão dela disse que a nova hospede (Makoto) era a mãe dela, mas não foi nada que estragasse o clima calmo do anime.

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