Um episódio simples, interessante e até divertido. Um artigo para ler debaixo de um guarda-chuva!

Usar o filho do Gerente para propiciar a visita da Tachibana à casa dele e um certo avanço no relacionamento dos dois, foi uma boa ideia depois de um encontro que ficou por aquilo mesmo – ele não perguntou o que ela achou do encontro e ela também não tentou se aproximar mais dele depois disso. Esse ritmo lento faz sentido nesse tipo de situação, pois uma paquera propriamente dita entre eles seria complicada, além deles não se conhecerem tão bem e estarem em posições diferentes – uma garota flertar com um homem tão mais velho e decente já é difícil, sendo chefe dela, então…

Tudo que envolve o Gerente a deixa encantada…

Toda a situação que lotou a maior parte do episódio foi muito bem construída, desde as ações do garoto quanto ao hamster e a esconder a Tachibana – eu tenho um parente quase da idade dele que faria igualzinho, é sério! –, as ações do Gerente – tirando algo sobre o qual falarei daqui a pouco – até as próprias ações dela – ao ver uma oportunidade de conhecer a casa dele é claro que ela iria aproveitá-la na hora, né –, o que pode parecer simples, mas quando é repetido, e muitas vezes melhorado, por cinco episódios indica que a autora realmente não deu “sorte de principiante” – tem animes que começam bem e decaem após o terceiro, quarto episódio – e sabe o que está fazendo com a sua história, sabe contá-la e desenvolvê-la de uma forma tanto coerente quanto consistente.

Achei bem bacana o Gerente gostar de ler livros nas horas vagas e acredito que esse seja um caminho pelo qual a Tachibana deva seguir caso queira se aproximar dele. Foi bom ver o Kondou mantendo a prudência ao agir com ela e isso até me fez deixar um pouco de lado os receios que tinha quanto a ele – exceto por uma coisa. Era mesmo necessária aquela cena em que o Yuuto tropeça e joga líquido nela, o sutiã aparece através da camisa e ele vendo aquilo fica envergonhado e cora? É verdade que era preciso que ele saísse de casa para que acontecesse a cena mais importante do episódio, mas não acho que precisava ser necessariamente daquela forma. Na cena final do episódio ele cora de novo ao receber um “sermão” dela de frente e creio ser natural que ele se sinta deslocado e envergonhado, mas não é nada bom ele ir se mostrando tão “vulnerável” a ela.

O cheiro da pessoa pela qual se está apaixonado é o melhor do mundo!

O Kondou tem 45 anos e como um adulto não deveria se deixar levar pela Tachibana – não tanto ao menos. Na maior parte do tempo ela que se impõe e ele aceita, o que entendo como um traço da sua personalidade, mas é um caminho perigoso pelo qual o anime pode trilhar. A situação pode escalar de uma forma bem problemática – vai que ela pede um beijo a ele ou tenta dar um nele e ele não a recusa? – se ele não agir como um adulto quando tiver o dever moral de fazer isso. Espero que essa “freada” nos impulsos dela ocorra alguma hora e não vise somente a manutenção do seu bem-estar.

O hamster foi uma grata surpresa que ajudou a Tachibana a se aproximar de pai e filho, pois ao cuidar do garoto – bem caracterizado para uma criança da sua idade e agradável de se ver em tela – ela inevitavelmente cativa o pai – também se ganha uma pessoa pela família e não só pela comida – e facilita a aproximação, o contato, um motivo para começar uma conversa e até conversar de novo. O trecho final do episódio retratou bem isso, em como a atenção com os cuidados ao hamster estreitou um pouco a comunicação entre o Gerente e seus funcionários e como a própria Tachibana queria aproveitar esse tópico – ela de “ciuminho” foi bem fofa e mais uma vez repito, agiu de acordo com o que era esperado dela – para falar com o Kondou, para ajudá-lo, para se aproximar mais dele.

Aposto que ela seria uma ótima madrasta para o garoto!

Uma das cenas mais importantes do episódio é justamente a última, em que ela dá o papel para o Gerente e pede pela atenção dele, pede para que ele a olhe de frente e acolha o seu carinho. Foi bobo ela querer que ele só falasse com ela sobre o hamster, é verdade, mas a Tachibana é desse jeitinho mesmo – uma garota séria e tímida que quando “afetada” pela paixão demonstra toda a sua fragilidade e insegurança debaixo de uma camada de resolução e imponência –, então ainda a veremos fazendo muitas coisas que devem priorizar seus sentimentos amorosos ao invés da razão.

A cena em que ela, debaixo de um guarda-chuva, diz para ele que quer conhecê-lo melhor, que quer se aproximar dele para saber quem é o verdadeiro Kondou – não só o Gerente –, foi muito bonita e se mostrou um desenrolar natural para a situação dos dois. Ela está apaixonada por ele e quer concretizar esse sentimento, mas também não está tão cega de amor a ponto de pular etapas necessárias para fazer com que ele também queira ficar com ela, para fazer com que um romance delicado desses possa acontecer. Se aproximar, cativar, aprofundar laços; todas essas coisas são importantes para preparar o terreno para um possível namoro entre esses dois personagens.

“Eu quero conhecer melhor a pessoa da qual eu gosto.”

Esse episódio não foi tão bom quanto os outros, mas teve seu charme e suas qualidades apesar de também ter tido uma ou outra coisinha questionável que citei ao longo da análise. Vamos ver agora como vai se dar essa aproximação entre o Kondou e a Tachibana. Aguardo vocês no próximo artigo!

Será uma carta de amor? Será um pedido de demissão? Domingo, no Anime21!

  1. Não, não foi um dos melhores episódios de KwAnYn, mas nesse a palermice do Kondousan me irritou…Acho que está na hora dele se mostrar mais assertivo…Mas não é que ao mesmo tempo que me irritou ele se redimiu…Bem tudo indica que Kondousan é um intelectual, um ensaista? um critico literário? Um aspirante a escritor? Bem, o cara é fã de Ryunosuke Akutagawa (muitos animes já citaram Akutagawa, era o mestre dos contos curtos e que teve uma vida bem atribulada cometendo suícidio aos 35 anos. O maior prêmio literário do Japão leva seu nome) e foi essa a parte que o redimiu. Ao que parece nosso querido quarentão se enfronhou na literatura e a vida como sempre não premia aqueles que se dedicam ao estudo da artesania das palavras (aliás recomendo a leitura de Akutagawa a todos aqui. Rashomon, sim aquele filme de Kurosawa foi baseado num conto dele) e teve de se reinventar como gerente de restaurante familiar (repolho pro Tsubu custa alguns ienes…) e para manter sua sanidade mental tem a sua caverninha onde deve escrever seus ensaios.
    Agora para mim é o palerma mais interessante dessa estória…E excelente resenha Kakeru17!

  2. E por falar em Akutagawa ele é citado também no ep.4 quando o prof. de literatura cita trechos de que mesmo? Rashomon!!!
    Alias, recomendei a leitura do Akutagawa a pouco, mas deixe para ler depois do final deste anime o conto “Fool’s Life” (não sei se tem tradução para o português) parece spoiler!!!

    • Verdade, na hora não tinha me lembrado disso. Agradeço as indicações, pois sempre tive vontade de ler Akutagawa e agora vou correr atrás de folhear ao menos alguns de seus contos mais importantes. Quanto ao Kondou, eu realmente achei bacana o seu interesse por literatura e acho que o seu comedimento, contrastando com um pouquinho de vergonha, foi positivo a história, pois “atacar” a garota ou ainda não vê-la de forma alguma como uma “mulher” seria estranho. A autora sabe dosar relativamente bem as ações e reações dos personagens (me pergunto até se ela já não passou por uma experiência similar a da Tachibana). Não posso esquecer que o fato dele gostar de ler, e talvez de escrever, agregue a construção do personagem e tanto as suas aspirações literárias, quanto as inspirações, podem sim cruzar caminhos com a situação pela qual os dois estão passando.

  3. Já sinto meu coração palpitando pelo próximo episódio!
    Ao mesmo tempo que eu gostaria que o gerente se aproximasse mais da Tachibana, eu admiro o respeito e cuidado que ele tem com ela. Admito que eu não esperava que o anime pudesse ser tão sensível e dar atenção aos pequenos detalhes no cotidiano dos dois.
    Essa história me faz lembrar, do meu primeiro emprego, comecei a trabalhar em uma grande empresa, e acabei vivendo a mesma situação com o gerente. Era apaixonante, inocente e ao mesmo tempo parecia impossível… Mas ainda assim eu não ligava para o que os outros pensavam, enquanto para ele o respeito e a atenção sempre prevalecia. Depois de muito tempo e de ter vivido experiências parecidas com a da Tachibana, acabamos namorando, até eu mudar de país e decidirmos qu eo melho que poderíamos fazer era seguir em frente e guardar aqueles momento preciosos dentro da gente. Foi o meu primeiro amor!
    Por ele ser bem mais velho, ele sempre parecia intocável e iniponente, antes disso, eu sempre pensei que homens mais velhos não tivessem esses tipos de sentimentos. Por um momento pensei até o mesmo do Kondou… Ainda bem que eu estava errada!

    • Prezada Ana, homens sempre tem sentimentos não importa a idade…Tanto é que o que vemos no Kondou é o balanceamento entre várias coisas…Uma: o aceite moral da sociedade…Duas: para qualquer outro tiozão tigrão seria um jackpot uma mocinha de 17 anos se declarando, para ele não é, os seus freios morais estão bem fortes…Três: ele realmente não sabe ainda como proceder…
      Mas o legal é que um anime, que achava ser “água com açúcar”, venha gente aqui compartilhar suas experiências aqui. Um abraço.

      • Você já passou por alguma situação assim, James?
        Eu tenho 24 anos hoje, na época que aconteceu tudo isso, eu tinha 16. Mais ainda guardo essas lembranças com muito carinho dentro de meu coração.
        É, eu preciso parar com essa minha mania de pensar que todos os homens, depois dos 40 anos não se importam, não é mesmo?! Falando nisto, quantos anos você tem?

    • Que bacana a sua história, realmente me deixa feliz saber que você passou por algo similar e teve uma boa experiência em seu relacionamento. Também gostara que os dois se aproximassem mais, mas, por outro lado, creio ser ótimo o caminho pelo qual a história está seguindo, já que assim poderemos conhecer mais os personagens e até compreender melhor a mensagem que a autora gostaria de passar através do sucesso ou do insucesso desse romance.

  4. Me lembrei de um anime que mostra um casal de diferentes idades, Okusama Wa Joshikouse de 2005, adolescente de 17 anos casada com um professor de física e estão na mesma escola e eles tem que guardar segredo sobre o relacionamento deles, anime de 13 episódios.

    Estou achando que o Sr. Kondou era escritor e aquele quarto é como um refúgio, acho que aconteceu alguma coisa para ele desistir e trabalhar como gerente pois não creio que ele era gerente anos atrás, no anime mostra tempo todo que ele se esforça no restaurante, tendo livros de como ser um bom gerente e mostrando insatisfação por estar alí, mostrando assim sempre um desanimo, no meu ponto de vista. E a Tachibana como sempre linda, com personalidade forte, decidida e que sabendo o que quer mesmo sendo nova e no final colocando ordem no restaurante, foi hilário. (kkkkk) Estou gostando do anime, agora é ver o que irá acontecer mais à frente, pois ainda muitos episódios de como vai desenrolar o desenvolvimento de romance entre os dois. Mas o que dar pra perceber é que a Tachibana vai lutar muito para que o Sr. Kondou aceite o amor dela. Esperando próximos episódios.

    • Assim como a Ana Carolina comentou que teve um relacionamento de uma mais velha, eu também tive um relacionamento com uma mulher mais velha, com diferença de 30 anos, na época eu tinha 20 anos e aprendi muito com ela, passamos muitas provações e preconceitos por termos idades diferentes, mas foi bom enquanto ficamos juntos, mas decidimos seguir em frente em caminhos diferentes.

      • É a Senhorita Akira Tachibana que está trazendo essas recordações daqueles que já apaixonaram por pessoas mais velhas, que foram felizes juntos e que são até hoje felizes juntos. Estou gostando demais desse anime, espero que continue assim até o final, com belas surpresas cada episódio.

      • Agradeço pela indicação do anime! Fico feliz por você ter tido uma boa experiência em seu relacionamento mesmo em meio aos problemas, assim como no caso da colega acima. Que bom que está gostando do anime, torço para que ele continue emocionante, nos rendendo belas e gratificantes surpresas a cada episódio..

      • É uma das melhores coisas do mundo, se apaixonar… Você não acha Renato?
        Ainda mais quando conseguimos passar por cima da diferença de idade e de todas as provações… Como eu gostaria que aquele sentimento pudesse durar para sempre.
        No final, tudo sempre acaba da mesma forma, mas temos essas lembranças que guardamos com muito carinho.

  5. Mas peoples baixou um espirito de Harold and Maude (Ensina-me a viver, excelente filme por sinal) por aqui muito do bão!!!!
    Só falta a trilha do Cat Stevens…

  6. Acabei de ver Okusama Wa Joshikouse é bem legalzinho, mas é muito diferente…Okusama é uma comédia de erros com toneladas de fan service….Tem seus momentos melodramaticos e tals…Deixa-se assistir numa boa (a trilha sonora é meio chatinha, sons asiaticos dos anos 80 não dão muita moldura para os momentos mais densos). Mas…Prefiro a KwAnYn e os insights do Kondousan os momentos são mais densos e tensos lá vemos o drama de um jovem senhor de passagem dividindo-se entre o social e a felicidade (e muitas das passagens tem citações da obra de R. Akutagawa) dão corpo a este anime…Bem mais interessante para mim…

  7. Eu acredito que Kondousan é fan do Happy End (recomendo todos a escutarem essa grande banda japonesa de folk rock) e Supertramp…Aí até eu tô apaixonado por ele (platonicamente digo…)…Ele devia convidar a Tachi a ouvir musica é assim que se começam alguns romances…

  8. E pensar que até pouco tempo, vivi uma outra situação parecida. Me apaixonei por homem 40 anos mais velho do que eu, diretor de uma empresa em minha cidade atual. Em um dado momento que nos despedimos, ele ficou segurando as minhas mãos e depois eu o abracei e dei um beijo em seu rosto. depois disso, ficamos durante anos separados. E sim, eu me apaixonei por ele depois disso e continuei gostando dele durante esse tempo.
    No ano passado, nos reencontramos novamente eu comentei sobre o meu amor platônico, sem esperanças e quando me dei conta, nos beijamos. Depois nos afastamos novamente.
    Mas sempre que pergunto sobre os sentimentos dele, ele não consegue falar. Por um lado, sei que ele sente algo, por outro lado, sinto que ele tem medo do que as pessoas possam pensar, ou nem ele mesmo sabe o que sente, vai saber. A única resposta que eu tenho dele, é de que ele me respeita.
    Eu sempre me pergunto: -Se ele realmente gosta de mim, por que ele não me diz? Por que ele me beijou e segurou a minha mão? Por que ele sempre fica tão feliz quando me vê? Talvez se não fosse isso, eu nunca tivesse me apaixonado por ele
    Ah… como eu queria entender a cabeça desses homens mais velhos!

  9. Estou gostando muito do anime e tenho grandes expectativas para o amor florescer entre Kondou e Tachibana-chan com beijo, primeira vez e casamento e não ligo nada para a moralidade!

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