E pensar que o anime havia melhorado um tanto e agora decaiu bastante. Não posso mentir, quase caí de sono no episódio, porém me senti na pele das pessoas que esperam 38472397 horas para conseguirem alcançar os portões de um determinado evento de anime.

Para quem não conhece bem eventos, é sempre uma tortura. O meu primeiro evento de anime foi em 2006, quando ainda morava na cidade de Volta Redonda, que fica no interior do Rio de Janeiro (ela é famosa pelo estádio Raulino de Oliveira). O evento se chamava AniMania e, sério mesmo, foi o melhor que já fui até hoje. Lá tinha stands de vendas e exposições, separaram uma sala para passar filmes de animes, tinha mangateca, tinham lugares decentes DENTRO do colégio (era na ETPC) para bater um bom rango… Fui duas vezes e curti as duas.

Sempre fui tipo o Kaikai em eventos q

Eu não tive tanto problema com filas, porque simplesmente cheguei às 7 da manhã, que era a hora marcada para a abertura dos portões e para a avaliação dos ingressos. O ingresso, para a minha satisfação e leveza para o bolso, custava R$ 6,00 um dia e R$ 16,00 dois dias (diferente da meia que se paga hoje, que é entre R$20,00 e R$80,00, dependendo do evento, mas o mais legal é você fazer aquela doação consciente de um quilo de alimento não perecível… Ou nem tão consciente assim. Tem gente que só quer pagar meia mesmo e é isso aí). Mas claro que tem eventos que fico 3749872398 horas na fila esperando a minha vez.

Esta é a fila que enfrentamos hoje em dia

O último evento que fui em que tive que esperar tanto foi o aquecimento do Anime Family do ano passado. Mudaram o local do evento para onde não estávamos acostumados e andamos um pouco mais que deveríamos (da Alvorada até a Universidade Veiga de Almeida, sendo que existem 827349382 ônibus que vão para lá, mas o que é um otaku sem correr riscos?), mas foi bem legal até. Eu gostei mais quando teve o show do FLOW lá em Piedade, mas nem tudo são flores.

O que acaba compensando no final das contas

No anime também acabou falando de amizades que fazemos em eventos, não é? Eu nunca fiz muitos amigos, não, porque sempre vou com quem conheço e tal. Mas com certeza é um ótimo local para encontrar quem adora as mesmas coisas que você. Claro que tem gente que vai com o amigo porque quer ver como é, ou então vai porque a pessoa insistiu para dar uma olhada ao menos nos cosplays. E vou te dizer uma coisa: não fui a tantos eventos de anime assim, até porque aqui no Rio tem em média de 10 a 15 eventos (ou até mais) espalhados pela cidade, e o que  vou religiosamente todo ano é um evento de cultura japonesa que acontece todo mês de agosto na Praia do Flamengo, mas todos têm uma coisa em comum: a esquisitice que atrai as pessoas.

Beibei foi a amizade do evento!

Quanto mais pessoas têm gostos em comum, mais elas vão se atraindo, e a frase da Erika entra aqui: “Enquanto gostarmos de anime, nos encontraremos”. É aquele caso, né? Não só apenas em questão de gosto, mas também linguística. Para quem assiste animes por muito tempo, é mais fácil aprender e entender algumas palavras ou frases de ouvido, e várias pessoas têm gosto pela língua, até mesmo fazem cursos para ver seus animes sem precisar olhar para as legendas ou então poder visitar o Japão (hoje em dia já não tenho mais essa vontade por coisas que tenho lido por aí).

Beibei é um exemplo de otaku que aprendeu japonês para poder ver animes sem legenda e visitar o Japão em época de evento/férias

Mas por que eu escrevi mais sobre a minha experiência com eventos de animes/cultura japonesa que sobre o anime em si? Porque não tinha praticamente nada a ser falado, nem mesmo sobre a volta que fizeram com navio, parecendo a barca Rio-Niterói.

Obrigada para quem teve a paciência de ler isto, e até o próximo artigo.

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