Não é de hoje que Mahou Tsukai tem usado inícios de episódios, epílogos e até flashbacks para auxiliar na construção dos conflitos e para delinear possíveis antagonistas (mais ou menos factuais, é verdade, mas ainda assim vilões).  Contudo, a série parece estar tendo um empenho maior em esboçar as características (um tanto cartunescas) do feiticeiro (que em sua primeira aparição me enganou totalmente acerca de sua sexualidade – acontece…) que muito provavelmente foi escalado para o ápice dessa temporada. O que esperar de suas futuras ações? Quais são as suas motivações? A quem ele responde ou serve? Se todas essas dúvidas compartilham a sua mente (assim como a minha), peço encarecidamente que não se frustre caso nada disso seja respondido hoje. Afinal, estamos apenas no sétimo episódio – rsrs. Então, vamos a ele!

A coordenação entre as ações do casal se torna cada vez mais acentuada, na medida em que os ensinamentos são passados de Elias para Chise e a gradação de seu poder e de suas “obrigações” como uma maga vão se delimitando aos olhos do telespectador. Diante disso, eles embarcam em um novo problema/ mistério relacionado a um carrocho negro, que estreou no início desse episódio. De alguma forma, essa incursão levará Chise a um novo amadurecimento, uma nova forma de pensar e de portar (quem sabe até de pautar) sua existência nesse novo mundo que a acada dia se abre mais para ela.

Estreitando laços e desenvolvendo afetos

Ao longo do caminho, alguns temas vem à tona para desenvolver a trama e delimitar, na medida do possível, outro provável “ponto de interação emocional”. Nesse caso,  materializado na forma de um anel, o qual, para o enredo serve como um freio para nossa Sleigh Begger, mas para o desenvolvimento do casal é uma nova (e mais renovada) forma de elo entre os dois, funcionando como uma muleta emocional para consolidar decisões e conflitos no futuro, que dizem respeito a essa nova “missão”. Além disso, o autor sabe que não se pode perder tempo em uma obra de qualidade, ou seja, cada diálogo tem obrigação de contar algo, desenvolver algum aspecto dos personagens e nada deve estar lá apenas por estar. Dessa forma, ainda trabalha, nesse mesmo pequeno intervalo, a personalidade de Elias e seu passado, pincelando sua relação com a igreja. É realmente como eu costumo dizer: Mahou Tsukai no Yome é, sem dúvida, uma aula sobre roteiros funcionais.

E enfim a “revelação” – bem mais uma confirmação: o cão é o carinha que já era um agregado do grupo nas OVAs. Resta-nos saber como tudo se desenrolou e entender um pouco mais de sua personalidade e motivações. Yuris, o “metamorfo”. A relação com Chise se desenrola tão rapidamente e com uma certa profundidade que me atordoou. Tudo culmina para o desenvolvimento mútuo dos dois e nos mostra, mais uma vez, como o enredo desse anime é amarrado.  O aparecimento de um carinha, uma ameaça aleatória, o carinha livra Chise da ameaça, mas se compromete nesse meio termo, uma nova ameaça, Chise livra o carinha da ameaça… Aliado ao fato do assunto dos “familiares” ter vindo à tona e nós já sabermos que ele será um agregado ao grupo, tudo tende ao esclarecimento.

Um (futuro) novo integrante

Porém, como Mahou Tsukai no Yome é fã do velho método de cliff hangers, (quase) todo episódio tem meio que uma obrigação de terminar em um pico de tensão ou de emoção não apenas superior a todo o episódio, como também resultado direto de sua preparação gradativa ao longo do mesmo. Nesse caso, foi um fim muito curioso e ainda assim construtivo, porque nos jogou uma faceta (inedita) das motivações e da realidade sobre Elias. Em meio a tudo isso,  ainda estão Alice, Yuris, Chise – profundamente machucada – e nosso feiticeiro preferido. Esperar uma semana para ver o desfecho desse aguardado encontro é realmente muito triste, mas é o que nos resta fazer (pelo menos para os que não quiserem ir para o material original – mangá). E é assim, envolto em mais expectativas, que o diretor nos deixa a esperar. Pela rápida interação de personagens e criação de um passado (mesmo pautado em valores similares ao arco anterior) e principalmente pela preparação e gradação do conflito que eu queria ver desde a primeira aparição do pirralho, nota 4,0, mantendo-se numa média altíssima, a despeito de todos os pormenores.

P.S.: o próximo episódio com certeza promete… Finalmente Fight de Verdade!!!

Da natureza de Elias

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