Não sei onde estou com a cabeça quando penso nesses títulos. É hora de Loli Shogi aqui no Anime21!

Esse anime tem tantas lolis que jogam shogi que acho que o apelido lhe cai bem – sei que se você chegou até aqui não deve levar a obra tão a sério mesmo. Brincadeiras à parte, a história fica mais interessante com a adição de uma nova personagem e só com isso mesmo. Ou vocês acham que vou contar como ponto positivo a avacalhação “legal” do que já estava avacalhado? Nananinanão, sei que cenas como a de baixo são para gerar comédia, mas se fosse certo as pessoas não seriam presas por fazerem isso na vida real, não é mesmo? O protagonista deve ter parentes na polícia, só pode!

Você acha mesmo que o maior lolicon da história vai se entregar assim tão fácil?!

Nesse episódio somos apresentados a outra Ai – já podemos esperar cenas de dor e sofrimento envolvendo as duas? –, a qual esperava que fosse ou uma prima da loli protagonista, ou uma criança prodígio já mais avançada no shogi, mas não, ela ser uma jogadora ainda menos experiente que a Hinatsuru Ai – já estou pensando em como vou distinguir as duas – foi algo bom, pois o quanto mais inexperiente ela for acho mais fácil que se crie um vínculo entre ela e o seu Sensei. Sair para jogar, receber dicas, jogar com ele, tudo isso vai construindo a relação deles e ela rejeitá-lo em um primeiro momento ao mesmo tempo em que depende mais dele até que a sua xará deve fazer com que ela também acabe desenvolvendo um forte e gratificante vínculo com ele – vão me dizer que não foi recompensante o Yaichi ter lutado para treinar a Ai episódio passado? –, o que compensa um pouco a sua atitude tsundere que é tão chata quanto clichê – felizmente isso não me incomoda muito.

A Ai 2 ter perdido os pais e jogar shogi porque era muito feliz jogando com eles é algo bonito e não acho que vão desenvolver um grande drama com isso, mas serve para mostrar uma outra faceta de um jogador, pois enquanto a Ai se apaixonou pelo shogi por curiosidade a Ai 2 tem no shogi um sustento emocional mais forte e isso deve trabalhar a ideia de como duas pessoas com “gatilhos” bem diferentes podem evoluir e ter uma paixão ardente tal qual a da outra – elas devem ter mais ou menos o mesmo nível em quase tudo mesmo que a Ai 1 seja melhor, afinal, ela é a protagonista. Elas já são “prometidas” como rivais e devem agitar o anime em jogos – espero eu – emocionantes!

Só falta ela ter chuunibyou agora, aí a zorra tá completa…

Antes de descer o sarrafo no anime só gostaria de pontuar como – por incrível que pareça – a roupagem um tanto quanto “absurda” da obra ajuda em um quesito que deve torná-la mais agradável de se assistir, a inclinação que ela tem para “romantizar” as partidas, tornando elas mais próximas de algo que provoque tensão e emoção tal qual a uma luta de battle shounen. Não estou dizendo que isso é necessariamente bom – Sangatsu no Lion não faz isso e rende ótimas partidas –, só que nesse caso pode ser interessante se realmente for explorado, já que se for para ver um anime bem questionável em diversos quesitos que ao menos ele te divirta, te empolgue, te dê prazer!

Não julgo tanto o Yaichi por tentar não magoar a Char e dizer que ela vai ser sua noiva, pois adultos às vezes falam isso para as crianças mesmo, apesar de que ele não é um adulto e já está “enrolado” com a Ai, então isso pegou bem mal e ficou claro que foi só mais um dos momentos para deixar os lolicons felizes… Achei pior a atitude yandere da Ai se revelar de novo e os diálogos avacalharem tudo outra vez, o que eu sempre espero desse tipo de anime, mas nem por isso não devo pontuar como um problema. Após um episódio bem mais sério – e que até por isso achei melhor que os primeiros – Ryuuou no Oshigoto! continua insistindo em insinuar coisas com crianças de 9 anos que não deveriam ser insinuadas justamente quando poderia tentar se libertar um pouco desse estigma de ser só um anime com fanservice de lolis para explorar mais do potencial que tem em suas mãos.

É como se o anime em si fosse um jogador de shogi que até joga bem e tem talento, mas em algum momento saca mão de uma jogada idiota que se não arruína todo o seu jogo chega bem perto disso. Aquele final feito para parecer uma cena de flagra de traição foi outra forçação de barra – conto três momentos “mais graves” tirando uns diálogos que vira e mexe são “sugestivos” demais – tensa para quem estava levando a cena a sério e ainda busca seriedade nesse anime. Em alguns momentos ele consegue fazer isso e nessas horas ele é bom, mas no geral é impossível levar a obra toda a sério e dependendo do que vier pela frente essas camadas de besteirol podem sim “soterrar” a “história simples, mas boa” que está presa lá no fundo. Vamos ver o que o agora proclamado Rei dos Lolicons – esse cara é o Rei das Lolis e dos Lolicons, ele junta o melhor de dois mundos que nunca deveriam se unir, meu deus! – aprontará com suas discípulas lolis de 9 anos.

Eu também avacalho, né.

Até mais!

Imagine a polícia federal abrindo a porta do seu quarto e lá está você assistindo Loli Shogi…

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