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Um episódio simples e divertido, com uma partida de RPG de mesa entre os personagens centrais. O que poderia dar errado? Nada. Somemos a isso o belo motivo pelo qual o jogo aconteceu e a perspectiva de um desenrolar amoroso entre dois personagens e vemos que não foi diversão em vão. Aliás, “Um anime baseado em uma light novel com um siscon protagonista é tudo o que você precisa”, está mais para um slice of life que explora o cotidiano de autores de light novel, sendo assim, episódios como esses não são perda de tempo nenhum, não é mesmo? Então vamos a ele!

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Costumo pensar que hoje em dia as redes sociais têm poder suficiente para “crucificar” ou “exaltar” qualquer coisa, e se observarmos que cada vez mais as pessoas se deixam influenciar pela opinião dos outros é completamente normal que um jovem autor se mantenha antenado nessas redes para saber o que as pessoas estão pensando da sua obra, não é mesmo? Seguindo isso à risca, o Haruto não teria como não ficar triste por causa da péssima recepção à adaptação em anime da sua novel, mas é aí que entra nosso querido Itsuki – vocês gostam dele também, não é? – para animar o amigo e nos proporcionar um episódio leve, divertido e despretensioso – mas não “vazio” em sua essência.

Troca de gênero, a gente também vê por aqui!

A essa altura do campeonato já deu para sacar que o “ritmo” de Imouto sae é ditado por esses cinco personagens, e que um desenvolvimento mais profundo – esse que ainda acho necessário para alguns deles – só deve ser dado a eles, mas que com eles cinco ao mesmo tempo, o que devemos ver são mais momentos de descontração e comilança. E isso é ruim? Não necessariamente, pois se o anime continuar se mantendo divertido sem fugir de sua proposta – afinal, RPG de mesa explora a criatividade, o que é essencial para o trabalho como autor – vai estar sendo coerente e consistente.

Quando o inimigo é forte demais se transforme logo nele de uma vez kkk…

Falando do jogo em si, não acho que há tanto a se comentar. Achei ele divertido, mas não “super divertido”, ele me ganhou mais pelas referências a outras obras, pelos “arroubos sexuais” da Nayuta – aliás, me pergunto se ela consegue evitar a “boca suja” ao escrever mesmo do jeito que é, será que ela só é assim com os amigos e é mais formal nas novels? – e pela bela e sensata reflexão do Haruto no final dele. Achei a censura bem criativa também, mas não achei que nesse caso foi algo positivo – não que quisesse ver peitos e bundas, mas acho que daria para só amenizar as cenas e poluir menos a tela sem as placas. O fato de meter irmã mais nova até nessa situação fez sentido porque é um dos temas da obra e ao menos o protagonista mostrou mais uma vez que “irmã mais nova” para ele não é importante só no sentido sexual já que ele também se preocupa com o bem-estar e felicidade dela.

Ademais, só gostaria de citar como achei razoavelmente boa a cena final desse episódio, e não foi porque sou um shippador descarado, mas porque faz sentido o Haruto se interessar pela Miyako depois de ter visto o quão gentil e bacana ela é. Acho um motivo melhor do que uma borracha viu, senhor Just Because rsrsrs! A garota é bonita, inteligente, simpática e está sempre por perto tentando acompanhar a loucura de autores excêntricos; quer candidata a namorada melhor para um autor excêntrico? Só espero que o anime não seja leviano – como a massiva maioria dos animes é – e trabalhe bem esse interesse dele. Não precisa nem necessariamente fazer os dois personagens namorarem, mas que não jogue fora o potencial que a situação tem para aprofundar os dois e mostrar um interesse amoroso natural entre dois adultos saudáveis e desimpedidos. Dou um desconto para a relação da Nayuta e do Itsuki por ela ser menor e ele ter “síndrome de vira-lata”, mas no caso desses outros dois não, não há nada que impeça um desenvolvimento nesse sentido.

Fico por aqui agora confessando que fiquei com vontade de jogar RPG de mesa após ver o episódio e que só não jogo porque otaku não tem amigos. Hahahahaha, é rir pra não chorar mesmo… Até mais!

  1. Que bom que gostou! Eu realmente não conheço muito da franquia Fate, apenas acompanho o anime em exibição atualmente, mas devo ver os outros depois. Acho ótimas as referências que aparecem nesse anime, porque é algo que costuma divertir até quando as piadas não funcionam muito com quem está vendo.

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