Esses dois episódios a serem comentados têm algo em comum, que é o fato de não estarem conectados diretamente à história central, servindo para desenvolver melhor algumas personagens. Tais episódios até parecem fillers, mas não os considero dessa forma devido a sua importância de trabalhar mais certas personagens, enquanto a definição que nós conhecemos de fillers é enrolação.

Quando fazemos parte de um grupo é normal querer ter intimidade com todos (ou quase todos), principalmente quando se está junto há bastante tempo. O grupo fictício dessa série (Aqours) está consolidado e cada vez mais unido, então é natural que haja intimidade entre seus integrantes. Por uma mera questão de respeito a Dia é tratada de forma diferente, não que isso signifique que as meninas não gostem dela, pelo contrário, ela é tratada de maneira formal porque a mesma impõe respeito às outras e é admirada justamente por ser assim.

A preocupação de Dia é justificável pois a mesma quer também ter uma aproximação com todas as sua companheiras de grupo. Para quem mora no ocidente a diferença entre os honoríficos “chan” e “san” não fazem muita diferença, mas para os japoneses sim. Então entre Dia-chan e Dia-san existe uma diferença muito grande determinada pelo grau de intimidade. Esse é o ponto do quarto episódio, que fez a Kurosawa mais velha ficar preocupada e proporcionar aos espectadores cenas divertidas em que ela esboçava uma aproximação com as outras meninas.

A moral do episódio de número quatro é que Dia é querida do seu jeito, e que ela não precisa mudar, além que sua personalidade rígida e disciplinada serve para pôr ordem no grupo.

Pintinha charmosa

Uma questão interessante que foi levantada no quinto episódio foi a questão do destino. Será que realmente isso existe?

Assim como Yohane encontrou um cachorro perdido, o encontro dela com as Aqours pode ser fruto do destino? A Yoshiko não acredita em coisas sobrenaturais e espirituais, como foi mostrado no episódio em que ela foi introduzida ao grupo, mas o seu alter-ego (Yohane) acredita que veio das trevas e é capaz de dominar o sobrenatural. Entretanto, as Aqours a receberam de braços abertos sem ter algum tipo de preconceito com a sua personalidade excêntrica. A entrada dela no grupo foi uma benção, pois ela pôde criar laços de amizades nos quais teria dificuldade de criar devido ao seu comportamento diferente. Ou seja, ela encontrou pessoas que a aceitam como ela é de verdade.

Se foi o destino ou não que fez que a Riko também entrasse para o grupo, eu não sei, mas o encontro dela com a Chika e as demais garotas mudou a vida dela. A mesma tinha seus problemas particulares e desafios que só ela poderia enfrentar, mas com o apoio de todas ela superou todos os obstáculos.

Riko perdendo o medo de cachorros

Obrigado a todos que leram este artigo e peço desculpas pelo atraso.

Até a próxima!

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